quarta-feira, 17 de março de 2010

Changes

 Há um pouco mais de um ano, eu abraçava alguém que não sabia que mudaria a minha vida. Dava tom de brincadeira a todas coisas sérias que me dizia, não dava ouvidos às juras e muito menos às promessas. Eu voltava para a minha cidade tentando me convencer de que nada daquilo havia existido e nem voltaria a acontecer. Há pouco menos de um ano, eu começava a fazer algo "errado". E desse errado se fez o certo.
Pois era impossível considerar como errado algo que me fez sentir tão viva, talvez mais viva do que eu jamais sentirei. Nunca achei errado, nunca me arrependi e acho que nunca me arrependerei. Foi bom demais pra causar remorso, foi bom demais pra causar dor. Algo que me fez sentir como se flutuasse o tempo todo sobre as nuvens, algo que me deixou o coração tão maravilhado e sensível, tão apaixonado. Há um pouco mais de um ano, eu me apaixonei. E nem eu sabia que era aquilo tudo, na verdade até hoje acho que não sei. Alguém que me mostrou o outro lado, um chiclete diferente que eu sempre cito nos meus textos. Foi de verão, e dizem que amor de verão a gente não esquece. Subiu a serra, por mais que nem serra haja  por aqui. Não sei mais o que estou dizendo.

Hoje busquei a música que deletei há pouco menos de um ano, e que não queria ouvir nunca mais. Música ruim, como todas aquelas que embalam os amores de verão. E hoje ela tocou mais do que no som, ela tocou no meu coração. Saudade não daquela pessoa, mas saudade da vida que eu sentia por todos os meus poros, da alegria que eu exalava o tempo todo, da leveza com que eu encarava as coisas.  Sinto a falta daquela sensação que me despertou tanta fantasia, que dividiu comigo tantos planos que nunca irão se realizar, que me chamou para dançar quando as luzes já se acendiam. Sinto falta de um amor que não era o certo, que não me pertencia. Falta de viver, e não apenas de sobreviver. De sentir e de me permitir, mesmo quando o mundo inteiro condenava o que eu fazia. O mais estranho é saber que, mesmo dando na merda que deu, eu voltaria no tempo e faria exatamente a mesma coisa. Não importo que não tenha dado em casamento, que não tenha dado em nada mesmo, só me importa que fui feliz. Ser feliz, no fim das contas, é a única coisa que realmente importa.

O texto ficou uma droga, mas muitas vezes o coração dita e a gente só transcreve. Sem tempo pra rimas, pontuação correta e algumas palavras bonitas. Sem tempo pra entender, só pra voltar a sentir aquela velha sensação. De liberdade, de completude, mesmo que só por um instante.

Não sinto falta do outro, sinto falta de mim mesma. E onde me enfiei eu não sei, já que não me encontro mais.

"Se eu soubesse antes do que sei agora
Erraria tudo exatamente igual..."

Sintomas

Que tipo de médico ou psicanalista ajudaria alguém com uma doença chamada de impulso constante do sonhar acordado excessivo? Qual seria o tratamento?
Uma dose de realidade para começar, duas pílulas de sensatez por dia, um anti-imaginação de duas em duas horas, um banho de sais de monotonia a cada dez dias. E se mesmo assim eu continuasse com os sintomas?
Aí eu jogava tudo pro alto e ficava a toa por aí. De repente eu pintava o céu de rosa e vestia calças largas. Me fingia de normal, com um sorriso ali e outro aqui ao dizer "bom dia" a todos que passassem por mim. Um par de óculos redondos, eu ia caminhando devagar, cantarolando "Lucy in the Sky with Diamonds". Eu ia ser feliz bem assim do jeito que eu sou.

terça-feira, 16 de março de 2010

É tanta confusão


Há tanto em mim pra se descobrir. Há tanto de inquietação que só sobra ansiedade e angústia. Há tanto de amor pra dar, que acabo me esquecendo de como fazer isso. Há tanta loucura no meio da minha sensatez que me perco e me acho, tantas vezes num dia só que me canso. Há essas perguntas malucas dançando e girando dentro da minha cabeça. Eu vivo do mistério, da intuição. Mas me esqueço que as pessoas ainda não sabem ler no escuro!
Eu vivo da imaginação, montando minhas histórias e descartando personagens. Eu sou um lobo solitário. Uma águia que caça de cima. Um bicho esquisito que gosta de emoção, mas procura a tranqüilidade dos dias chuvosos. Que se sente carente, mas que não sabe dar carinho. Que fala pouco, porque desaprendeu as palavras do amor. Eu sou o oposto do inverso. E o contrário do que achava que era antes. Em busca de algo que me valha mais que ouro. A procura do que faça meu sangue ferver no gelo.
É tudo tão fantástico nesse meu mundo interior que não sei por onde entrei e nem sei se há qualquer saída que seja. É tão abstrato tudo isso que sento e caio. Tropeço e vôo a um lugar distante, acabo parando devagar. Reencontro-me em mim mesmo ao me ver nos outros. Eu não tenho nada a oferecer, só minha inconstância e meu jeito maluco. É da leveza dos pensamentos serenos que flutuo livre. E quando a força me puxa pra baixo, me põe os pés na terra molhada. Fico de longe a admirar aquele sonho antigo, marcado na fotografia da mente. Era tão lindo de ver.
Nada, nada é certo. E acabo comprovando que as coisas que eram antes improváveis, estão acontecendo e que o impossível está ao nosso alcance. Porque no final do caminho, é você contra você mesmo em busca do que se chama de equilíbrio no meio de uma grande confusão.

segunda-feira, 15 de março de 2010

I Have a Dream


"I have a dream, a fantasy to help me through reality

And my destination makes it worth the while

Pushing through the darkness still another mile

I believe in angels

Something good in everything I see

I believe in angels

When I know the time is right for me

I’ll cross the stream

I have a dream"


ABBA

A Noite


Como é bom sair pela noite. Saborear a noite, sentir seu cheiro. Não o cheiro dos carros, da poluição, do suor e dos perfumes, da saliva, do trânsito, do sol. Sentir o cheiro da noite pura. Silenciosa e tranquila, apenas com o cheiro do vazio e o sabor das estrelas. O sabor de uma rua vazia, de dançar em frente a um semáforo, de correr pela calçada sem atropelar ninguém, de observar o farol esverdeando, de observar o farol avermelhando. O cheiro da rua só nossa, o gosto mais divertido da solidão. A pontinha amarga do medo na breve alegria de saltitar noite adentro. Ah como é bom sair pela noite. É o misto mais gostoso entre o cheiro do vazio, o sabor da felicidade instantânea e a pitada do medo.

Durante a noite, alguns dormem. Outros saltitam nas ruas tentanto (re)conhecer, entre tanto silêncio, suas próprias vozes. Afinal, nada melhor que a calada da noite para revelar qual delas verdadeiramente nos pertence.

domingo, 14 de março de 2010

Saudades


As pessoas são mesmo insubstituíveis. Cada uma delas tem um capítulo especial em nossas vidas. Marcam nossos corações de maneira singular. Solidificam amizades, paixões, amores. Engrandecem-nos. Tatuam-nos com memórias de tudo mágico que vivemos. E por vezes, essa ausência se torna pesada e dói. Dói tanto que sentimos um vazio, mas um vazio que não tem preenchimento que possa se encaixar. A forma foi jogada fora e ninguém mais conseguirá nos fazer sentir daquela maneira. E o que resta? A saudade. Esse sentimento que, para mim, é o pior.

A saudade gera angústia, raiva, dor, sofrimento. A saudade vem de repente, com uma lembrança da pessoa querida ao ver o mar, fotos, músicas e cheiros. Está escondida em cada traço do nosso viver, em todo detalhe a nossa volta. E quando ela chega, demora a ir embora. Lembramos daqueles que estão conosco agora, porém ela continua lá, incomodando, nos fazendo enxergar que cada um é especial pelos seus encantamentos e que ninguém provoca em nós as mesmas sensações.
É importante valorizar quem trilha o caminho conosco no presente porque eles são essenciais para compartilhar as conquistas e ajudar nas derrotas. Nada é por acaso. As pessoas surgem nos momentos certos. Cada uma com seu perfil, de acordo com a sintonia existente. Nossas atitudes são o reflexo do nosso caráter e de como estamos emocionalmente, então atrairemos pessoas que se identifiquem.
Contudo, aqueles que já passaram, nos deixam buraquinhos no coração. De vez em quando esses buraquinhos são só buraquinhos, mas há dias que se tornam crateras, tão profundas que não enxergamos a luz vinda de cima. Aqueles que moram longe, aqueles que partiram nossos corações, aqueles que deixamos de manter contato, aqueles que a vida quis separar, aqueles que são como irmãos, mas que não podemos mais compartilhar da companhia diária. Partilhamos a nossa história com eles, nosso carinho, nossa admiração. Demos amor, amizade, lealdade. Momentos que gostaríamos de reviver. Intensidades e formar diferentes de amor e cumplicidades.
Eu tenho alguns buracos dos quais me orgulho, porque mostram que eu possuo muitos capítulos escritos. Apesar de virarem crateras e me afundarem em um oceano de desespero, eu não me arrependo. Sofreria tudo de novo ao deixá-los. Choraria tudo de novo por não tê-los mais. Porque ao menos, um dia eu os tive. E eles foram as melhores saudades que eu poderia escolher para carregar dentro do peito.
À todos aqueles que fizeram parte da minha história, reconheço de toda minha alma o quanto foram importantes para mim, para minha formação pessoal , meu aprendizado como ser humano e para minha felicidade. Só tenho a agradecer pelas oportunidades oferecidas pela vida e por ter sabido aproveitá-las ao meu máximo. Pois o que vale disso tudo é que eu também estou tatuada nos corações deles.

sábado, 13 de março de 2010

Papai do Céu


Será que o senhor poderia me fazer um favorzinho? Amanhã, eu queria não acordar com tanto mau humor. Amanhã eu queria não falar dez mil palavrões. Amanhã eu queria não xingar 90% das pessoas que passam por mim durante o dia. Amanhã, seu papai do céu, eu queria enxergar o céu, azul. É, parece que eu só tenho visto o cinza. Amanhã eu quero que tanta gente não deixe de gostar de mim. Amanhã eu quero um pouco mais de simpatia gratuita. Amanhã eu quero tentar ser com todos o que eu sou com uma parcela irrisória de gente. Amanhã eu quero ser gente. Amanhã eu quero não pensar na estupidez do fulano ou na raiva das atitudes dele. Amanhã eu quero brincar de ser humano.
Quero acordar bem, enxergar o azul do céu, ter ouvidos para os pássaros, quero ficar sozinha e recuperar minha paz, quero deixar um pouco de lado um pouco de toda minha intolerância inacabável. Quero fazer alguém feliz amanhã. Quero tentar me fazer feliz. Não quero que o sol se ponha e leve junto com ele meu humor e aquela leveza que eu costumava ter. Não quero mais provocar antipatia em todo mundo. Não quero mais ser indiferente a meio mundo. Quero enxergar as pessoas, enxergar as coisas boas que elas possam ter e poder dar uma chance pras pessoas. Quero também que deem uma chance pra mim.

Eu não sei o que me deixou assim, papai do céu. Eu não sei em que parte do caminho eu me tornei esse monstro. E sinceramente eu não consigo lembrar onde deixei meu coração cair. Só sei que amanhã eu quero viver diferente, nem que depois de amanhã eu vá voltar ao habitual humor ácido e à testa eternamente franzida. Amanhã eu quero sorrir. Amanhã, eu quero só um pouco de paz.

P.S.- e se o senhor puder me trazer um pouco de sono para essa noite, ia ser de grande ajuda.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ajoelha

Não adianta ajoelhar e rezar. Não adianta pedir pra Deus, pro santo, acender vela, prometer peregrinar por cinco quilômetros, jogar rosas no mar, pular sete ondas, escrever metas sem nunca pensar em cumpri-las. Não adianta se matar de prometer, se matar de tanto rezar, encher o saco do anjo pra que ele dê a resposta da prova, pra que ele dê um empurrãozinho só dessa vez que na próxima a gente jura que vai ser diferente. Na próxima a gente continua igual, igualzinho. Rezando, apelando, arregando pra sorte, pro santo, pra qualquer nome que seja. Não adianta procrastinar, não adianta pensar que segurando o livro a gente absorve o que tem dentro dele. Não adianta que o esforço tem que ser nosso. Não tem santo, anjo, deus, vela, macumba, promessa, fitinha do senhor do bonfim que ajude nisso. Cada desafio é nosso, e somente nosso. É cada uma das nossas investidas, que dependem única e exclusivamente da nossa dedicação, do esforço de cada um. é ajoelhar na frente do caderno, é se curvar diante das tarefas, é abdicar de algumas coisas para conquistar as outras que se deseja. É colocar na balança e ver qual o lado nos pesa mais. É ser o conquistador, e não apenas aquele que fica sentado esperando as respostas e os caminhos se abrirem diante dos olhos. É ser alguém de quem se orgulhar. E quem sabe no fim das contas, na hora do vamos ver, na hora do diploma na mão, da aprovação sonhada, da vaga desejada, quem mereça a oferenda sejamos nós mesmos. Talvez um doce, uma rosa, uma vela, uma prece, uma festa, uma caminhada. Pra nós mesmos, os únicos responsáveis pelo desenho do caminho de nossas vidas.

Os únicos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Let somebody in

Said, you want to love
But you don't know how
And you want to feel
But you're not allowed
And you want to cry
But you don't know why
And you want to give
But you're not that kind
When you gonna let somebody in?
You might get hurt just a little bit
When you gonna let somebody in?


Meio Assim

E hoje eu andei tão... Tão revoltada, tão irritada, tão explosiva, tão com vontade de dar com o guarda-chuva na cabeça de um que eu prefiro nem me prolongar muito... Prefiro fazer minha oração, mandar meio mundo pro raio que o parta, mandar desencarnar, mandar pra qualquer lugar. Só vê se sai de mim, encosto brabo! Prefiro dizer que hoje eu tô meio assim, meio assado, meio down, meio ao contrário. Hoje eu tô meio strawberry fields forever.



P.S.- daqui a pouco eu perco o resto da paciência e aí a coisa toda vai descambar de vez.

terça-feira, 9 de março de 2010

Disso eu sei


Às vezes estamos tão acostumados a ganhar que esquecemos o quanto é difícil perder. Somos, por hora, pretensiosos e esquecemo-nos de ajustes. Ah! Eu nem sei mais o que queria dizer. Fico assim, perdida no meio das coisas certas e das erradas. Nessa ânsia de acertar, eu acabo quase sempre errando. Porque talvez seja assim mesmo. No final, talvez eu não seja assim tão diferente.
Só me sinto só. Disso eu sei. Pelo menos por enquanto. Mas eu choro alto, faço escândalo. Não fico quieta mais. Nunca mais. Procuro conflito e olha ele aí. O danado está até sorrindo pra mim. Aquele sorriso maroto de quem sabe o que faz, sabe que pode complicar minha vida.
Será possível se sentir só com tanta gente? É que essa batalha, meu caro, é minha. Nessa e especialmente nessa eu entrei sozinha. Porque sou eu que quero vencer. Ninguém mais. Não tanto. Essa gente toda tem vida. Essa gente toda sabe o que quer. E sabem que vão conseguir. O que importaria se eu perdesse ou se eu ganhasse? Eu já disse. Eu sei! Essa batalha é minha. Você deve estar se perguntando que batalha seria essa. Ah, é a da vida. A dos sonhos. A das realizações. É a do caminho trilhado, do choro engolido, do soco não dado. É a da raiva escondida, do terapeuta maluco, da família desesperada. É a dos amigos companheiros, dos amigos esquecidos, dos deixados de lado. É a das horas perdidas com os livros acoplados, com os olhos cansados e com o gosto do café amargo. É a das manhãs sem fim, dos almoços apressados, das noites mal dormidas. É a da mágoa, da ferida, é quase nada. É a jornada diária do não ter. É do querer. Querer que essa gente me entenda. Que me apóie e até que pense em mim de vez em quando. Querer ser lembrada. Ser mimada. Quero que essa gente me queira bem, que me assista de longe, que torça e que berre.
Apesar de saber que a batalha é minha e que as feridas e as marcas e tudo isso que vem junto pra me deixar cicatrizes pertence somente a mim, eu desejo, se não for pedir muito, um pouquinho de paciência, cuidados e atenção. Desejo que essa gente toda me ensine como ser mais forte que eu mesma, mais corajosa e mais segura.
Eu não sei ainda bem ao certo o que eu quero. É esse misto de emoção que me deixa assim, no meio da neblina. Por enquanto vou jogando fora o que eu não quero. Eu não quero que essa gente sinta pena de mim. Disso eu sei.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres


Para todas as mulheres, flores. Para todas, o desejo de felicidade, de igualdade, de respeito, de carinho, amor, paz e atenção que merecemos. Para todas aquela vontade inesgotável de conquistar, de mudar, aquela força imensurável, aquele desejo incomparável. Para todas as mulheres, a possibilidade de se realizar em todos os sentidos da vida. Para todas as mulheres o presente, que muitas vezes mais parece cruz, de ser mulher.
Feliz Dia da Mulher!


Sem mais delongas, porque o sono é imenso e mal me aguento em pé.

domingo, 7 de março de 2010

Viver de Saudades



Morrer de saudades, muita gente sabe como é. O que pouca gente sabe é a sensação de viver de saudades. Morrer de saudades é ter aquele alguém, que se tem sempre por perto, distante por algum momento. Viver de saudades é aprender a conviver com aquela distância que não é temporária. Viver de saudades é saber exatamente como uma semana inteira demora a passar. É saber também que o sábado ao lado daquele alguém vai passar voando. Viver de saudades é aprender a lidar com o tempo.
É se intoxicar de felicidade uma vez na semana ou a cada quinze dias ou até mesmo uma vez ao mês, e administrar essa superdosagem para que dure até o próximo encontro. É tornar-se, mais do que nunca, adepto dos meios de comunicação. É controlar o ciúme e os medos. É entender o outro pelas frases, é aprender a comunicar-se sem o olhar. É aprender a amar sem tocar.
Viver de saudades nem sempre é fácil. É não ter um carinho na hora em que se precisa, é não ter a presença numa tarde chuvosa de segunda, é não ter aquele beijo tão desejado. Mas viver de saudades é muito mais que isso. É provar a si mesmo e ao outro que o amor é ainda maior: é superar o tempo, a saudade, a distância. É manejar o tempo e fazê-lo a seu favor. É encontrar no outro, mesmo distante quantos forem os quilômetros, uma ligação direta e imediata com seu coração. É ter certeza dos sentimentos, da sua intensidade e força. É poder sentir, mesmo por webcam, ser completo o tempo inteiro.


P.S.- por seis meses de inúmeros sessenta quilômetros que pouco importam na highway do nosso amor.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Devaneio da Madrugada - Mulheres

Se a mulher trai, não presta; se não trai, é porque é muito boba para aturar as safadezas do companheiro. Se a mulher chega no homem, é fácil; se não chega, é porque tá fazendo charme. Se transa no primeiro encontro, é vagabunda; se não transa, tá fazendo charme. Se a mulher fica com o homem da outra, é biscate; se não fica, é biscate do mesmo jeito. Se a mulher liga, não vale nada; se não atende, é porque tá fazendo charme. 


O que me preocupa não são os homens que rotulam as mulheres dessa maneira, e sim as mulheres que ainda hoje têm a ousadia de continuar com esta postura ridícula. Ela era solteira, ele era teu namorado, ele te traiu? POR QUE RAIOS a culpa tem que ser da mulher se o sem vergonha foi ele, que foi correndo para a outra? Se hoje em dia se prega tanto o lema da igualdade entre os sexos, qual é o problema quando alguma mulher quer transar na primeira noite? E qual o problema se ela quiser fazer isso sem compromisso?
Mulheres não acreditam que todas as outras mulheres que já ficaram com os seus respectivos não os amam de paixão e não desejam tirá-los delas. Mulheres não acreditam que a culpa seja do homem que diz lhe amar - a culpa é sempre de alguma bruxa linda e com a poção mágica que fez o amado se encantar em três dias. Mulheres muitas vezes agem assim porque é mais fácil. É muito mais fácil culpar a mulher, que muitas vezes nem sabia que o homem tinha uma 'dona', é muito mais fácil olhar torto para ela e continuar vivendo junto com ele, como se nada daquilo tivesse acontecido.

Mulheres não acreditam que a culpa não é delas.
Se ele te traiu, se te desrespeitou, se te humilhou, se não te faz feliz, larga o trem sem medo de ser feliz. A culpa não é tua. Pode parecer difícil, mas eu garanto que é superável. Outros dias vêm, outros trens partem, a estação enche novamente e no banco ao lado podemos encontrar aquele viajante que vá merecer a fidelidade do coração e do pensamento.



P.S.- Sinceramente, dos anos cinquenta pra cá a única diferença que eu vejo é o comprimento da saia. Porque a burrice feminina continua exatamente a mesma.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Better Days

"And it's someplace simple where we could live

And something only you can give

And thats faith and trust and peace while we're alive

And the one poor child that saved this world

And there's 10 million more who probably could

If we all just stopped and said a prayer for them

So take these words

And sing out loud

Cuz everyone is forgiven now

Cuz tonight's the night the world begins again"

É pra sentir, sentindo


Hoje aprendi uma coisa. Alguém, além de me dizer, me mostrou que “sentimentos bons a gente não precisa entender, só precisa sentir”. Com essas palavras e com os gestos mais singelos me fez enxergar diferente. Fez-me ver que perdi tempo, perdi as contas de quantas vezes tentei transformar em palavras o que sentia, mesmo quando era bom. Ou principalmente quando era. E para quê? Para me convencer? “Para entender, por quê?” Ele riu. Faria com que sentisse mais? Com que sonhasse mais? Com que voltasse atrás? Não. É essa mania estranha que tenho de fazer de conta que tudo fica mais simples, mais visível quando eu digo, quando eu leio.

“Mas sentimento bom é para se sentir e não para entender.” Ele lembrou. Por querer entender, pensamos e bolamos razões e estratégias para agirmos de tal forma, para estarmos ali, para ficarmos assim. E então, perdemos tempo de sentir. Perdemos momentos. Perdemos vida.

Se os sentimentos não são bons é um sinal vermelho. Motivo para que mudemos algo a nossa volta que está errado e, sobretudo internamente. Mas se os sentimentos são bons, se estamos felizes, se estamos em paz e tudo gira de acordo com a nossa órbita, sinal verde. Sigamos em frente. Não há nada o que temer. Deixemos que os dias se tornem mais quentes, que as flores fiquem mais perfumadas e as conversas mais interessantes. Não nos sintamos ameaçados por não saber explicar. Nada é constante, pois as mudanças são a visita da verdade em nossos corações. Por isso, nos reajustemos às modificações que ocorrem e tiremos o melhor das situações. Aprendamos a sentir mais. A nos deixarmos levar pela emoção. Há certas eras que demoram a chegar novamente. Aproveitemos o coração bater mais veloz, os olhos brilharem e até o frio na barriga. Sem se programar, sem se render. Só deixando a emoção reinar. A cabeça está de férias!

Você Foi


 Você foi chuva, foi sol. Foi beijo na beira da praia, cachorro aos pés. Foi o jogo na casa do amigo. Foi o beijo proibido, escondido, culpado. Foi o cheiro do edredon. Foi o encontro das mãos por baixo da mesa. Foi o primeiro dia de aula, aquele sorriso bonito. Foi o cheiro de um chiclete estranho. Foi a companhia daqueles amigos estranhos. Foi a vontade. Foi a mentira. Foi verdade.

Você foi choro. Você foi música, foi poesia, exaltação e felicidade. Foi eterno enquanto durou. Foi quatro anos de tortura. Foi um ano de mentira a mim mesma. Foi meio ano de rendição. Você foi o maior prazer, a amizade mais sincera, o número mais bonito. Você foi meu sete, meu guia, meu fiel companheiro. Foi minha primeira luz, quem me ensinou a andar, foi a irmã pequena, foi o pai que se foi. Foi a carta de despedida. Foi todos e não foi ninguém. Foi cada dia de alegria. Foi o sol nascendo na beira do cais. Foi uma garrafa de vinho. Foi uma letra. Foi, ainda é e sempre será.

Foi mãe, pai, irmã, amigo, amor e amante; foi amor em todas as formas.
Amor sem sujeito definido, sem gênero e somente com plural: vocês foram o amor para mim.





"Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...."
(Outra Vez - Roberto Carlos)

terça-feira, 2 de março de 2010

A Frustração

Pra curar essa frustração, vou vestir uma saia. Vou mostrar as pernas, caminhar pela rua, sorrir no sol, pintar as unhas de vermelho, tomar um sorvete, encarar o ônibus e ir pra faculdade. Vou chegar lá e vou lembrar daquela frustração. E vou voltar, comer um lanche, beber um vinho e ouvir música. Vou chorar. Vou dividir e tentar fazer com que alguém entenda. Vou tentar fazer com que eu mesma me entendo. Vou tentar que, entre um gole e outro, a solução apareça como o coelho na cartola do mágico. Vou esperar que eu pare de me engasgar para encontrar uma solução. Vou tomar uma atitude, mas só amanhã. Hoje só o que eu vou tomar é o meu vinho. Ao som da coisa mais triste que eu encontrar pra ouvir. E amanhã, se tudo der certo, eu volto à programação habitual.

segunda-feira, 1 de março de 2010

I See You, You See Me



Me apaixonei por essa música, pelo clipe, pela letra. Não sei porque ela significou tanto assim, mas passei cantarolando o dia todo. E como não tenho nada pra compartilhar hoje, fica aqui só a minha dica de música.
Ah, e o clipe também vale a pena, é lindo. (Clica aqui pra assistir)

"And it looks like
I feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again..."

 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Metas de Março

Estipulo as metas para o 'novo ano' duas vezes ao ano. Uma, no seu primeiro dia,  onde somos praticamente obrigados a estabelecer metas e prioridades pra ele novinho que vem vindo. A segunda, quando efetivamente começa o meu ano, ou seja, em março. É em março que o ano começa, vai dizer que não? Janeiro e Fevereiro tem férias, tem praia, um monte de chocolate e calor para viver dando sede de refrigerante. Não dá vontade de emagrecer, de ler, de fazer trabalho voluntário, de arrumar o quarto ou de concretizar qualquer outra meta que tenhamos estipulado, não importa quão fácil ela possa ser.
Pois bem, estou cheia de metas. Metas de Março. Só desejando que esse corpo sinta um pouco menos de preguiça e indiferença nesse ano que vai começar. Desejando que eu consiga me tornar um ser menos desagradável para com as pessoas que são obrigadas a conviver comigo. Desejando que eu consiga ter um pouco de bom senso na cabeça, um pouco de organização no corpo e um bom freio na língua. Falando em língua, é outra meta parar de falar tanto. Principalmente parar de reclamar tanto. Outra é tentar diminuir minha ignorância que não vê limites, minha estupidez e aquela raiva repentina que eu sinto de tanta gente que nem vale isso tudo. Na verdade, gente que não vale é nada.
Vou aproveitar e pedir pra ter um pouco de paciência com os estudos. Pedir que o Papai do Céu cuide dos meus poucos amiguinhos. Pedir um pouco de bom senso pros animais de duas patas que convivem comigo, afinal não é só de mim que tem que partir a educação. Pedir um pouco menos de ódio do coração dos que não gostam de mim e pedir pra que, por favor, todo tipo de gente estúpida passe bem longe do meu caminho. Só assim eu tenho chance de manter o controle. 

E se nada der certo, aí eu peço algumas granadas e resolvo meus problemas sozinha.
Amém!

Ficaram cegos


O bom mesmo é viver de emoção. Viva de paixão. Paixão pela vida, pelas pessoas, pela liberdade.
Muitos se esqueceram de entrar em contato com seus corações para enxergar a verdade, para enxergar o amor. Já não sabem como parar o relógio desenfreado do compromisso ilusório com o mundo material. Desaprenderam a olhar com os olhos do coração.
Ficaram cegos. Eles não usam óculos.

Muitos se deixaram levar pela maré dessa era da velocidade. Preocupam-se tanto com os avanços tecnológicos que de tanto se deixar levar, acabaram por se deixar para trás, lá no início do caminho, quando ainda eram crianças rebeldes.

Tanto conhecimento mais uma vez os cegou. E eles nem usam óculos. Tornaram-se céticos. A arrogância do saber do não saber tudo. A prepotência do ser melhor. Melhor que quem? E por quê? Oras... Parece que se esqueceram das lições aprendidas. Das frases de afeto e compaixão que parecem nascer conosco.

Ficaram cegos pela inteligência. Ficaram cegos de amor. Muitos deles se tornaram cruéis, egoístas, mesquinhas. A sabedoria do verdinho. Antes fosse das florestas. As barreiras da humanidade desapareceram. Nada pode detê-los com suas mentes poderosas e mãos destruidoras. Ou melhor, a mão daqueles que acham que não tem força para gritar “basta!”. Mas eles têm. Mas ficaram cegos. E nem usam óculos.

O mundo ficou pequeno pra eles. Pra muitos deles. Tanto que nem se preocupam mais em preservá-lo. Já nem chamam de lar. Qualquer dia se mudam para outro planeta. Outra galáxia. Levando só aqueles que pensarem igual àqueles que acham que sabem mais. Que mandam mais. Que controlam mais. Esses nasceram cegos.

E então, nessa era de confusão e plasticidade. Nessa era em que todos querem o trono e não se importam em como chegar lá. Nessa era em que não nos damos às mãos para a evolução devido às divergências de pensamentos, deixamos de sentir. Pensamos demais e sentimos de menos.

Não Vale a Pena



"Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno..."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aquilo


A vida é cheia de fases.
Toda fase de recomeço requer coragem e força.
Toda fase de cansaço requer determinação e garra.
Toda fase de decepção requer uma surpresa.
Toda fase de sonho requer uma inspiração.
Toda fase de conquista requer luta.
Toda fase de alegria requer sorriso.
Toda fase de discórdia requer harmonia.
Toda fase de tristeza requer abrigo.
Toda fase de amor requer sintonia.
Toda fase de desespero requer saúda.
Toda fase de angústia requer conselho.
Toda fase de demora requer espera.
Toda fase de ausência requer presença.
Toda fase de brilho requer luz.
Toda fase de pressa requer rapidez.
Toda fase de criatividade requer arte.
Toda fase de loucura requer cura.
Toda fase de sensibilidade requer escudo.
Toda fase de insônia requer leitura.
Toda fase de interesse requer curiosidade.
Toda fase de escuridão requer paz para continuar e encontrar a solução.
E essas fases que se engajam como armadilhas são nós para meu coração que não descansa. Eu me pergunto quando as fases se tornarão uma só.
Eu desejaria mais que nunca encontrar o equilíbrio. O balance de tudo aquilo que nos impede de tropeçar. Impede-nos de fraquejar. Aquilo que nos faz seguir em frente, que nos faz sonhar de novo. Que nos empurra para o sucesso. Que nos torna otimistas. Como se chama? Aquilo que minha avó dizia que ia morrer por último. Aquilo que as crianças têm como sobrenome. Eu ouvi esses dias que as pessoas já não conheciam mais essa sensação. Tornou-se um estado de espera. Acho que o “aquilo” se encontra até em coma. Só ficou nos livros coloridos dos contos de fadas. Aquilo que faz rimar com dança. Que nos deixa leves. Que nos faz rir. Que nos desliga desse mundo doido que só faz girar. Eu queria me lembrar daquilo. Como era bom sentir o peito morno como o bolo de laranja que eu comia quando era pequena. Se era! Ah! Aquilo... poderia deixar todas as fases serenas. Como se fosse natural que fizessem parte dessa vida.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Palavras


Sabe, acho que a coisa mais bonita por aí não é o Sol, nem o mar, nem esse céu azul, não. É o amor. Alguns dizem que o raro que é bonito. Deve ser por isso que é tão difícil de se achar o amor. Mas eu ainda acho que é fácil, o que as pessoas não sabem é que elas devem abrir os olhos. Não os olhos de cor e sim os olhos da alma. Há sempre uma saída, ainda mais quando falamos desse sentimento abençoado.
Ontem pela primeira vez me pediram para fazer uma carta de amor a uma pessoa que eu não amo no nome de alguém que eu mal sei quem é. Um amigo de uma amiga minha. Foi tão fácil. Eu não sentia nenhuma daquelas palavras, era puro fingimento meu. Coloquei-me no lugar dele e imaginei o que ele sentia e o que ele queria dizer. Porque apesar de ser único o amor é universal. Mudam as formas, as provas, as cores. Mas ele não muda muito. É sempre mágico e inexplicável. É sempre bem vindo. Traz emoções e surpresas. Invade a vida das pessoas sem pedir permissão. Simplesmente acontece quando menos esperamos.

Eu pensei em tudo isso quando escrevi a uma menina tudo que ele queria dizer, mas não sabia como. Então me dei conta do tempo que perdi por esconder os meus sentimentos devido ao medo. Não medo de não ter certeza do que sentia, mas sim de ser rejeitada. Medo de mudanças, principalmente naquilo que considero tão importante em minha vida. Medo de estar confundindo os sinais. Até mesmo tomando o caminho errado, mesmo que o destino insista em me mostrar esse mesmo. Em errar de novo. Contudo, não há nada o que eu possa fazer a não ser dizer tudo aquilo que planejo há muito. Acho que às vezes o relógio do coração apressa os ponteiros pra que o inevitável aconteça no momento certo.


"Ando por aí querendo te encontrar

Em cada esquina paro em cada olhar

Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar

Que o nosso amor pra sempre viva

Minha dádiva

Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas

Palavras pequenas

Palavras ao vento."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

I Don't Care



Eu não me importo de não ser fotogênica. Não me importo com maus hábitos. Não me importo de meu pé estar sempre sujo, por mais que eu viva passando a esponja nele. Não me importo se me acham mal educada, mal humorada e muitos outros males por aí. Não me importo se minha unha não vive pintada. Não me importo se passo um ano inteiro sem passar a tesoura nos cabelos. Não dou a mínima para a tal da sobrancelha.
Não me importo com mau hálito de manhã cedo. Não me importo de dormir de maquiagem. Não me importo de viver de chinelos e não saber andar no salto alto. Não me importo se ninguém liga. Nem de falar palavrão. Não me importo se não gosto das coisas comuns. Não dou a mínima pro morno. Nem pra moda.

Eu me importo é com as companhias da foto. Com os maus hábitos que incomodam os outros. Com a felicidade do pé sujo de correr na areia. Eu me importo é com aqueles que me acham educada, alegre e algumas outras qualidades que só algumas pessoas enxergam em mim. Eu me importo se a minha mão tem força para segurar forte os meus sonhos, mesmo com os dedos roídos. Me importo com meu cabelo nas mãos de quem eu amo, fazendo um carinho. E com a sobrancelha, não me importo nunca.
Eu me importo é com quem dormiu ao meu lado na noite passada. Me importo se a maquiagem valeu, se a festa foi boa. Me importo com quem me ama mesmo usando havaianas. Me importo se eu ligo. Me importo de sentir sair a raiva que dá início ao palavrão. Me importo com as coisas especiais. Me importo com o quente do coração e o frio da barriga. Me importo com o lado de dentro.

Eu me importo com a felicidade. Eu me importo com o amor.
E por enquanto que eu puder sentir, eu não preciso me importar.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ou Isto ou Aquilo



Desde pequenos, aprendemos a escolher. Ou isto ou aquilo, já dizia Cecília Meireles. Somos obrigados a traçar metas, prioridades, a ter preferências, porque fica impossível segurar todo o mundo com apenas dois braços. Temos que escolher apenas uma faculdade, apenas uma profissão, apenas um namorado, e assim acabamos escolhendo apenas um melhor amigo, uma cor e comida favoritos. E o que não escolhemos foge pra sempre das nossas mãos. É o que os adultos chamam de escolhas, é o que os adultos mandam fazer até quando a questão é "bolachinha ou saldaginho". Algumas vezes, entretanto, parece que o mundo nos faz querer fugir de nossas próprias escolhas. É o desejo de mais de uma profissão, é a certeza de mais de uma área de interesse e do desejo de cursar cinco e não apenas uma faculdade. É uma vontade de mudar, de sacudir. Meu problema não são as minhas escolhas, e sim a péssima convivência com a frustração pelas coisas que eu 'perdi'. Entre dois caminhos, dá vontade de trilhar pelo meio do mato, entre os dois, um meio termo, um atalho, uma terceira opção; entre dois caminhos dá vontade de sentar e esperar que algum dos dois se feche.

É um saco crescer. É um saco encarar as coisas que não nos pertencem porque as deixamos por outras.
É um saco repensar nas decisões e não ter certeza de que elas foram acertadas.
Mas o saco mesmo é ter que escolher.
Eu vou é ficar sentada chorando no carrinho do supermercado, até que minha mãe se convença a me dar a bolachinha E o salgadinho. Vou ficar sentada no meio da estrada até que me puxem pelo caminho, assim não serei mais obrigada a me incomodar pelas minhas decisões e vou ter o consolo de dizer que 'eu fui obrigada a vir por aqui'. Vou ficar, vou empacar mais uma vez. Daqui não saio, daqui ninguém me tira. Ou melhor, tira. Mas só se for do meu jeito. E até lá, sem conversa.



"Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinque, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo."
(Cecília Meireles) 

Canção Pra Quando Você Voltar




"E como é normal acontecer
Se num entardecer a dor te visitar
Vai ter sempre alguém pra socorrer
Fazer o seu jantar
Dormir no seu sofá


Enquanto a noite passa por mim
Eu rego o seu jardim
Você já vai voltar"



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Elvis

Uma vez já escrevi sobre Elvis aqui, dizendo como a música dele me tocava. Esses dias, me perguntaram o porquê de eu me emocionar tanto com as suas músicas, e eu não soube responder. Talvez na vida anterior eu tenha sido uma no meio daquela multidão de fãs alucinadas com cada gesto do rei, ou talvez seja a influência da minha dinda - grande fã -, ou talvez não tenha alguma explicação. Elvis Presley mexe comigo, me enche de paixão e os meus olhos de lágrimas. É incrível o poder da melodia em me fazer chorar, dançar, sorrir. Esses dias mesmo, enquanto assisti o seu dvd "That's the way it is", eu choraaaaaaava... Devia ser o jeito com que ele dançava, ou a paixão com que entoava suas canções e a felicidade que transmitia enquanto estava cantando. A emoção transbordava.
Hoje, Elvis faria 75 anos, e eu seria muito mais feliz se tivesse tido a oportunidade de vê-lo dançar e interpretar pessoalmente as músicas que tanto me tocam. Mas, para mim e certamente para outros milhões de pessoas around the world, Elvis não morreu. Ele continua vivo nos seus sósias, nas canções, nas danças, nas suiças e no topete. E enquanto a sua música existir, Elvis continuará vivo, em nossos corações. E arrebatando e emocionando o meu, como mais ninguém.



P.S.- minha caneca linda. :)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

É o que eu quero


Ah! Olha lá essa vida machadiana mostrando novamente sua face irênica. São tantas emoções novas, tantos momentos, tantas novidades que minha memória fotográfica aumentou em uns dez anos de vida. Deve ser o verão...

De repente acordei e meus livros estavam fora do lugar, o mundo estava de cabeça para baixo, o céu já não era azul. E as coisas são mesmo assim. Nada na vida é linear. Nada é transparente, fácil ou imediato. Ainda prefiro os amores conturbados, os que dão trabalho. Aqueles em que a luta se faz presente e por isso mesmo são fortes. Têm espírito guerreiro guiados por São jorge. Aqueles que geram dúvidas, que nos deixam esperando, que nos deixam ansiosos pelo dia de amanhã. Eu quero sofrer (mas nem tanto assim). Talvez uma lagriminha ali, outra aqui. Quero borboleas no estômago. Não quero os amores tranquilos. Chega das conversas furadas, das tardes perdidas, das noites frias! Quero paixão! Cansei da monotonia dos dias mornos. Quero palavras fortes, quero coração palpitante. Quero espasmos de suor frio. Quero arrepio. Quero essa coisa leve, essa coisa passageira que eles chamam de atração, que chamam de paixão. Quero a inconstante da emoção. Desejo o calor do peito espalhando pelo rosto, corando as faces, fazendo brilhar os olhos. Quero olhar pra Lua e cantar que a vida é bela. Quero gritar que é bom ser feliz. Quero mergulhar com tudo, ir até o fundo, saltar de ponta cabeça, dar piruetas até ficar tonta. Quero aventuras, quero ir sem rumo, sem hora pra voltar. Quero liberdade. Cansei desses compromissos caóticos com a felicidade. Quero ser feliz e felicidade não se acha, não se conquista, não se compra. Ela está dentro de nós. Por mais clichê que isso pareça.

but baby...

"And now it's bound to be a heartbreak situation
But I can't help it if I'm helpless
Every time that I'm where you are
You walk in and my strength walks out the door
Say my name and I can't fight it any more
Oh I know, I should go
But I need your touch just too damn much
Loving you, That isn't really something I should do
I shouldn't wanna spend my time with you ya
Well I should try to be strong
But baby you're the right kind of wrong"

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dividir



Viver com alguém é muito mais do que dividir o teto. Para se viver com alguém não precisa ser na mesma casa, na mesma cama nem na mesma cidade. Viver com alguém é mais do que dividir o almoço, o sono e o sofá; é mais do que dividir o chocolate, a programação da televisão,e o que fazer no final de semana. É mais do que a aliança no dedo, mais do que a troca de presentes no Natal, mais do que o pedido de noivado; é mais do que uma certidão de casamento, mais do que a jura de eternidade, mais do que a promessa de filhos. Viver com alguém é muito mais que quase tudo.

Viver com alguém é render-se, é entregar ao outro a essência de si mesmo. É dividir alegrias, tristezas, planos, sonhos e mágoas. É dividir o coração, permitir que o outro habite em nós, aceitar suas qualidades e defeitos de braços abertos. É banho de chuva, é confissão, jura escondida, beijo roubado, ligação sem motivo,  cumplicidade, confiança, mãos dadas, amor estampado na cara. Viver com alguém é um estado de espírito, e não algo que  possa se tornar maior ou melhor sob o mesmo teto ou com o "papel passado". Viver com alguém é a disposição, é a parceria, a amizade, os segredos divididos, a dança animada, o encontro inesperado, as borboletas no estômago, a saudade inacabável, a plenitude, a satisfação. Viver com alguém é a brincadeira do dia-a-dia, a leveza do olhar, a intensidade do beijo, o pulsar do coração; é a música dedicada, a carta escrita, a poesia lembrada, a lua apaixonada, as estrelas no céu do quarto. É ler naquele rosto sempre uma velha novidade, é ser fascinado por cada gesto, cada palavra e cada risada de canto da boca. Viver com alguém é conversar com olhares, é sintonizar na mesma frequência; é escapar da rotina quando dá, e quando não dá ainda assim ser muito feliz com a rotina que há. É encontrar no outro um caminho de ida, um caminho de volta, uma mão estendida, um porto seguro. Viver com alguém não é somente ter aquele alguém dentro do seu quarto, é muito mais que isso. É ter aquele alguém - mesmo que distante - vivendo o tempo inteiro no coração.

Como o que já me ensinou Cássia Eller...
"Não basta o compromisso, vale mais o coração."

Temporada das Flores


"Que saudade agora me aguardem,
Chegaram as tardes de sol a pino,
Pelas ruas, flores e amigos,
Me encontram vestindo meu melhor sorriso,
Eu passei um tempo andando no escuro,
Procurando não achar as respostas,
Eu era a causa e a saída de tudo,
E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.


Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.


Eu te trago um milhão de presentes,
Que eu achava que já tinha perdido,
Mas estavam na mesma gaveta,
Que o calor das pessoas e o amor pela vida...


Me espera estou chegando com fome,
Preparando o campo e a alma pra as flores,
E quando ouvir alguém falar no meu nome,
Eu te juro que pode acreditar nos rumores.


Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores..."

(Leoni)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Aos Amigos...



Para nós, um Feliz Ano Novo! E que ele venha, realmente, novinho em folha. Que traga suas 2010 luzes indicando o caminho e ajudando na trilha, que nos ajude a deixar aqui, neste último dia do ano, todo o rancor, o ódio e a mágoa que possam existir nos corações e que faça deste ano que está saindo do forno o melhor de todas as nossas vidas. Que sonhos sejam sonhados, batalhados e concretizados. Que o amor esteja presente em todas as coisas e que possa se sentir o prazer não só nas vitórias grandiosas, como nas pequenas lutas diárias. Que a paz seja um estado permanente de espírito, e não uma condição a que estamos submetidos apenas algumas vezes. Que o sucesso tome espaço em nossas vidas e que torne cada um de nós mais solidários  e prestativos e abertos. Que a vida nos presenteie com belos momentos e que Deus nos encha de força para concretizarmos tudo aquilo que desejamos, respirando a essência da vida em cada um desses 365 dias que vêm por aí. Que o coração torne-se um campo de paz e de amor, daquele amor sem objeto, aquele amar sem olhar a quem; que não haja espaço para as pequenas tristezas e para os grandes desafetos. Que este ano nos ensine a ser mais humildes, generosos e bons; que deixemos o orgulho de lado para nos desculpar quando estivermos errados, para poder voltar atrás quando bem quisermos, para sentir a felicidade do perdão em nossas vidas.

Desejo, além de tudo, que todos nós aprendamos a escrever nossas vidas à lápis: conduzindo-o com maestria mas sempre podendo apagar quando julgarmos necessário; que nunca sejamos obrigados  pelos outros ou por nós mesmos, a nos submeter àquilo que não nos satisfaz, não emociona, não traz felicidade. Que sejamos, acima de tudo, livres. Para escolher aonde ir, com quem ir e aonde chegar. Para escolher como viver e como se tornar melhor nesses 365 sóis que irão nascer. Desejo a todos um início de ano incrível, com as pessoas que amam e com a esperança e a vontade de tornar seus sonhos realidade. Desejo a todos uma lista curtinha das coisas a fazer, e que ela seja como sempre esquecida no terceiro mês do ano e permita que as coisas tomem seu rumo natural. Desejo uma grande lista de surpresas preparadas pelo destino a cada um de vocês, desejo que essas surpresas arranquem sorrisos e encham corações. Desejo flores nesse ano novo; sóis, luas e estrelas. Sonhos, cartas e um coração pulsante. Desejo, no mais amplo sentido da palavra, FELICIDADE.

Um tim-tim à vida. Um tim-tim à nós e outro por tudo que é bom e que ainda está por vir.
Feliz 2010.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Tente Outra Vez




Mais um ano chegando ao fim, e nada melhor do que sermos justos com nós mesmos e pensarmos que nada foi em vão e que tudo que ainda pode ser melhorado terá outra chance. Pensar que a hora de dar o primeiro passo é agora, de se determinar e de traçar objetivos para o novo ciclo, pronto para começar. Agradecer muito mais do que pedir, do que desejar, implorar. Agradecer por tudo e acima de tudo, por cada raio de sol e brilho da lua, por cada abraço forte e beijo sincero, por cada dia em que se pode abrir os olhos ao despertar de uma manhã. Agradecer por não ter ficado pelo caminho, por ainda ser inteiro, vivo e dono de um coração pulsante de vontades e amor. Agradecer pelos sonhos e por aquela força nas mãos para agarrar aquilo que tanto se deseja; pelas pequenas conquistas de cada dia, pelas grandes conquistas de um ano todo. Agradecer por cada canto, por cada dança e cada pássaro que se pôs a assoviar em nossa janela. Pela sinceridade de alguns, pelos bons caminhos, pelos amores, pelos amigos e por aquela família meio louca que te irrita às vezes mas que é a melhor quue se poderia pensar. Agradecer por poder encher os pulmões de ar, e soltar seu ar em forma de uma grande gargalhada, de uma oração ou de uma música ecoada no som da noite. Pelo mar, pelo céu, pelas estrelas. Agradecer pela vida em todas as suas formas e por ser parte, a cada dia, desse milagre que nos faz sorrir, chorar, amar. E por ter forças, para que o que ainda não deu certo possa vir a dar nesse ano que se inicia. Para aquelas coisas que ainda não deram certo, calma. Determinação e um sorriso no rosto. Nós podemos tudo, basta tentar mais uma vez.

"Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo
Tente outra vez..."

Nameless

São tantas coisas que eu quero dizer que nem consigo ordenar os meus pensamentos. É difícil organizar essa cabeça que vem há dias pensando em tanta coisa para escrever e não consegue colocar os arquivos em ordem aqui dentro. Tá uma zona essa cabeça, eu só quero deitar e dormir. Por hoje eu só quero deitar e dormir e, se puder, não acordar nunca mais. Parece que vivo de segundas opções, que o caminho que eu escolho nunca leva a lugar algum. Pode ser que esse desvio de percurso seja melhor do que a rota que incialmente eu tracei, mas isso eu não posso saber porque nunca cheguei aonde realmente quis. Sempre potencializo meu drama nesses meus dias ruins ou, melhor dizendo, nessas horas ruins e aí parece que o mundo vai cair. Mãos protegendo a cabeça, parece que o céu todo vai desmoronar. Ou talvez seja como hoje, que o céu completamente fechado se converteu em meia dúzia de pingos, pássaros cantando e um céu rosado de fim de tarde. Mas isso só amanhã e até lá, quero dormir. Pra sempre.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Coragem X Força

É preciso ter força para ser firme , mas é preciso coragem para ser gentil .
É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para baixar a guarda .
É preciso ter força para ganhar uma guerra , mas é preciso coragem para se render .
É preciso ter força para estar certo , mas é preciso coragem para ter dúvida .
É preciso ter força para manter-se em forma , mas é preciso coragem para ficar de pé .
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo , mas é preciso coragem para sentir as próprias dores .
É preciso ter força para esconder os próprios males , mas é preciso coragem para demonstrá-los .
É preciso ter força para suportar o abuso , mas é preciso coragem para fazê-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho , mas é preciso coragem para pedir apoio .
É preciso ter força para amar , mas é preciso coragem para ser amado .
É preciso ter força para sobreviver , mas é preciso coragem para viver.

Get It Together



"The choice is yours
No matter what it is
To choose life is to choose to forgive E
You don't have to try
To hurt him and break his pride
just shake that weight off
And you will be ready to fly..."   

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

Então É Natal...


E hoje acordei com uma disposição natalina incrível, já fui arrumando os presentes, organizando as coisas. Acho que estou orgulhosa com os presentes que escolhi, com as pessoas que escolhi e com as escolhas que fiz. Chega no Natal e fazemos o primeiro grande balanço do ano, nos preparando para pensar no Reveillon e naquelas coisas que ainda temos o desejo de mudar, e hoje já acordei pensando que o saldo foi positivo, muito positivo por sinal. Foi um ano muito movimentado, cheio de erros e acertos, de altos e baixos, de pessoas entrando e saindo da minha vida. Mas, no fim das contas, parece que tudo dá certo... Chega no Natal e vemos que as pessoas que amamos estão bem aqui ao nosso lado e que aqueles que deixamos para trás ou que nos deixaram, não fazem muita falta ao lado da árvore da nossa vida. É muito bom terminar o ano nessa sensação de satisfação, de plenitude, de orgulho. De ter sobrevivido às dores, aprendido com os erros e aproveitado as oportunidades, sentindo felicidade. Felicidade de encher o coração, transbordar os olhos de lágrimas e de fazer sentir o mais profundo desejo de seguir em frente.

Para todos que estão embaixo da minha arvorezinha, desejo muita felicidade e muita paz, um coração sempre cheio de bons sentimentos para tentar ser sempre melhor, dar mais e não esperar nada em troca, para se sentir mais vivo, mais feliz, mais completo. E para aqueles que já não estão mais aqui, ou nunca estiveram, desejo tudo isso e muito mais... Para todos eu desejo esperança e força. Para todos eu desejo um amor de tirar o fôlego, um amigo para todas as horas, uma vida cheia de alegrias, algumas dificuldades para aprender e crescer e tornar-se melhor, um pôr-do-sol na beira da praia, um choro de felicidade, alguma música dedicada, um pedido inesquecível, uma vitória incomparável, uma conquista orgulhosa. Para todos eu desejo alguns presentes e um Papai Noel bem gordinho de amor e de felicidade. Porque, mais uma vez, é só o amor. É o amor o que move o mundo, ainda mais quando é Natal.

Feliz Natal!

"É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece..."

The Way You Look Tonight




"There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight..."
(Frank Sinatra)

P.S.- só porque faz horas que ando com essa música na cabeça.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Estrelas


Deus criou a noite para que todas as criaturas tomem conhecimentodo futuro brilhante que as espera, nas alegrias do Infinito Amor, em Seu Imenso Império de Estrelas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Cortar o Tempo


Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,a que se deu o nome de ano,foi um indivíduo genial.Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.




segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Amor meu grande amor



"Enquanto me tiver
Que eu seja o último e o primeiro..."

domingo, 20 de dezembro de 2009

Nesse mundo só nosso


Se as pessoas olhassem mais para sua volta, muitos que se julgam sozinhos resolveriam essa questão. Às vezes basta um gesto especial, um olhar diferente, um cuidado a mais para que notemos a presença de alguém que permanecera calado, só observando o momento certo de agir. A vida é realmente irônica. Eu não entendo, as pessoas pelas quais mais nos interessamos não correspondem às nossas expecativas e as que mais esnobamos, nos acham incríveis. Expectativas... Acho que está aí a raiz do problema. Esperamos demais, nos decepcionamos demais, sofremos demais. Mas é incontrolável, é inevitável esse sentimento de esperança e desejo que se confundem ao ponto de chegarmos a forma quase que concreta e real de uma ilusão. Eu não entendo. A vida ensina de um jeito muito estranho em algumas situações. E se abrissemos a porta para alguém que não valorizamos? E se alguém que fazemos de tudo para sermos apercebidos resolvesse se importar? E se tanta coisa acontecesse. E se tudo isso fosse um sonho? Tudo seria tão fácil. Seria do jeito que eu quisesse. Seria tão lindo, um lindo sonho nesse mundo só meu. Nesse mundo só meu... só nosso.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Resposta



"Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar que ninguém mais pisou
Você está vendo o que está acontecendo
Nesse caderno sei que ainda estão
 
Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que espero
Que os aceite
Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante..."

(Skank)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Não direi


Nunca disse. Realmente nunca disse que gostava de alguém assim - rápido, sem sofrimento, semo dor. A frase sempre saiu como um sopro, uma frase mal dita, um palavrão que ninguém podia ouvir pra que eu não fosse castigada. Geralmente quem gostava de mim eu não tava nem aí. E tinha ódio daqueles guris que me olhavam como se eu fosse um doce. Aquelas caras de idiotas que fazemos olhando pra pessoa, na verdade, admirando cada traço a fim de guardar na memória por mais tempo possível aquele retrato "perfeito". E, também, infelizmente quem eu gostava raramente correspondia ao coração batendo mais forte. Nunca tive um dedo muito bom, minha amigas sempre dizem que tenho um dedo mais do que podre. Acho que um dia ele acaba caindo de tão inútil que é. Mas a gente não tem escolha nesses quesitos. Se alguém conseguir controlar, me ensine. E aí era eu, que tentava esconder de tudo quanto era jeito a cara de boba, o mal estar, o nervoso. Até que minha melhor amiga descobria e me irritava tanto que eu confessava, mas aquilo doía. Dizer em alto e bom tom "eu gosto dele", nossa! Que sacrifício! Poisé. Uns oito anos depois nada aparentemente mudou muito. Continuo a mesma medrosa, orgulhosa e encabulada nessa arte. Como se falar fosse mudar algo aqui dentro, fosse deixar o coração cheio de esperança ou o sentimento mais forte. Que seja. Só por agora, eu digo, tola e esperançosa, "derrotada'' ou vitoriosa, o resto cabe ao destino decidir. Escutou? Não? Que pena, eu não vou repetir!



"(Mégara)
Se há um prêmio por julgar mal,
Já sei que vou ser eleita
Amar não vale o sofrer não
O verbo amar a razão rejeita!
(Musas)
Por que a mentira? Ele é terra, é céu, é o ar, que você respira
Para nós está na cara, isso não se esconde
Nós sabemos onde sua cabeça está
(Mégara)
Ah, não dá, não sei! não direi isso não
(Musas)
E o suspirar, vai negá-lo ah, ah
(Mégara)
Não ouvirei, não direi que é paixão
Meu coração não se emenda,
Tudo é tão lindo no início
Mas a razão diz se contenha
Se não quiser ir pro sacrifício
(Musas)
Vai ficar negando,
Essa sensação etérea,
Já estão notando
Que você está aérea
Aja como adulta
Que já não oculta
Que isso é, é, é amor
(Mégara)
Ah, não dá, não sei!
não direi isso não
(Musas)
Mas não vai fugir, seu sorrir é paixão
(Mégara)
Eu não topei, não direi que é paixão
(Musas)
Chegou enfim, isso sim, é atração
(Mégara)
Já é demais, não direi não
(Musas)
Ela não dirá
(Mégara)
Me deixem em paz, não direi não
(Musas)
Confie em nós é a lei da paixão
(Mégara)
Em alta voz, não direi que é paixão"

Trecho do Filme Hércules - Disney

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ah! O amor...


Estar solteiro realmente é muito bom. Por todos estes motivos e muito mais: por ter tempo livre, por ter tempo de sobra, ser dono da sua vida. Por poder ser você mesmo, por saber onde se pisa, por não ter surpresas. Por não ter que ceder e nem deixar o orgulho de lado. Por ser, simplesmente - e se você já namorou sabe - mais fácil. Infinitamente mais fácil. E sabe de uma coisa? Nem sempre o mais fácil é o melhor.
Estar solteiro também significa ver o mundo em aspectos amorosos sob uma visão simples, limitada. Muitos pensam que ou vão encontrar o príncipe encantado, ou estão na fossa e pensam que o amor é algo inventado, coisa pra doido ou ainda, ninguém presta. Mas é aí que as pessoas tendem a ser pessimistas e pequenas. Porque estar solteiro é mais fácil, claro, porque não estamos lidando com nossos defeitos e com nossas fraquezas. Não temos que treinar nossa paciência, melhorar nossos pontos negativos. Não enfrentamos as incomodações, o ciúmes doentio, o desejo de possessividade que a maioria dos namorados é vítima (ou culpado). Não passamos por brigas desgastantes, ligações rompidas, palavras ásperas e desnecessárias.
Mas também deixamos de evoluir. Deixamos de pensar em maneiras de podermos ser pessoas melhores. Deixamos de entrar em contato com nosso íntimo e vencer muitos desafios lançados. Deixamos de deixar o orgulho de lado, mas aí deixamos de sermos humildes. Deixamos de ter uma opinião radical e imutável, deixando, assim, de sermos mais compreensivos e tolerantes. Deixamos de ceder, mas também deixamos de agradar. Deixamos de termos surpresas desagradáveis, mas também, perdemos as melhores que poderiam ser feitas. E o principal: deixamos de fazer alguém feliz. E com certeza, ter a oportunidade de colocar amor e sorrisos no coração e no rosto de alguém é o maior presente que a vida nos oferece, uma, duas, três ou quantas vezes forem necessárias. Deixamos de fazer coisas simples, mas que junto de alguém se tornam infinitamente mais especiais.

A cada ano, a cada namoro, a cada aniversário de casamento aprendemos a sermos melhores se caminhamos a favor da nossa felicidade e da do outro. Se nos revoltarmos e lutarmos contra, os castelos desmoronam, as ilusões se perdem com o tempo em meio a muitas lágrimas, os perdões reaparecem no final, mas tudo se foi, há coisas que não têm volta. Então, aproveitar cada oportunidade que nos é dada é essencial para que possamos nos redimir dos erros passados e acertarmos cada vez mais em busca de paz e amor. E pros solteiros, existem muitas formas de amar. Pros namorados, há aquela que é mais forte, apesar de não ser.
Em meio a brigas, a corações partidos e ilusões perdidas, a gente cresce, mais que podíamos se estivéssemos solteiros. É claro que se aprende muito estando solteiro, mas se aprende mais com o outro do que com nós mesmos. É aquilo que te irrita no outro que te domina, que te mostra o quanto estamos perto de sermos parecidos ou até mesmo iguais. É o medo de não saber lidar, de magoar, de tudo acabar. É insegurança, é a paixão que domina e que nos seduz, lutando contra a consciência que nos lembra sempre que o amor é incondicional e perfeito em sua singularidade e bondade. É generoso, bondoso, benevolente. É altruísta e seguro de si. Porque nada destrói o amor verdadeiro. Ah! O amor... Nem as discussões, nem as rugas, nem as fotos desbotadas. O que é verdadeiro é para sempre. Vai além do céu e da Terra. Vai além de tudo que podemos dar nome. Porque ainda somos muito humanos para amarmos e destas muitas vezes que tentamos, é preciso força e superação pra tentarmos aprender.
A vida nos dá muitas chances para amarmos, basta deixar o coração falar mais alto. Se decepcionar é importante pra perceber os erros e desfazer as ilusões. Com o isolamento só temos a perder, perdemos de ganhar o que a vida quer nos dar. E tudo isso é um grande medo de não saber lidar com as dificuldades, com as fases de tempestade. Mas tudo passa, é preciso persistência. Não há nada que não possa ser mudado e que não possa ser vencido.
Nunca se esqueça: em conjunto, somos mais do que em solo.

Solteiro



Namorar é bom. Namorar é maravilhoso, é divino, romântico, mimoso, lindinho, apaixonante. Namorar é uma beleza. Amar alguém e ser correspondido, construir uma relação sólida, descobrir uma parceria incansável, um amor sem limites, uma felicidade aparentemente inesgotável, tudo isso é maravilhoso. É bom o sexo, o beijo, o abraço e até as mãos dadas, tamanha aquela cumplicidade que se cria. Mas isso tudo é bom mesmo na poesia. Nas letras românticas, nas fotos apaixonadas. Mas, na vida real, vai me desculpar mas não existe nada melhor do que ser solteiro.

Ser solteiro não significa ser sozinho, nem mal amado nem infeliz; não significa viver de festas ou sem responsabilidades ou ter que dormir com sete pessoas diferentes ao longo da semana para se sentir feliz e realizado. Significa não ter hora para voltar, não se sentir 'culpado' ao admirar aquele alguém na rua, não pensar duas vezes antes de beijar aquela boca que há tanto lhe provoca, não hesitar diante de conversas 'comprometedoras', não sentir remorso ao perceber que não pensou em alguém o dia inteiro (como muitos namorados acreditam que deva ser) e não sentir vergonha de ser feliz e de encher a boca para se declarar solteiro. Ser solteiro é não se preocupar com depilação ou com mau hálito ou em comer um pote inteiro de sorvete se der vontade. É se preocupar em agradar somente a si mesmo, sem hábito para prender e sem  rotina pra deter. Ser solteiro é uma maravilha, é um presente. É ter a cama toda para si, ver o filme que se gosta sem medo da opinião do outro, é poder ouvir música brega e dançar de roupa íntima pela casa. É ir ao cinema ou ao restaurante sozinho. É, para mim, a ausência de qualquer medo de uma reprovação. Ser solteiro sim que é uma beleza. Invejo meus amigos solteiros, invejinha boa mas invejo.

Ser solteiro é não acreditar que exista a metade da laranja, e sim alguma laranja complementar, afinal graças aos céus nascemos todos perfeitos (e inteiros!). É entender que estar solteiro é bom, e que não é necessário vivermos a vida inteira procurando por alguém com quem juntar as escovas de dentes. É mais do que procurar ao outro, é tentar encontrar a si mesmo. Ser solteiro é uma oportunidade de se (re)conhecer, de reformar o que não agrada mais, de jogar todo o resto fora e paciência se alguém se incomodar. Ser solteiro é a chance de admirar sua própria companhia, de satifazer-se consigo mesmo. É poder ser feliz, mesmo sem ter um companheiro. É sentir ser completo, mesmo que alguns te considerem metade.

E quem não concorda que me desculpe, mas aí não é solteiro. É sozinho.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Força!

Nem sempre as coisas são fáceis ou da maneira que nós desejamos. Em algum momento alguém vai te ferir, te magoar, te partir em mil pedaços, mesmo que não seja a intenção. Sempre vai haver algo que não vai sair como o planejado, um momento onde o trem vai sair do trilho, onde castelo de cartas vai desmoronar. Mas mesmo assim não podemos nos entregar. Podemos (e devemos) desistir daqueles qie não nos fazem mais tão bem ou que não nos amam ou não acreditam nos amar o quanto merecemos ser amadas, ou quando parecem não mais se importar com nossos corações partidos. Podemos desistir daqueles que desistiram de nós, que desistiram porque não dava mais, porque não queriam, porque não tentaram. Desistiram, e o problema é deles.

Não podemos é desistir de nós mesmos. Não podemos nos entregar à dor, deixar que ela faça moradia nos nossos corações, deixar que ela invada e corrompa o que temos de mais bonito. Não podemos nos dar ao luxo de apenas assistir a vida enquanto ela passa, corre, voa! Desistir de alguém que nos fere é uma questão de tempo e bom senso. Desistir de nós mesmos é a pior das rendições. É a rendição à infelicidade, ao desamor, ao precipício da tristeza. Desistir de nós mesmos é covardia, pra não dizer pecado.

Portanto, força nos joelhos, nos punhos e no coração. Força para erguer a cabeça, para dizer sim ou não, para seguir adiante; força para reabrir os olhos, para admirar o mundo de uma nova maneira, para acreditar novamente no amor. Força para caminhar a estrada da vida, e não mais vê-la passar, para seguir o teu caminho, para trilhar a felicidade. Força para estufar o peito e encher o coração de amor. para continuar linda, maravilhosa e para acreditar nisso. Para se amar mais do que a qualquer pessoa. Mas principalmente, para poder enxergar que realmente és fonte de toda essa força que eu falo.