quinta-feira, 9 de junho de 2011
Lentes
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Vidro
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Cinco Sentidos
terça-feira, 31 de maio de 2011
Presentes - o pior do mundo
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Cartas (e caixas) de amor
terça-feira, 24 de maio de 2011
Terças-feiras de solidão
domingo, 22 de maio de 2011
tempo
terça-feira, 17 de maio de 2011
Certezas
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Caos
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Sentimentos - para as paredes 009
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Eu não me lembro
Uma tarde gelada estava por terminar naquela pequena cidade. Ela estava visitando os amigos e parentes depois de um longo período fora. Somente seus olhos estavam descobertos, tamanho era o frio que fazia naquelas ruas cinzas. Foi então que ele passou, praticamente um desconhecido, e disse “olá”. Ela parou e ficou olhando para o chão. Na sua cabeça milhões de pensamentos se teciam como um novelo de lã. Ficou levemente tonta. Fechou os olhos e a imagem deles juntos veio à tona. Ela rapidamente se virou e tirou a manta que tapava seu rosto. Ele já estava um pouco distante, mas ela, mesmo assim, gritou:
- Eu não consigo lembrar.
Ele, confuso, retornou lentamente. Cada passo que dava era como se fosse rastejado, doloroso, duvidoso.
- Não entendi.
- Eu não me lembro da última vez que estávamos felizes. Eu não me lembro do nosso último beijo. Eu não me lembro do nosso último “te amo”. Eu só consigo me lembrar do dia em que fiquei sabendo da verdade. Nós fomos felizes? Pelo menos, por um dia?
As lágrimas corriam livremente pelas maças do rosto. Ela não sabia por que isso significava tanto para ela. Mas ficava pensando antes de dormir e não conseguir lembrar, lhe atordoava profundamente. Ela continuou:
- A gente nunca sabe quando vai acabar. Quando vai ser a última palavra. Quando vai poder dizer o que sente naturalmente. A gente simplesmente não sabe quando as coisas vão mudar. Quando a verdade não é bem aquela que imaginamos. E quando isso acontece, a gente não sabe dizer como foi e nem quando foi. É deprimente. E isso me mata por dentro. Isso me mata um pouquinho a cada dia que passa e me mata saber que não há nada que eu possa fazer.
- O nosso tempo passou, Liz. Isso não importa mais agora, tente seguir com a sua vida. Não pense mais nisso. Não tem utilidade nenhuma.
- Realmente? É isso?
Ela pensou estar surpresa, mas sabia, realmente, que ele não sentia as mesmas coisas que ela. Baixou os olhos e viu os velhos sapatos marrons, tão familiares. Não pode deixar de se sentir nostálgica e deprimida. Como havia tudo mudado?
- A gente caminhava pela beira d’água. Tirávamos fotos do céu e do mar. Eu, sem que você percebesse, tirava algumas fotos suas também. Eu não conseguia imaginar alguém mais linda. Seu irmão lhe ligou, nessa hora, e você ficou conversando com ele um tempo. Parecia feliz, parecia estar contando novidades, boas novidades. Esse foi o nosso último momento, pelo menos, o último que ficou registrado na minha memória. Todos os outros que vieram depois parecem ser um grande conjunto de imagens de um drama que inevitavelmente tinha de acabar.
Ele se virou novamente e continuou andando, indo na direção que previamente seguia. Um vazio enorme preencheu o peito de Liz. O ar frio inundou seu corpo, suas veias, seu coração.
domingo, 1 de maio de 2011
Mentiras e Verdades
"Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth."
Thoureau
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Quem vai dizer tchau
E a música é essa mesma. Quando aconteceu, não sei...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Resto da Vida
quarta-feira, 27 de abril de 2011
A Vida
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo" Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!
(Florbela Espanca)
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Mudanças
domingo, 24 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Recomeçar
A vida é feita de fases. De ciclos. Acabo de recomeçar do zero. Do zero, não. Minto.
Confesso que não sei muitas coisas da vida. Sempre me considerei além da minha idade, mas agora, com vinte anos, talvez eu seja só mais uma cabecinha ambulante que o vento bagunça os cabelos. Talvez eu não seja tão madura mesmo. E fiquei me perguntando, se eu não tivesse passado por todas as dificuldades e desilusões será que eu seria ainda menos? Provavelmente. Isso me dá a certeza de que ainda vou quebrar muito a cara, de que vou me iludir, ficar com o pé atrás e me desiludir muitas vezes ainda. Porque sinto que a vida ainda tem muito a me ensinar. Da maneira difícil, aquela doída mesmo, que parece que vamos ficar sem ar. Porém, talvez seja a maneira mais eficaz no final das contas de aprender a lição. E a lição que eu aprendi nessas últimas semanas é que gostar da gente é muito melhor que gostar de qualquer outra pessoa. Valorizar-me foi o meu melhor remédio. E isso deu resultado. As pessoas perceberam - mesmo aquelas que eu não conhecia ou não notava. Fazia séculos que eu não me sentia apreciada e cultivada. E eu vi que minha companhia e só ela é uma das melhores coisas da vida. Desfrutar dos pequenos prazeres quando se está em paz consigo é maravilhoso. E ter consciência que nada está acabado. Está apenas começando.
p.s. Voltei para o blog. Sim. Por quê? Cansei de anular meus sentimentos e pensamentos. Preciso falar, gritar, desabafar. Mesmo que ninguém leia. Mesmo que ninguém ouça. É melhor do que o meu silêncio. Esse luto sufocou minhas idéias e minhas emoções.
domingo, 17 de abril de 2011
A capa verde
sábado, 16 de abril de 2011
A Pedra
Eu tenho gosto de jazer no chão
Só privo com lagarto e borboletas.
Certas conchas se abrigam em mim.
De meus interstícios crescem musgos.
Passarinhos me usam para afiar seus bicos.
Às vezes uma garça me ocupa de dia.
Fico louvoso.
Há outros privilégios de ser pedra:
a - Eu irrito o silêncio dos insetos.
b - Sou batido de luar nas solitudes.
c - Tomo banho de orvalho de manhã.
d - E o sol me cumprimenta por primeiro.
(Manoel de Barros)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Felicidade
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Vem!
terça-feira, 12 de abril de 2011
a porta aberta
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Manhã Branca
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Tatuagem
terça-feira, 5 de abril de 2011
para as paredes 008
O que sinto é saudades. Mas não, tia, não é saudades de nada que eu já tenha vivido. É uma saudade vazia, é do que eu encontrava em mim, das histórias que fantasiava, dos sonhos que pensava e os planos que concebia. É uma saudade sem objeto, uma saudade que sempre existiu e sempre existirá, necessária para que o meu coração permaneça batendo. Preciso daquele espaço vazio, daquele espaço saudoso, todos nós precisamos de um pouco de amor reservado a ninguém.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Up Where We Belong
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Trocando em Miúdos
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde."
