sexta-feira, 4 de junho de 2010

Promessas

As promessas não foram suas
Nem minhas
Foram do vento, foram do tempo
São como ondas que quebram, que desaparecem e
se tranformam em outras ondas que pertencem à maré.
A maré muda, trazendo conchas novas para a beira da praia.
Eu as pego emprestado e depois as devolvo para o mar.
E nesse momento uma gaivota não sabia parar de voar
sem olhar para os azuis
que colidiam num beijo salgado.

Assim são os amores, as dores, as flores
Elas morrem no vaso para outras virem enfeitar
a casa com a nova cor da estação.
Assim são as folhas que caem, as nuves que passam.
São os ciclos da vida. Os ciclos do coração.

2 comentários:

  1. Bom dia, Liana... Acabei de ler o seu texto e o achei muito, muito lindo! Parabéns, que seu final de semana seja coberto de muita paz e de muita luz...

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  2. G. tem toda a razão... Que lindo!

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