segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Distribuindo Te Amos


Quer melhorar o dia? Diga Te Amo! Estou falando sério. Se as pessoas se dessem conta e acreditassem em que é o melhor remédio para espantar a tristeza, pra nos desvencilharmos da solidão e fazermos alguém mais feliz, com certeza, antidepressivos não iriam vender tanto. É incrível o poder que o EU TE AMO tem. Ele liberta os sentimentos ruins que temos, ou melhor, faz esquecermos deles por um determinado tempo. Nos enche o peito de emoção por sabermos que sentimos tal presente de Deus. Não importa quem seja o destinado, declarar o maior sentimento que os humanos são capazes de sentir, aquele que transforma tudo, dá esperança, conforto, paz e alegria, o motivo principal de estarmos vivos, é a maior bênção recebida. E não importa se a pessoa sabe, se a pessoa é seu pai ou seu amigo, o te amo rejuvenesce e dá brilho a alma. Ficamos com o sorriso bobo e um pouco de vergonha tola: é a melhor sensação que existe.
"Por favor meu bem eu quero
Sem demora lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo
Mas o dia que eu puder lhe encontrar
Eu quero contar
O quanto sofri por todo esse tempo
Que eu quis lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo"
(Roberto Carlos)

O melhor amigo da Noiva

É incrível como podemos fingir pra nós mesmos por tanto tempo. Reconhecemos no fundo aqueles sinais que indicam os verdaeiros sentimentos, porém o mais fácil é continuar seguindo e não enfrentar o medo, a mudança, a insegurança. É mais cômodo. Para Tom foi realmente muito mais confortável viver trinta anos saindo com todas as mulheres que quisesse e tendo Hanna ao seu lado como melhor amiga. Ele precisou que a vida lhe provasse o sabor do ciúmes e da perda para que ele notasse o quanto, na verdade, amava Hanna. Não parece meio ilógico? Como, se ele gostava dela, a via como amiga? E mais, como podia ficar com quem bem entendesse e colocasse Hanna para o escanteio?

É mais lógico quando pensamos que ele tinha uma insegurança enorme, portanto, ao "pegar" todas as mulheres da cidade, se sentiria mais forte, mais capaz. E Hanna era muito especial para ele, assim, Tom não poderia ter a mínima chance de perdê-la. Era melhor mantê-la lá, no porta retrato da estante como sua melhor amiga, do que tirá-la por qualquer motivo que não tivesse dado certo na hipotética história romântica.

O mais incrível disso tudo é que no fundo ele sempre soube que a amava. Simples, ele preferia passar a maior parte de seu tempo com ela e isso era insubstituível. Nenhum amigo poderia ser sequer comparado com ela. Ela era única, perfeita, inatingível. Ele não vivia sem ela, nem um dia. O que mais isso podia significar?

Eu tirei lições dessa bela história. Não adianta, não podemos manipular as ações dos outros e às vezes, nem as nossas. Por mais que tentemos, existem profundezas e abismos dentro de nós mesmos que desconhecemos, não conseguimos nos desvencilharmos do absoluto pavor de enfrentá-los. A hora certa se existir, virá. E não importa quão tarde essa hora seja, ela revelerá tudo que havia escondido no interior dos nossos sentimentos e memórias. Nenhum intervalo de tempo importará. Ao contrário, servirá para vermos o quanto aquele momento é precioso e que a vida é valiosa demais para desperdiçarmos mais um minuto separados.

Esperar a vida inteira para estarmos com alguém que realmente amamos e nos faz intensamente bem, não tem preço. No final, não importa. A felicidade é tamanha que tudo parece ter se reduzido a um dia somente e o tempo perdido construiu o que há de sólido em nossas personalidades. O preço, na verdade, é o tempo que precisamos para amadurecer e enxergar o que nos faz realmente feliz. A mentira melhor contada e a mais difícil de ser descoberta é aquela que dizemos para nós mesmos.

domingo, 6 de setembro de 2009

Vítima



"Com a sutileza de um furacão

Você vai tomando conta do meu coração, baby..."

Rita Lee

sábado, 5 de setembro de 2009

The Scientist

"Nobody said it was easy,
It's such a shame for us to part.
Nobody said it was easy,
No one ever said it would be this hard.
Oh take me back to the start.
I was just guessin' at numbers and figures,
Pulling the puzzles apart.
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart.
And tell me you love me,
come back and haunt me
Oh and I rush to the start.
Runnin' in circles,
Chasin' tails
Comin' back as we are"
The Scientist - Coldplay

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Mas é Homem e é Super


Tudo depende de como você encara as coisas. Afinal, as atitudes que você toma diariamente refletem não somente na sua vida como na dos outros. Às vezes fica realmente complicado de se olhar os fatos sob um ângulo positivo, mas é preciso. Lembre-se de vez em quando que alimentar o espírito de tristezas e rancores só nos empobrece como pessoas, e atraímos outras tantas que vibram na mesma freqüência. São como ondas de rádio que captam a estação escolhida. Nós vibramos sim. Atraímos o que transmitimos, por mais clichê que isso possa parecer. Vibrações sonoras, corporais, de um jeito mais simples - cheiros, sorrisos, olhares.
A mensagem de hoje era isso: não esquecer o quanto somos capazes de aproveitar as diversas situações que a vida nos proporcionou e continua, a nós, oferecendo. Seguir com alegria é muito mais prazeroso do que se deixar abater pelo fracasso. Fracassos são normais! São humanos. Você falhou, falhou, falhou e falhou! E daí? Onde foi mesmo que a vida parou? Em nenhum lugar. Este fracasso não vai fazer com que você nunca mais dê um passo, ao menos se você assim o desejar. Sim, você não é o cara do seriado e nem o Super-Homem. Mas você é homem e tem muitas coisas super também. Olhe para elas. Olhe para você! Puxa vida. Quantos anos mesmo? Ah! Mas quanto a vida pode lhe dar se você se permitir! Pegue um espelho. Essa cor que pinta o seu olho, não é linda? E esse temperamento espontâneo e bondoso é de se admirar. Sim, você tem milhares de adjetivos apaixonantes. Por que se fixar no ponto em que sofre? Como o super herói com poderes absurdos e inusitados, você não consegue voar e nem levantar um carro com a força dos braços, porém tem o super poder de fazer um monte de gente feliz.
Mesmo que se engane até passar a dor: sorria. Mesmo que seja só disfarce: dance. Mesmo que seja por hoje: divirta-se. Lembre-se de quando era criança, os motivos para se dar gargalhadas nunca faltavam. Despiste os traumas, as mágoas, as tristezas. Dê um pé na bunda no baixo astral. E enquanto você reflete para analisar o que aconteceu, vai ficando mais forte e mais equilibrado. Vai se dando conta que há muito mais lá fora do que você há dias atrás podia imaginar. "A vida é bela." Ninguém duvida disso. Não se coloque no lugar da vítima, seja sempre o vencedor. Não é o quanto você ganhou, mas sim o quanto você não se deixou vencer.

Devemos andar com a cabeça erguida, sem vergonha de termos errado, porque todos os erros do passado construiram a personalidade que temos no presente, para que façamos diferente no futuro. Temos segundas chances, terceiras e quartas. A vida é tão generosa se estivermos no caminho do bem e sendo da mesma forma gratos a ela, na maneira mais simples que se tem, a de estarmos abertos a novas oportunidades. O importante é sermos sinceros conosco, agirmos com fé e otimismo, com humildade para aprendermos com os erros e com o próximo.

Nada é tão definitivo que não possa ser pra sempre.

All of Me



"You took my kisses and all my love
You taught me how to care
Am I to be just remnant of a one side love affair
All you took
I gladly gave
There is nothing left for me to save
All of me
Why not take all of me
Can't you see
I'm no good without you
Take my lips
I want to loose them
Take my arms
I'll never use them
Your goodbye left me with eyes that cry
How can I go on dear without you

You took the part that once was my heart
So why not take all of me"


Billie Holiday

Não Era Pra Ser

Ela precisaria enfrentar um grande caminho para encontrar aquele que eu nem sei que é; precisaria inventar desculpas e passar um dia inteiro fora. Todas as suas amigas não puderam ir, e vendo a tristeza que ela ficava, resolvi que a acompanharia na 'aventura'. Planejamos tudo, ia ser perfeito. Só que não contamos com o fator clima, e hoje amanheceu um dia arquitetado por São Pedro para que a pobrezinha não fosse. Mesmo assim, ela quis ir. Aí eu tive que intervir.
Liguei para ela, minha casa com água até a calçada e eu sem guarda-chuva nem botas nem jaqueta, e disse que não poderia mais ir. Que não contava com o tempo desse jeito. O telefone ficou mudo do outro lado, eu sabia que tinha partido o coração dela, que ainda guardava uma última esperança de ir ver quem ela tanto desejara. Pensando, vi que aquilo não era pra ser. Mas também não era para eu ter colocado na conta um coração partido.
Primeiro, as amigas não puderam ir. Depois, eu não tinha meio de ir. Depois, a chuva. Se eu disser isso pra ela, é capaz que ela me dê um soco, mas eu acredito seriamente que isso não era pra acontecer. Não me pergunta o porquê. Não me pergunta nada. Só sei que foi uma soma muito grande de 'acasos' para que ela não fosse. Vai ver algo melhor a espere à frente, e por isso não possa acontecer tudo aquilo que ela sonhou, planejou, calculou. Eu continuo acreditando em destino, e que quando as coisas realmente tem que acontecer, elas acontecem. Se não foi dessa vez, definitivamente, não era pra ser.
Vou voltar pra cama, com um enorme sentimento de culpa, mas tentando me convencer que nada é por acaso. Algum dia vou ter a certeza disso, eu espero.

Doidice

"Pior é não te ver agora
Aflora vícios
Claras manhãs
Ou tanto mais
que eu possa ter
Nada quer dizer
Se o teu beijo não é meu
[...]
Temores rondando o ar
E eu pensando em ti
Me apaixonei?
Talvez, pode ser
Enlouqueci?
Não sei, nunca vi
Preciso sair
Depois que eu descobri
que há você
Nunca mais existi..."
(Djavan)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ele Seria Rei


Como seria bom se chegasse bem vivo e maduro
Para intrigar-me com tudo aquilo que aprendera
Mas que ainda sobrasse um pouco de curiosidade
Para ensinar-lhe as minhas teorias
Mas que tolas teorias!
Não importa, fascinado ele as escutaria.

Como seria bom se me chegasse com uma rosa, um vinho e uma carta
Mas melhor presente seria se me desse seu coração.
Que não fosse de extremo romantismo
Já que eu precisaria de um pouco de incerteza
Para continuar a querer conquistar sua paixão.

Como seria bom se chegasse sem revirar minhas gavetas,
Desarrumar meu guarda-roupa, fuxicar no meu passado
Que não fosse um peso e nem um fardo
Fosse leve que nem pluma e me enchesse de pureza
Que com ele se instalasse a presença da ausência da tristeza
Não quisesse controlar minha fúria e rebeldia
Não tentasse roubar da minha liberdade
E dos anos que a idade ainda me traria
Não fechasse a gaiola e deixasse eu bater asas quando desejasse
Porém que soubesse que meu pensamento a ele pertenceria

Como seria bom que me chegasse contando piadas
Das degraças e das peças que a vida lhe pregou
Com um belo sorriso, me conquistaria
E prometeria que nunca me deixaria
Uma gota de chuva dos meus olhos derramar
Como em um espetáculo de teatro, seria um ator
Desempenhando papéis de forasteiro, bandido, palhaço e o mocinho
Que sempre morre de amor

Como seria bom que chegasse me pegando no colo
E me chamasse de rainha
Me desse bons motivos para assim fazê-lo rei
E governar o meu país
Com a sua própria lei

Como seria bom se chegasse sem pedir licença.
Sem dar desculpas, nem quisesse esse meu jeito incoerente modificar.
E com as mesmas palavras doces diria que não iria
Distante jamais estar

Como seria bom se chegasse sem bater na porta
Me tirasse para uma dança,
No meio da sala de estar
Mas a estrada não é tão simples, é uma constante troca de par
E a paciência é a melhor virtude
Para quem morrerá de esperança
Nunca exausto de dançar.
Liana Dolci

aperitivo

Não gosto de esperar nada das pessoas, porque normalmente me frustro. Não gosto de ficar viajando em pensamentos antes que haja ao menos uma possibilidade das coisas acontecerem. Nunca gostei de criar expectativas, assim como eu nunca gostei de requeijão. Agora estou sentada na frente do computador, comendo requeijão de colher, e escrevendo esse texto. E sem saber direito o que eu quero dizer.

Contigo eu tenho feito tudo ao contrário. E, talvez pela primeira vez, fazer tudo ao contrário não é necessariamente algo ruim. Estou fazendo o caminho inverso. Não sei qual é o gosto da tua boca nem quão apertado pode ser o teu abraço. Não sei como é a tua rotina nem das músicas que mais gostas de ouvir. Te conheço apenas pelas coisas que me dissesse, não pelos meus próprios olhos. Não faço parte da tua vida e nem conheço tua história. E mesmo assim eu penso em ti o tempo todo.


Maluco isso, não? Eu não sei quase nada de ti, mas te devoro inteiro, assim como o pote do requeijão. Não me interessa quantos anos tu tens, quantos eu tenho, o que vão pensar. Não quero saber de muita coisa não, só me interessa saber se o teu coração bate no mesmo ritmo que o meu. Se a resposta for sim, pode ter a certeza que hoje eu descobri claramente o que eu quero. Quero te experimentar, dar uma chance, afinal não foi tu mesmo quem disse que "evitar a felicidade com medo de que ela acabe é a melhor maneira de ser infeliz"; não quero infelicidade, muito menos medo. Só quero a ti. Agora resta a ti me dar o sinal.
"Teus sinais me confundem da cabeça aos pés
Mas por dentro eu te devoro
Teu olhar não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro
Te devoraria a qualquer preço
Porque te ignoro, te conheço
Quando chove ou quando faz frio..."


P.S.- pra ti que gosta dos meus P.S.', me deixa te devorar inteirinho. Como se fosse um requeijão.

Prezado Gênio...


Eu não vim lhe pedir um milhão de reais. Nem que eu não sofra nunca mais de tpm. Nem pra que a minha maldita unha encravada deixe de incomodar de uma vez por todas. Nem peço para ser a presidente de uma multinacional, nem para passar de primeira no exame da OAB, nem para ter todos os homens do mundo aos meus pés. Não quero ser linda feito Gisele Bundchen, não quero um carro conversível nem uma montanha de sorvete. Não quero ser imortal, nem voar nem conseguir ler a mente das pessoas. Dispenso até essa coisa de três desejos, a gente poupa tempo e economiza os pedidos pra alguém mais desesperado. Eu quero uma coisa só, mas aí o senhor se vira pra conseguir.


Eu deseeeeejo... que o meu coração seja simplificado. É, agora o senhor pode se escabelar e dizer que era mais fácil conseguir me fazer criar asas. Quero saber o que eu sinto, pelamordedeus. Que ele funcione feito máquina, com direito até às luzinhas coloridas. Quando quer, luzinha acende; quando não quer, luzinha apaga. Luzinha pra amor, luzinha pra encanto, luzinha pra descomplicar o fim do túnel. Que táá escuro aqui dentro.


Quero poder ter certeza das coisas que sinto... amar porque é de coração, e não mais por arrependimento, por culpa, por medo de não ter de quem gostar. Quero ser simples, quero ser preto no branco. Ou gosta ou não gosta, ou quer ou não quer. E ah, uma coisa muito importante: uma coisa de cada vez. Não quero mais que meu coração vá oscilar entre duas pessoas, entre duas situações. Quero que ele tenha sirene contra o comodismo, e que apite enlouquecidamente até que me livre das minhas acomodações. Não tô pedindo pra escolher por quem me apaixonar, nem pra que tenha um botão pra que eu deixe de gostar instantaneamente de alguém que por acaso não me retribua o amor. Só quero saber o que eu sinto. Só isso. Será que o senhor consegue?


P.s.- e se o senhor não conseguir, a montanha de sorvete é de creme, por favor.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Maresia


"Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido...
Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia...
(...)

Não buscaria conforto
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro
Não pensaria em dinheiro
Um amor em cada porto
Ah! se eu fosse marinheiro..."
(Adriana Calcanhotto)

Orfeu


Na mitologia grega, Orfeu era poeta e músico, filho de Apolo, e da Musa Calíope. Era o músico mais talentoso que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. Ganhou a lira de Apolo. Alguns dizem que Eagro, rei da Trácia, era seu pai.
Foi um dos cinquenta homens que atenderam ao chamado de Jasão, os argonautas, para buscar o Velocino de Ouro. Acalmava as brigas que aconteciam no navio com sua lira. Durante a viagem de volta, Orfeu salvou os outros tripulantes quando seu canto silenciou as sereias, responsáveis pelos naufrágios de inúmeras embarcações.
Orfeu apaixonou-se por Eurídice e casou-se com ela. Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou. Por causa disso, as ninfas, companheiras de Eurídice, fizeram todas as suas abelhas morrerem.
Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro Caronte a levá-lo vivo pelo rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões. Seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.
Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua esposa, a deusa Perséfone, implorou-lhe que atendesse o pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.
Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice o estava seguindo.

Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma (ou em outras versões uma estátua de sal), seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em desespero total, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda de sua amada. Posteriormente deu origem ao Orfismo, uma espécie de serviço de aconselhamento baseado na doutrina espírita, ele ajudava muito os outros com seus conselhos , mas não conseguia resolver seus próprios problemas, até que um dia,furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"
Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu à sua amada Eurídice.
Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em carvalhos silenciosos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.
Algumas interpretações deste mito, dizem que as pessoas que se dedicam a ajudar os outros, (Psicologia, psiquiatria, assistente social e até mesmo aqueles que fazem muita caridade), são pessoas que reconhecem que sofrem ou sofreram algum problema grave e agora buscam estas áreas tentando evitar que os outros, sofram o que eles sofreram, ou seja, é aquele que cura mas que não consegue se auto curar.Dizem ainda que no fundo essas pessoas estão se auto enganando, pois evitar que os outros sofram, não vai apagar o que eles mesmos sofreram.

Eu Não Existo Sem Você

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo
Levará
Você de mim
Eu sei e você sabe
A distância não existe
E todo grande amor
Só é bem grande
Se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos
Me encaminham
Pra você
Assim
Como o oceano
Só é belo com o luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim,como viver
Sem ter amor
Não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo
Sem você

Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Nocaute


"The course of true love never runs smooth."


Estava indo dormir mais cedo hoje, mais precisamente agora, quando resolvi dar uma olhada em qualquer coisa aqui na internet. Eis que me aparece essa frase acima... E fiquei pensando, porra isso tem que vir parar no blog. Concordo plenamente com a citação, seja ela de quem for. Quando nos apaixonamos, nada acontece em câmera lenta, pelo contrário: queremos acelerar tudo. Acelerar logo essa aula para encontrar aquela pessoa nos esperando na saída. Acelerar os meses para poder estar já há anos com a mesma pessoa. Acelerar os passos para chegar na casa dela, para chegar o final de semana, para acabar mais um ano.


Quando nos apaixonamos, é como se fossemos nocauteados. Estamos lá, confiantes e seguros no ringue quando, com um movimento em falso, ficamos completamente desprotegidos e somos surpreendidos por um punho direito rumo à cara (ou ao coração, no caso). A diferença que, quando a porrada é na cara, é só colocar um gelo e fazer um pouco de repouso que em seguidinha o rosto bonito volta ao devido lugar. E quando o baque é no coração? O corpo está intacto, e a luta nem chega perto do fim. É só o primeiro round.


É aquela pancada que nos dá mais vontade de lutar. Aquela vontade irresistível de só estar com aquela pessoa, seja aqui, ali ou em qualquer lugar. Aquela saudade que corrói, que o peito aperta e que o corpo dói mais do que com qualquer nocaute do mundo. Qualquer soco de peso pesado fica levinho e sem impacto perto da porrada que o coração leva quando está desprevenido. Ligamos, procuramos, jogamos aquele esconde-esconde, provocações. E quando a nossa estratégia funciona, chega a hora da rendição, de fazer o outro crer que foi o vencedor de uma luta há muito empatada, para aproveitar a água gelada e a massagem do canto do ringue. Já não importa mais o vencedor, ambos foram nocauteados pela mesma sensação. E, felizmente, os corpos estão intactos para aproveitar a comemoração.


P.s.- e não, eu não entendo droga nenhuma de boxe.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A limpa


A questão de hoje é: por que nos boicotamos? Por que queremos tanto despistar nossos medos, encobrir defeitos, colocar a sujeira pra baixo do tapete da sala de estar? Essa, tão aromatizada e luxuosa, cheia de enfeites e relíquias preciosas. Para quê essa mania horrorosa de fingirmos e dissimularmos o que queremos realmente fazer? E o pior disso tudo, o que já parece bem trágico, é que na maioria das vezes demoramos muito tempo pra nos darmos conta das causas das nossas ações, antes tão racionalmente resolvidas. Hoje: caminhos tolos e bestas de uma mente que não aceita tudo que pode não ter. Mas, como tudo na vida há o lado positivo, descubro atualmente o que fazer para não cometer os mesmos erros. Recomeçar. Mas não rererecomeçar.. quero recomeçar de uma vez por todas. Já cansei de me sabotar. E olha que eu sou muito boa nisso.

Dessa vez vou armar estratégias para conseguir chegar no que eu quero: esquecimento. Eu tenho simplesmente duas opções muito claras a minha frente: sofrer ou não. Um caminho posso estar até mesmo me iludindo e parecer estar muito bem, o que eu sou melhor ainda no requisito orgulho e aparências. Apesar de este texto parecer super melodramático, além de uma confissão, é uma libertação. Este choro e estas palavras sufocantes e ensurdecedoras não me pertencem mais. Quero soltá-las ao vento como os grãos de areia que voam da mão de uma criança na beira do mar. Quero ser sincera comigo mesma, com os outros e não arranjar desculpas, disfarces, máscaras. Quero liberdade, intensidade, entrega. Sem medos, sem receios. Não quero substituir, quero encontrar algo muito melhor. O que eu quero pra mim? Talvez não ter funcionado foi o melhor que me aconteceu, enfim. Por que tanto medo de viver? Mais fácil viver de ilusão? Me parece tão contraditório viver de ilusão se não é real e isso me frustra. Estou cansada de fugir, de fingir, de mentir. Estou cansada de viver de memórias, de sonhos incertos, de pesadelos reais. Quero alguém de carne e osso, que me dê motivos verdadeiros e suficientemente fortes pra eu sorrir. Já cansei de pó. Já varri até debaixo do tapete e joguei pela janela. E junto, tudo aquilo que me atordoava, mesmo que inconscientemente.

I will always Love You

Segundas Chances


Não importa o quanto erramos, sempre teremos mais uma segunda chance. Talvez sua próxima chance não será com aquele que você considerava o grande amor da sua vida, e sim com aquele que você vai descobrir ser realmente O cara. Talvez sua próxima chance não será naquele mesmo emprego onde você ganhava bem e já estava acostumado com o pessoal, e sim naquela mega empresa que sempre foi seu sonho e que parecia tão distante. E talvez até descubra que os acontecimentos, ao acaso, ganharam muito mais valor e beleza diante dos seus olhos do que se tivessem sido planejados como passos em busca de um tesouro.

O tesouro que buscamos é nossa felicidade. Aquela felicidade de transbordar o coração, capaz de fazer todos os dias acordarem com o sabor de algodão doce, tudo cor-de-rosa. E muitas vezes, na busca desenfreada por essa sensação, acabamos atropelando as coisas e as pessoas. Atropelamos quartas lindas, porque estamos doidos para que chegue o sábado. Atropelamos o namoro, para ficarmos "para sempre" com aquele que amamos. Quando chega o esperado sábado, nuvens carregadas, chuva densa e nossos planos de churrasco na praia trocados por um filme que encontramos atirado na estante. Sorte que, daqui a pouquinho, haverá outra quarta-feira e mais uma chance de aproveita-la como se nunca fossemos alcançar o sábado.

O destino se encarrega de dar, a todos nós, muitas segundas chances, para sermos felizes e vivermos como desejamos. Ele nos traz pessoas, lugares e sensações novas, ou até mesmo resgata aquelas do passado para que possamos tentar mais uma vez. Deus nos dá a chance de virmos novamente, em outros corpos, para aperfeiçoar agora o que não conseguimos em uma outra vida. A natureza nos dá a chance de respirar, de sentir, de enfeitar nossos dias com sóis, estrelas e flores. Então também dê a si mesmo outra chance... De aproveitar a quarta-feira, ou a quinta ou o domingo. Para se curar, abrir o coração, quem sabe até encarar uma nova paixão. Para trocar os mais velhos pelos mais novos, ou o contrário. Para admirar o horizonte com outro alguém, para se permitir ser leve e voltar a voar. Para acreditar. Entregue-se de corpo e alma, e viva como se não houvesse amanhã. Porque hoje o dia foi lindo, mas os raios já começam a cair.

Do you wanna dance with me?


Let's dance, darling
Do you wanna dance with me under the moonlight?
We could follow our footsteps
We could fly just for tonight
We could be birds and don't spoil the great final
Just leave with me away
I wanna be by your side today and always
I wanna love again
I wanna love you
I wanna you right now, right here, in front of me
I wanna turn you on and turn you off every moment I want to
I wanna dance with you
Here, there and anywhere
Just me and you
Let's dance and dream of our dreams
Our cumplicity of dreaming about the same dreams
Let's share this really magic moment with laghs and music
Let's take a wine and admire the great sea
Let's sleep and wake up without being apart
Let's make love tonight
We could dance all night along.
We could dance on the clouds, in front of your house, in the middle of the street
We could shake right on the corner of my heart
We could kiss when the rain falls down on our faces
Just you, me and the stars.
A real and magical start
We could do all we want to
Just you and me, forever.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mais do Medo


"[...] Em parte porque existem tantos detalhes na justificativa desse medo, que eu não poderia reuni-los no ato de falar de modo mais ou menos coerente." (trecho de Carta ao Pai, Franz Kafka)


Estou morrendo de medo, e não consigo escrever sobre isso.
Só isso então... Medo.
Ele paralisa até minhas palavras.

domingo, 30 de agosto de 2009

Vidão

Há pouco fui perguntada sobre o que eu faço além da faculdade... e pensei que não faço nada nada nadinha de interessante. Falei que, além das minhas aulas, eu corro, ajudo a cuidar da casa, leio e compartilho um blog. Nunca escalei o Everest, não faço rafting nem salto de bungee jump, não ando de asa delta pelo Rio de Janeiro, nunca ganhei na mega sena nem tive uma cena de ação digna de um filme de Hollywood. Mas seria muita crueldade achar que, por não ser assim, eu não faço realmente nada memorável.
Assisto ao nascer do sol na maior praia do mundo, e vivo nela. Corro com o meu cachorro, que é o melhor parceiro do mundo pra uma corrida. Tenho uma família linda, linda. As melhores amigas e amigos do mundo. Sou cercada de gente que me ama e que me quer bem. Sento de madrugada para beber vinho, conversar e pensar em como a minha vida é boa. Tenho saúde, tenho amor, tenho felicidade. Posso não ter muito dinheiro, nem viver uma vida cheia de aventuras. Mas tenho, certamente, uma vida maravilhosa.
Vidão não é ter o carro do ano, nem viver uma vida inteira quase morrendo de tanta adrenalina. Pra mim, vidão é beira da praia com o meu cachorro, minha melhor amiga e um belo pôr-do-sol. Vidão é saber admirar os pequenos presentes que o destino me dá, todos os dias. Vidão não precisa ser aquele que vai ganhar um prêmio Nobel, virar milionário ou fazer o mundo inteiro cair aos seus pés. Vidão, certamente, é aquele que chega no último dia da sua vida e tem certeza de que faria tudo de novo. E eu com certeza o faria.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Banquete do Amor


Estava assistindo a este filme hoje, "Banquete de Amor" e me deparei com um momento em especial. De todos os belos momentos que o filme apresenta, especialmente um me instigou mais. Me fez refletir. Enquanto meu amigo achava tudo aquilo muito simples, eu mergulhei naquela situação, me pondo no lugar da personagem. O fato é que ela se casava com um homem que não tinha certeza se amava. No fundo ela sabia a resposta sincera, mas não é tão simples sermos francos conosco. Talvez seja a parte mais difícil nos relacionamentos e o maior prejudicado somos nós mesmos. Eu falei "deve ser horrível casar com alguém que tu nao tenha certeza amar." Meu amigo, espantado, falou alto "Não sei prá quê casar então!!!!" Por conseguinte fiquei refletindo: ele não sabe o quanto as pessoas podem ser complicadas, o quanto elas podem se enganar, mesmo que insconscientemente, e o quanto elas são fracas e inseguras. Afinal de contas, ela estava casando, segundo ela mesma, com um cara que não era feio, não era arrogante, não era ciumento, não era rude, não era mal educado, não era casado, não era nada mal. Faltou ela dizer o mais cabível negativo que ela não disse. O "não o amo". Complicado admitir o que não é o ideal. No fundo ela queria amá-lo. No seu íntimo ela sabia que esse coletivo de adjetivos que o caracterizavam como uma pessoa não isso ou aquilo, o tornava verdadeiramente amável, porém não por ela.

Eu fiquei imaginando, na hora do sim, o desespero interno. Várias vozes gritando ''não faça isso com sua vida!'" "Fuja!" "Saia correndo, agora!". Apesar de tudo isso, a gente diz sim. Sim à rotina confortável, ao embaraço de laços tão indestrutíveis quanto pó e tão confusos como a neblina. Por que aceitamos o amor acomodado ao invés da paixão devastadora? Por que e para quê a pressa? Será medo de nos encontrarmos sós? Mas de que valem relações construídas e baseadas em falsos sentimentos? Ou até mesmo não falsos, mas "não amor"? Será mesmo preferível ter uma companhia agradável do que continuar na luta pelo grande amor?

Eu duvido muito. De todas as personagens do filme, era no lugar dela que eu menos gostaria de estar. Até mesmo a mocinha que casa e seu jovem esposo morre, ela esperando um bebê dele. Que triste, mas tudo menos a mulher desiludida por não amar seu companheiro. Eu gostaria de sentir o que aquela outra, sim, sentia. Era amor. E tantos outros que sofrem, mas o sentem nas veias de seus corações junto de todas as sensações causadas por todos os hormônios liberados pelo sentimento chamado de amor. Não quero passar por tal sensação de estar jogando minha alegria fora, minha vivacidade, minha liberade, minha esperança. Quero estar nas nuvens no dia de meu casamento e com toda a certeza dizer sim. Sim para a vida, sim para o amor.

A vida também me ensinou uma lição hoje. Aquela que a moça do filme não aprendera antes de dizer o sim. Uma atitude complicada, mas uma vez decidida, imbatível. Ela é perfeita por obter equilíbrio, por conseguir a verdade e seguir o caminho do coração. O segredo está em sermos sinceros. Em não nos iludirmos, tentando sentir algo que não sentimos. Afinal, não podemos culpar ninguém por amar outra pessoa. O amor não se escolhe, é a mais pura e bela obra divina. Quem somos nós, quem sou eu para julgar o que é melhor? Nossas vidas está em Suas mãos. Nosso único dever é saber ouvir, sentir, enxergar o que o nosso coração tem a nos mostrar. Nada é por acaso, tudo tem uma razão, mesmo pequena de ser, o que acarretará consequências nas nossas vidas. Acredito que quando fazemos o bem, ele retorna. Então se hoje recebi um não, amanhã muito bem posso ver tal momento como um aprendizado, como algo que tenha me tornado mais forte, mais integra, mais equilibrada. Estou sendo paciente e tolerante, acreditando que tudo isso não é e nem será em vão. Nada é. Um dia ainda vou agradecer pelo dia de hoje. Tenho certeza. Mesmo no presente, já vejo que as coisas darão certo, porque todos os envolvidos estão agindo de boa fé, sendo maduros e sinceros.
Portanto, que os mistérios e as incertezas de hoje se clareiem com o passar do tempo, o encarregado de nos mostrar o que o futuro nos reserva.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Nova Loira do Tchan

São seis da manhã, mais uma vez a insônia tomou conta de mim e resolvi baixar algumas músicas do meu "passado". Chiquititas, Eliana, Xuxa, Angélica, Sandy & Júnior, É O Tchan, e mais uma centena de coisas divertidas dos meus 5 aos 10 anos. Coloquei pra tocar minhas novas musiquinhas e fui pra cozinha, quando começa a tocar a que dá título a esse post, "A Nova Loira do Tchan". Comecei a rir, me deixa explicar...
Nunca fui gostosa nem me destaquei por um físico espetacular. Não tenho 60 de cintura muito menos 105 de bundinha (que bonitinha), e queeem me dera o 1.70 de altura. Mas, pensando bem, eu já fui a nova loira do Tchan. A única loira entre as amiguinhas, então era eu quem entrava em ação quando essa música começava a tocar. Corria pra dançar aquela que era dedicada "a mim". Já fui também a Britney Spears, também pelo quesito 'loirice'. Era eu que ficava à frente das meninas, nas coreografias de roupa colegial que a gente apresentava na escola, dublando feliz da vida, já que recém começara o cursinho de inglês e me achava O máximo cantando "Baby One More Time", com direito a pompom cor-de-rosa no cabelo e camisa branca emprestada da mãe.

Mas nunca fui Sandy, logo aquela que eu adorava mais que todas as outras. Por muito tempo me tranquei no quarto imitando o Imortaaaaaaaaaaaaaaaal (que eu nunca consegui nem de perto), desejei ser morena e cortar uma franjinha pra poder ser a Sandy. Cortei o cabelo em "V", quando era moda e ela usava assim. Mas nas brincadeiras, muito briguei com as colegas porque elas diziam "tu não parece com a Sandy, tu é loira e ela é morena". Elegiam outra pra Sandy e deu pra mim. Não vou negar, também fui Xuxa. Fui Angélica. Fui Kelly Key. Acabei entendendo que não poder ser a Sandy também tinha as suas vantagens. E fui feliz pra caramba.

Fui de loira do Tchan a Xuxa, passando por muitas. E hoje eu sou Gabrielle. Continuo sendo a única loira entre as amigas e ainda danço na frente do grupo quando tenho a chance, mas finalmente eu me entendi, e perdi a vontade imensa de ser a Sandy que minhas mechas loiras nunca me permitiriam ser.




P.S.- e ah, nem de longe me chamam mais de Kelly Key, nem de Carla Perez, muito menos de Sheila qualquer coisa. Finalmente as coleguinhas entenderam que definitivamente eu não tenho 105 de bundinha.

Indiferença

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

(Saulo Cavalcante)
P.S.- feliz ou infelizmente, só me resta indiferença.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mania de Você

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pra Você Eu Digo Sim!

Nunca pensei em casamento. Na verdade, nunca fui a um casamento. Sempre fui daquelas que tinha certeza de nunca encontrar alguém para passar a vida toda junto, sempre fui inconstante, sempre "da pá virada". Nunca sonhei com véu e grinalda, nem pensei nos nomes dos padrinhos e dos meus filhos, muito menos na vasta lista de parentes e no salão imenso que teria que arranjar para abrigar minha família toda numa ocasião especial. Nunca sonhei em ter uma casa de praia pra envelhecer com o amor da minha vida, nem em encontrar travessas inox Tramontina como meus presentes de casamento.
Sempre quis independência. Sempre gostei de companhia, mas não o tempo todo. Dormir junto é bom, mas se esparramar sozinho na cama é muuuito melhor. Sempre gostei de carinho, sempre fui romântica, e acho que por isso tenho essa coisa com o casamento. Se já não é fácil segurar na boa um namoro onde os dois dormem juntos no final de semana, imagina com o maridão deixando cueca no chão do banheiro e babando na minha fronha favorita, até que a morte nos separe? Ah, por favor!


Maaaaas, como papai do céu castiga as radicalistas que desejam acabar com essa instituição 'sagrada' e o dinheirinho que o pobre padre arrecada celebrando essas cerimônias lindinhas, eu fui punida. E exemplarmente, convenhamos. Papai do céu me fez sentir aquilo que provavelmente esses seres "casantes" sentem quando decidem juntar as escovas de dentes perante Deus e o padre do dinheirinho. Senti, pela primeira vez, que poderia passar o resto da minha vida com uma só pessoa. Com ele, eu dividiria uma cama todos os dias. Pode ser de casal ou de solteiro, se for de solteiro é ainda melhor porque aí tu coloca a perna por cima de mim. Pode babar na minha fronha favorita, ou em qualquer outra fronha, pode até babar em mim. Pode roncar no meu ouvido. Ganharia travessas inox Tramontina e ainda me esforçaria na cozinha para depois colocar a comida nelas. Deixaria a rotina nos pegar, e mesmo na correria do dia-a-dia eu ainda seria a mulher mais feliz do mundo. Planejaria o nome dos filhos e contigo teria todos eles, fossem um, dois ou cinco. Deixaria que me visse com ou sem roupa. Permitiria que me visse envelhecer.


Contigo teria orgulho das marcas que o tempo faz, e celebraria todas elas como aniversário da minha felicidade ao teu lado. Tu não és o mais bonito, nem o mais alto, nem o mais charmoso. Mas tu és o único que desperta essa felicidade incontrolável em mim, o único que me faz querer dormir e acordar o resto da minha vida aturando um ronco e ainda rir se tu deixares uma cueca pelo meio da casa. Casaria na igreja. Mesmo que isso pedisse véu, grinalda, padrinhos vestidos de cores horríveis e de novo o pobrezinho do padre. Juraria amor e fidelidade, mas juraria muito mais que isso. Juraria companhia, cumplicidade, honestidade e a certeza de tentar fazer cada dia ser melhor pra nós dois. Só os teus olhos, que tem essa cor tão diferente, eu poderia aceitar durante toda uma vida como os olhos que vigiam meu sono. Beijaria apenas os teus beijos, abraçaria teus abraços, sonharia junto a ti os meus sonhos. Contigo eu dividiria não só o meu humor oscilante e minhas ideias malucas, mas compartilharia toda minha vida. Assim, sem razão e sem pudores.


Pra você eu digo sim. E você, o que diz pra mim?

Ajuda

Por que é tão difícil fazer a coisa certa? Na realidade, o complicado é saber o que é o certo. Se soubessemos o que aconteceria depois de termos escolhido certas atitudes, pensamentos, maneiras de lidar com problemas e com os outros, tudo ficaria simples. Saberíamos qual caminho tomar. Essa indecisão, fruto da insegurança, me abala, fazendo com que esqueça de procurar meu equilíbrio interior. O ideal é agir com perseverança, doando o melhor de mim, sem medo de me arrepender, porque, fazer o bem aos outros é muito prazeroso e gratificante. Não há nada a temer. Sinto como se eu aparecesse na vida das pessoas por um motivo maior. Eu não sei bem se eu sou a causa ou a conseqüência. Visto que cultivo o ato de ajudar ao próximo, as pessoas percebendo isso, confiam em mim e acabo por ajudá-las? Ou sou personagem de algo maior, desta forma, surjo propositalmente na vida das pessoas a fim de ajudá-las? Sinto que, sim, sou sempre passageira. Não houve nenhum caso amoroso que tenha vindo pra ficar, sinto que apreciam minhas opiniões, meu modo de ver e pensar, que eu acrescento algo neles, necessitam de mim por um tempo limitado, e quando a missão está cumprida, se vão. Pensando desta forma, não há rupturas, simplesmente aprendizados e missões cumpridas. Desta maneira posso ajudar mais e mais gente. Se somos tão mesquinhas e egoístas, se eu preciso me interessar para ajudar. "Preciso de contato para entrar em contato." Não vou subir num palanque e sair analizando situações alheias, distribuindo conselhos e dissiminando a paz. É necessária uma relação mais profunda, mesmo que rápida. A melhor maneira de ajudar é fazer amigos. Esses sim, não se vão. A amizade é um amor que nunca morre. Talvez quando alguém que tenha algo a me oferecer, uma missão para cumprir, algum propósito, divino ou não, de me auxiliar espiritualmente, venha para ficar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Who's gonna drive you home tonight?


Hoje, um momento mágico: minha mãe, o tempo, a trilha sonora.

Estava no meu quarto, deitada na cama, olhando pro céu e pensando nas coisas que passaram por mim. De repente, é como se um filme tivesse passado na minha cabeça. Fiquei até com medo de morrer depois, eles dizem que é isso que acontece segundos antes de ir pro andar de cima, não é? Deixando as brincadeiras de lado, eu realmente nunca tive uma sensação tão forte de passado como nesta manhã. Não sei se foi a música, não sei se foi o azul, a minha cama macia, mas as lembranças tomaram conta de mim e de um jeito fascinantemente rápido! Tanta coisa aconteceu em 18 anos. Mudei tantas vezes de lugar, até mesmo de país, foram 3 diferentes. Mudei tantas vezes de 'estado civil', de colégio, de companhias. De ideologias, atividades, gostos, manias, radicalismos. Mudei milhares de vezes de cabeça, já arranquei meu coração, ja resgatei, já me fiz em mil pedaços, como dizia Renato Russo, já cresci, já caí, já passei por maus bocados. Aprendi valores com tudo que sofri, amadureci mais do que se tivesse ficado parada em um mesmo lugar, mas aí não seria eu.

E de repente me vi ali. Me observei deitada em minha cama bagunçada, com um baú de lembranças. Em dez minutos eu tinha aula de biologia. Pensei na rota que estou traçando, no caminho que escolhi. E quase saí da minha melancolia para cair na vida real quando minha mãe entra no meu quarto, com os olhos brilhantes: "filha, escuta essa música." Eu sorri. Ela disse: "Eu tinha dezesseis anos. Eu estava no Rio quando ela foi lançada. Faz tanto tempo." Ela não precisava dizer a frase que viria a seguir, eu senti no meu interior mais profundo o quanto aquela trilha sonora um dia já fez parte da vida dela. Fiquei imaginando quais momentos ela teria servido para embalar suas mais fortes emoções. Um beijo, um abraço, uma despedida, um pensamento em alguém distante, um futuro incerto, amores.

A música é minha trilha de hoje. Vinte e cinco anos depois, a cena se repete. Eu estava ali adormecidamente acordada sonhando com a música. Eu estava completamente embebecida de saudade, de ansiedade, de esperança. Um passado bonito e um futuro incerto. E a mesma sonoridade me convidando para dançar junto.

Minha mãe também mergulhou em suas lembranças. Certamente, histórias retomaram vida em sua mente, por dois minutos. Como as minhas o fizeram instantess antes dela abrir a porta. Não vou esquecer seu olhar. Pude sentir sua saudade em mim. Pude sentir sua juventude. Sua energia. Aquela menina ainda existe dentro da mãe que tomou lugar. E nunca morrerá. Ela finalizou "Que saudade!"

Filmes diferentes, a mesma bela trilha.


"Who's gonna tell you when,
It's too late,
Who's gonna tell you things aren't so great.
You cant go on, thinkin'
Nothings' wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight.?
Who's gonna pick you up,
When You fall?
Who's gonna hang it up,
When you call?
Who's gonna pay attention,
To your dreams?
And who's gonna plug their ears,
When you scream?
Who's gonna hold you down,
When you shake?
Who's gonna come around,
When you break?
You can't go on, thinkin',
Nothin's wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight?"

The Cars - 1984

Insônia


Há dois dias eu mal durmo. Assalto a geladeira. Vejo um filme. Converso no msn. Descubro algum cd bom para ouvir. Como mais um pedaço daquele bolo que tá maravilhoso. Leio trechos de livros. Marco minhas poesias com post-it coloridos. Arrumo a cama. Deito nela. Lembro que tem jogo, e levanto pra dar uma olhada. Assisto ao jogo inteiro. Tomo banho. Olho o celular, já são quase seis da manhã! Ah, vou deitar um pouco no sofá que com certeza eu durmo... Agora são quase sete horas. Levanto, mais uma vez. Mais comida. Mais filme. Mais msn. Mais música. Mais post-its. Mais cama. E ainda menos sono. Quando olho pela janela que esqueci aberta, o dia está claro. Lindo. Vejo o sol, e vejo porque meu sono não vem. Você está aqui dentro, insone, de um lado pro outro. Caminhando nos meus pensamentos, se mudando daquela barraca improvisada e construindo uma casa definitiva no meu coração. Fecho as minhas janelas, e você anda impaciente aqui, zanzando em mim. Enquanto você não chega, eu vou dormir. Se é sonhando que eu posso te encontrar, eu fui. Boa noite, meu bem.

Virtudes e Defeitos


Escondemos nossos maiores defeitos atrás de nossas maiores virtudes. Somos altamente capacitados para transformar situações e sairmos muito bem delas. Somos espertos, mesmo que alguns o façam por instinto. Não queremos parecer fracos, não todo o tempo, diante das pessoas, principalmente se ainda não as conquistamos. Então, escondemos. Dissimulamos. Aparentamos o que não somos realmente. É claro que tem muita gente simples, transparente por aí. Mas a maioria joga. Incorpora personagens, atua, e gosta do papel que interpreta. Mas no fundo, há muito escondido. O que torna tais pessoas muito mais interessantes. É uma arte desvendar o comportamento humano com suas inúmeras facetas.

Vamos idealizar alguém que seja muito espontâneo, muito extrovertido, aquele animador da galera mesmo, sempre sorrindo, sempre bancando o palhaço, o comediante da turma. Todos pensam que é extremamente bem resolvido e há alegria de sobra. Incrível como não nos damos conta de que, muitas vezes, aquilo só é uma fuga, provavelmente de insegurança, carência, falta de atenção em casa. Uma pessoa que é mentirosa, aumenta os acontecimentos, vive no mundo da fantasia, pode ser uma pessoa muito insegura que precisa se auto afirmar, fazer com que suas histórias sejam melhores do que realmente são, porque não são comuns. Aquele tipo de pessoa que tudo acontece com ela. Uma pessoa que seja totalmente fechada, fria, calculista e insensível pode apresentar os mais intensos sentimentos, só que os esconde, provavelmente porque tenha se machucado já ou tenha muito medo simplesmente de se expor, com medo de que aconteça talvez o mesmo que sucedeu com algum ente próximo. Talvez seja fruto de sua educação rígida e sufocante, afinal, o medo dos pais passa para os filhos. Uma pessoa que aparenta ser muito forte, até mesmo parece imbatível, não passa de um bebê que precisa de colo quando cai do balanço, gritando 'mãnhêêê!'. Alguém que se sente, na realidade, só, procura em muitos o que não tem em poucos: amizade verdadeira, amor, afeto, relações sólidas e intensas. A solidão pode ser despistada com amigos virtuais, com festas, companhias instantâneas. Um belo sorriso e um papo agradável, a noite não virá só e tal pessoa estará sempre acompanhada pelos mais diversos tipos diferentes de 'amigos'.

Impressionante, não? Esta máquina cheia de curiosidades e peças inusitadas. Ligações fantásticas, reinventadas pelo nosso inconsciente. Despreparadamente nos defendemos melhor do que podemos imaginar. De um jeito talvez torto, mas do único que conseguimos.

A solidão vira companhia em excesso. A carência vira afetuosidade demasiada. A insegurança vira 'contador de histórias'. O medo vira frieza. Fraqueza vira força. E há sorrisos, há olhares, há maneiras. Há mil papéis, mil roteiros, mas só um palco. Faça o melhor que puder, atuando ou não.

domingo, 23 de agosto de 2009

Realize

"If you just realize what I just realized, then we'd be perfect for each other.

(...)

Take time to realize, I'm on your side. Didn't I, didn't I tell you?

But I can't spell it out for you. No, it's never gonna be that simple."

sábado, 22 de agosto de 2009

Merece um par...


Um belo par de chifres. É isso que muito homem por aí merece. Homem que não liga, que não dá valor, que não anda de mão, que não demonstra carinho, que não diz amar "porque tu já sabes que eu te amo", que não leva pra jantar, que não paga a conta, que não dá presente nem no dia dos namorados, que não sai junto com ela e fica em casa vendo filme, que não faz um carinho, que não deixa de lado as 'amiguinhas', que não se demora no banho nem se enrosca na cama, que faz sexo parece que por piedade, que dá uma só, que só aluga filme de guerra, que não entende que ela tem tpm, que não responde as mensagens que ela manda, que não dança no meio da sala, que não divide um vinho e não faz uma bela massagem no pé, que não beija o pescoço, que não acorda com beijos, que não manda flores, que não escreve um bilhete "porque eu não sou bom com palavras, amor", que não coloca uma foto de vocês juntos na internet, que não diz pra ninguém que você é namorada e não amiga dele, que não dá um beijo no elevador, que não frequenta a sua casa, que não lhe faz a mulher mais feliz do mundo.


Pena que, de todos que merecem, apenas alguns acabam com esse ornamento na cabeça. Realmente uma pena. O mundo seria um lugar bem melhor se fossemos adeptas de enfeitar os respectivos com chapéus de guampas... rapidinho eles aprenderiam a valorizar o que tem em casa.

Felicidade

"Não sei porque eu tô tão feliz
Preciso refletir um pouco e sair do barato
Não posso continuar assim feliz
Como se fosse um sentimento inato
Sem ter o menor motivo
Sem uma razão de fato
Ser feliz assim é meio chato
E as coisas nem vão muito bem
Perdi o dinheiro que eu tinha guardado
E pra completar depois disso
Eu fui despedido e estou desempregado
Amor que sempre foi meu forte
Não tenho tido muita sorte
Estou sozinho, sem saída, sem dinheiro e sem comida
E feliz da vida!!!"

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

É Simples.


Engraçado como gostamos de parecer misteriosos, complicados, indecifráveis. Admita, você também não gosta quando alguém o acha muito simples. Porque simples é... simples demais! O complicado tem mais graça, charme, atenção. O simples não precisa de manual, e nós, que nos julgamos complicadíssimos e cheios de notas de rodapé, poderíamos escrever um livro de recomendações sobre cada um de nossos detalhes, que julgamos muito importantes.


Sinto muito lhes desiludir (e até a mim mesma), porque a verdade é que somos muito simples. Somos ridiculamente simples. Homens, por exemplo. Quando estão afim, ligam; quando não, não ligam. Simples. Quando querem, mostram interesse; quando não, muitas vezes nem os vemos mais. Quando um homem é ferido, ele passa a odiar quem o machucou. Comportamento padrão. Mulheres, quando traídas, não conseguem deixar para trás sem conversar. Mulheres precisam conversar, tentar que o outro entenda suas razões e as suas dores. Simples. Mulheres, quando estão afim, também deixam isso transparecer (e que aí me desculpem as adeptas do antigo 'docinho', eu em pleno século XXI não tenho tempo pra fazer charminho pra homem). Somos preto no branco, apesar de insistirmos em usar aquela aquarela. Quer? Vamos sair então. Onde? A gente decide no carro.


Somos todos covardes por natureza, o que temos são crises de coragem. Crises onde vestimos a capa de super-herói e juramos conseguir levantar o mundo com as palmas das mãos. No resto do tempo, tememos o desconhecido, o instável, tememos nos machucar. Todos tememos demais. Somos todos simples, então vamos dar um tempo de complicar o que não precisa. Vamos ser mais descomplicados, mais leves. Você me quer? Você me liga. Eu quero? Eu concordo, e não te faço correr atrás uma semana. Fácil assim. Eu sou canhota e você é destro, eu odeio camarão e você não vive sem isso, mas não importa porque é tudo adicional. Na essência, somos todos iguais, e isso só quer dizer uma coisa: é simples, baby.

Se tiver um, amém.


O que um amigo representa para você? É uma conexão com o mundo exterior e interior. O mundo dele.
Um verdadeiro amigo não vai com você para a festa simplesmente: ele te paga a bebida, te carrega bêbado e sem reclamar, te diverte, te distrai quando a vida está te dando uma surra. E até dá uma surra em um ex namorado que te traiu.
Um amigo do peito não lhe ajuda somente a escolher um livro, a escolher um filme pro final de semana: ajuda você a escolher um namorado, a escolher seus amigos, a escolher uma profissão, um trabalho, um pensamento, um ideal, um caminho. O certo.
Não ajuda você somente a curar o esfolado, também tenta colar seu coração com super bonder e na maioria das vezes, consegue. Um amigo não não passa apenas a cola na prova: passa aperto, passa remédio contra assaduras quando você torrou no Sol, passa a chance de pegar o gato da festa para você, passa o ex, passa angústia, passa preocupação, passa os aniversários, passa junto o reveillon.
Um amigo não racha o pacote da bolacha: ele deixa bem mais que a metade pra você. Racha também lembranças, crises de choro, culpa, segredos, experiências excêntricas.
Um amigo não empresta somente a blusa pra sair, ou o batom, empresta o ombro, o colo, a casa, a irmã, a mãe, o dog, os amigos, os ex ficantes.
Não te dá o presente mais caro, ele te dá sempre o melhor de todos: sua companhia. Além disso, ele te dá beijos, carinhos, cafunés, abraços, apertões, cafés, garrafas de vinho. Te dá prancha, te dá o mar, te dá o brilho do Sol, dos olhos, das cores, dos perfumes, dos sorrisos. Te dá orgulho, alegria, mágica, conforto, sorte, amor. Te dá conselhos, puxões de orelha, te dá bronca, te dá motivos, te dá realidade.
Te deixa ir aonde quiser ir, porque sabe que você volta. Não te deixa só um bilhete: deixa afeto, deixa recordações, deixa mágoa, mas deixa o perdão, deixa brigas para traz e o resto é só companheirismo - truque da convivência e da intimidade. Deixa você sonhar, você tentar, você se decepcionar e você recomerçar. Deixa você se sentir a vontade, livre, leve.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.


Eu tenho uma. Amém.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Take it Easy


Hoje eu vi o quanto podemos inverter situações muitas vezes tristes, que nos encomodam. Podemos simplesmente levar as coisas "mais na boa". Faça dos acontecimentos em sua vida uma piada. Ria das desgraças. Faça onda. Vá com a maré. Relax, brow. Seja você mesmo e o resto é o resto.
Veja bem, ele trocou você por uma bem mais gostosa? Que se foda. Pelo menos você tem cérebro. Sua amiga não se lembra que você existe? Apareça na casa dela de surpresa com um monte de novidades. Você brigou com sua mãe e puxa, amanhã é logo o aniversário dela! Não se sinta culpado, compre flores e no cartão coloque "O bom de brigar é que se pode fazer as pazes! Amo você!" Você foi deixada no altar, pensa bem, isso pode ter mudado sua vida completamente e pra muito melhor. Agora você não tem que aguentar o bafo dele demanhã e pode desfrutar de uns bons e mutio bons anos de juventude, afinal, ele não tinha certeza do que queria e sai pra lá com esses caras inseguros! Na minha época eles eram chamados de frouxos mesmo. A questão é: você nunca sabe como teria sido se tivesse obtido um sim no lugar de um não, um convite no lugar de um bolo, um recomeço no lugar de um pé na bunda definitivo. Você simplesmente não tem a menor idéia de como teria sido acordar do lado daquele cara insignificante, hoje, para você que nunca entendeu nada do que você dizia. Nem mesmo prestava atenção se por acaso estava, na televisão, rolando o joguinho de futebol da quarta-feira. Você não sabe como teria sido ter que aguentar as grosserias e os esquecimentos das datas comemorativas. Nós, mulheres, sabemos como isso faz a diferença, é o toque essencial para que a rotina não fique monótona apesar de ser chamada de rotina. Você não cogitou a idéia de ter que suportar diariamente aquelas brigas idiotas, muitas vezes, sim, por futilidades. Pense que seus jeitos não batiam, que você se encomodava com várias coisas, que o cara gato da sua aula ainda está solteiro. Pensa que não era pra ser. Que a vida pode te dar uma chance muito melhor para ser feliz. E quando ela surgir, esteja preparada, não feche os olhos, a não ser na hora do first kiss. Take it easy, baby.
E ria disso! Sim, meu Deus! Ria deles, ria do quanto você estava envolvida, e olha no que deu? Você nem se lembra mais do número do telefone dele! Pense nas juras e olhe, você passou pela mãe dele e nem sentiu nada. Era só mais uma senhora das mil que você encontra por aí. Pensa nas discussões, ah tão tolas e desnecessárias, ou necessárias pra ver que o verdadeiro amor não estava lá. Pense em tudo que você pode fazer, agora. E comemore! Sozinha, olhando um filme, de preferência daqueles que mulheres dão a volta por cima, pode ser de grande estímulo, ou com suas amigas, com uma bela garrafa de champagne, vinho, whisky, cachaça, coca, suco. Tanto faz. O importante é rir das peças que nos pregam! É comemorar de termos todas as oportunidades do mundo, todos os dias. É agradecer por sermos quem somos, estarmos onde estamos e realizarmos tudo que quisermos. Somos os donos de nossas vidas e sabe o quê? A vida é uma comédia. Então, seja o diretor.

Se isso me matar


"Oi, me diga você sabe
Sim, você me entendeu
Algo me entregou
E seria um momento tão lindo
De ver o olhar no seu rosto
De saber que eu sei que você sabe
E baby isso é o caso de eu desejar em pensamento
Você não sabe de nada
Porque você e eu
Por que, nós continuamos por horas, horas e
Nós nos damos muito melhor
Do que você e seu namorado
Bom tudo que eu quero fazer realmente é te amar
De um jeito mais pessoal que os amigos são
Mas eu ainda não posso dizer isso, depois de tudo que nós passamos
E tudo que eu quero de você é, que você me sinta
Enquanto os sentimentos de dentro continuam construindo
E eu vou achar um jeito para chegar a você, se isso me matar
Se isso me matar
Bom por quanto tempo, eu posso continuar desse jeito,
Querendo beijar você,
Antes certamente da minha explosão?
Essa vida dupla que eu vivo não é saudável pra mim
De fato, ela me deixa nervoso
Se eu for pego e posso está arriscando tudo
Baby tem um monte de coisa que eu sinto falta
No caso de eu estou errado
Se eu fosse corajoso
Eu ira te pedir para segurar meu coração em sua mão
Te diria logo de inicio como eu desejei ser teu homem
Mas eu nunca disse que iria
Eu acho que vou perder a minha chance de novo"


Jason Mraz

O que seria a pior coisa?







Andei pensando, acho que a pior coisa numa relação, seja ela qual for, é tu não poderes ser quem tu realmente és. É ter que disfarçar. O que seria mais importante em um companheiro, seja amigo ou amante? Seria ele te entender, te compreender, se interessar pelas coisas que tu pensas. É preciso sintonia. A cumplicidade ajuda a manter os interesses de mãos dadas. É preciso sentimento, sim, mas em que ponto será que ele se torna intenso? Não é quando o outro parece adivinhar o que tu pensas? Ou então, achar as respostas perfeitas? Ah, eu estou concluindo que não entendo nada disso. Tudo são perguntas sem resposta, parecem me confundir mais ainda. Acho que o ideal é ser fútil mesmo. Vai ver um amigo meu tem razão, perguntar demais é querer saber demais, é a maior futilidade de todas, porque não se chega a nenhum lugar. Mas quem disse que eu consigo ser assim? E com certeza, os admiradores que conquisto por ser eu mesma valem mais do que qualquer coisa, enchem minha vida de significado e afeto.



Não precisamos de pessoas que não conseguimos ser quem eles gostariam que fossemos. Não podemos nos adaptar a ponto de mudar nossas atitudes e pensamentos. Sabem aquela frase da Ana "E não mudo me postura só pra te agradar"? Pois é. Va ver é assim mesmo que as coisas devam acontecer. Sendo eu mesma, aqueles que apreciarem, me compreenderem e me admirarem vão estar lidando realmente com a Liana. E é somente e completamente ela que eles vão amar.



A verdade é que existem muitas facetas, até mesmo escondidas em nós, e devido a isso, somos capazes de nos apaixonarmos inúmeras vezes. Temos tantos "eus" quanto são os indivíduos com quem nos relacionamos. Desejamos, talvez, encontrar aquele que descubra o nosso melhor lado, o que provocará uma sensação maravilhosa de querer estar sempre na companhia da pessoa. O certo então seria não sermos nós inteiramente visto que temos mais de um eu? Ou sermos todos em um só?



Suspeito ter concluido algo depois de tantos questionamentos. O importante é que o "eu" que uma pessoa despertar em nós seja suficientemente forte e intenso para que se torne verdadeiro, profundo. Seja um eu sustentável. E cada um sabe de si. Uma pessoa que for muito animada, deve encontrar alguém que goste de ouvir suas piadas e ria, não a julgando ou a achando ridícula. Uma pessoa que gostar de filosofar, precisa de alguém que a escute, a entenda e quem sabe, se não for pedir demais, acrescente. Uma pessoa que goste de viajar, precisa de alguém que a acompanhe. Uma pessoa que gosta muito de filmes, precisa de alguém que sente-se do lado. Mas que fique bem claro, que estes costumes humanos são muito menos importantes que os morais, intelectuais, sentimentais. Portanto, uma pessoa muito sensível não pode conviver com alguém ríspido. Só se ela mudar de atitude, e aí voltamos pro começo da conversa, onde eu dizia que mudar é errado. Mais do que errado, faz mal, é ilusório, hípócrita já que mudar é realmente muito difícil. Tem certas coisas que estão profundamente consolidadas em nós, podemos aprimorar, refinar, mas tranformar, me ensine quando conseguir.



Devemos nos sentir confortáveis ao máximo, assim seremos quem bem entendermos ser, com sinceridade e transparência. Agrade-se quem se agradar. Os interesses não correspondem a todos, e ainda bem que não. Já pensaram se todos fossemos iguais? Somos feitos de diferenças e semelhanças. O importante, enfim, é a singularidade das diversas e infinitas sintonias...

A Caixa de Doces

Hoje, tarde de chuva e eu passei o dia de pijama enfiada em casa. Quando vê, me chega um entregador com uma caixa na mão... "Oi boa tarde. Gabrielle? Sim sou eu mesma! Já tá pago? Que estranho... Bem, obrigada. Boa tarde pro senhor." Abro a caixa e surpresa! É uma caixa cheia de doces. Primeira coisa que pensei foi: só pode ser um engano. Mas bem, o entregador disse o meu nome, engano não é. Segunda coisa que penso: arranjei um admirador realmente secreto. É, vai ver seja verdade. Minha mãe não se coçaria a mandar uma caixa anônima de doces no meio de uma tarde chuvosa. Bem, bem, eu admito que gostei da ideia... tenho um admirador secretíssimo.
Manda presente e não deixa bilhete. Nem diz quem é, nem manda um recado nem coisa nenhuma. Estou sentada na frente do computador, pés pra cima, saboreando um presente acertado de um remetente desconhecido. O sabor é doce, mas não é só do glacê e chocolate... É imaginar que alguém, por aí, tá querendo me agradar. É boba, mas uma sensação gostosa. Uma caixa de doces. Um dia chuvoso. E um sabor inigualável. :)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ausência


Quem dera todo mundo pudesse tiver um dia de ausência. Ficasse assim, de bobera. Um dia inteirinho pra minha cabeça. Pro meu corpo. Pra minha alma repousar. E ainda recebi uma adorável surpresa. Agora estou assim, serena, em paz. Nada que aconteça hoje pode me aborrecer. Estou imbatível. A tranqüilidade instalou-se em mim, nem que seja por um dia. Não esperei nada hoje, e as coisas aconteceram. Quem sabe se eu não esperar pelo great lover, ele aparecerá?

Aliviar


Afrouxar essas correntes. Aliviar o passo. Acalmar o coração. Já corri demais para não chegar a lugar algum. Agora, garçom, pode trazer o drink que eu vou sentar pra apreciar a paisagem. Cuidar mais das unhas, dos cabelos, cuidar da alma. Prestar atenção naquela cara que fica refletida no espelho, cada vez que me encontro com ele. De que a minha cara precisa? O que essa cara quer? E não é só do filtro solar que eu falo, e sim das rugas (é, nunca pensei que minha cara desejaria rugas) que ela quer fazer enquanto dou risada. Diminuir o ritmo das minhas críticas, principalmente as que faço a mim mesma... Já faço atividades físicas, bebo pouco e nada fumo. Agora deixa eu comer uma lata de leite condensado se eu quiser, faz favor?
*
E daí que eu não tenho peito? E daí que nasci sem bunda? E daí que meu sorriso é torto? Aqui vai um audível FODA-SE, seguido de um sorriso torto da minha boca sem os lábios carnudos da Jolie. Aliviar com minha aparência já é um bom começo. [...] Depois vou parar te tentar abraçar o mundo inteiro. Eu não posso arrancar a dor dos corações dos meus amigos, por mais que eu gostaria de conseguir isso. Depois eu vou entender que eu não preciso gostar de quem não gosta de mim, e que eu não preciso me condenar cada vez que eu tiver vontade de esganar algum ser que atravesse meu caminho. Me deixarei ser mais humana. Ainda há alguns pecados por cometer, e não vou deixar que passem batidos. Hoje me acordei mundana. Humana de doer. E tô me aliviando da culpa.
*
Eu vou ligar o foda-se. Colocar os fones de ouvido e sair cantando pela rua. Reutilizar a calça militar que eu adoro mas que todo mundo acha esquisita. Beijar quem eu quiser aonde eu bem entender, ninguém tem nada que ver com isso. Fazer o que eu quiser, deixar de preocupação. Quem quiser que cuide da minha vida, que por enquanto eu vou pedir uma licença pra vivê-la. Perdi muito tempo pensando no que iam pensar. Pensando no que fazer. Pensando no que não fazer, principalmente. Agora eu vou perder todo meu tempo vivendo, aproveitando. Vou levar na dança, vou levar ao vento, vou levar. Cansei de pensar. Pensar cansa. Agora eu vou aliviar comigo mesma. Com todo respeito... dá licença que eu tô indo ser feliz!
*
"Me cansei de lero-lero
Dá licença mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões...
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Nesse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!"

Eu tô afim




Será que para termos abertura na vida de uma pessoa preciamos estar em sintonia com ela? Ter os mesmos interesses, os mesmos objetivos? Será que ela precisa estar num momento bom, em paz, solteira, equilibrada para podermos ser valorizados? Por que eu estou sempre aceitando convites e os outros ignoram? Dizem que atraímos o que transmitimos, então quando vão agir comigo da mesma forma que ajo com as pessoas? Nunca neguei um romance, mesmo que tenha falhado. Sempre vale a pena tentar. Nunca recusei um cinema, uma janta, uma conversa. Só pra ver no que vai dar. Sempre mostrei interesse mesmo quando não tinha tanta certeza. Claro que meu jeito não light de ser não me permite alongar muito conversas sem potencial para me atrair o suficiente. Economizo no tempo, esbanjo na intensidade. Sou assim com tudo. Não gosto de doses omeopáticas. Como duas vezes ao dia, mas mais do que aqueles que, geralmente, estão ao meu lado. Quando leio, leio de uma vez só. Quando caminho, caminho a tarde inteira. Não sei equilibrar. Será que isso reflete minha personalidade? Espero que não. Só no fato de eu estar sempre disposta, pronta, ansiosa. Mas pelo quê, mesmo?


Hoje foi assim. Fiquei esperando o dia inteiro. Comecei esperando amanhcer pra dormir. A hora de estudar. A hora do seriado. A hora da aula. A hora do intervalo. A hora de ligar para a Gabi. A hora de voltar para casa. Mas que dia monótono e chato! Nunca espero a hora pra fazer absolutamente nada! Sou do tipo fazer o que dá na telha. Esse meu espírito aventureiro foi apagado hoje por algum motivo. Esperei aquela boa conversa que me decepcionou. Esperei pela declaração que não veio. Pelo convite que não houve. Pela Lua que não apareceu. E cá estou. Só. Sem ter mais nada o que esperar do dia de hoje. Acho que ele acabou. E com ele minha esperança de esperar algo de hoje.


Eu tô afim. Por que você não?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Erros

Sinto como se estragássemos as bênçãos nos dadas por Deus. É como se nós fôssemos os únicos causadores das nossas próprias desgraças. Será que fazemos tudo errado? Será que escrevemos tão mal nossa história? Somos tão estúpidos. Por que não ouvir o coração? Por que tantos empecilhos? Por que tanto orgulho? Tanta farsa. Tanta coisa errada. Em que parte do caminho as pessoas se perdem do rumo certo? Somos tão restritos às convenções, ao tempo que vivemos, aos rumores, as nossas fraquezas. Somos presas fáceis. Somos amordaçados pela maior bênção e maior maldição que é a de sermos humanos. Erramos, erramos, erramos mais ainda. Trocamos as peças. Escondemos, dissimulamos, mentimos. Somos egoístas, nos enganamos com o que queremos enxergar. Montamos nossas próprias armadilhas. E a vida vai seguindo.. E a gente vai aprendendo, ou não. A gente vai vivendo. Esquecendo que erramos. Esquecendo que passou. Mantemos a cabeça erguida, sem olhar para trás. Sufocando a dor. Emergindo do fundo. Nos apaixonando de novo e de novo... apagando as velhas histórias. Fechando ciclos. Começando outros. O que vale disso tudo é tentarmos sermos personagens melhores. Sempre.