sexta-feira, 17 de julho de 2009

Do Dia

"Uh baby... Sabe do que eu sinto saudade?
Do seu sorriso de manhã, e do quarto tão desarrumado
Saiba que eu gosto muito de você
Espero que esteja feliz, e bem acompanhado."

Choro

Aquele choro trancado, guardado, engasgado. Aquele choro de soluçar, que parece que não vai acabar nunca e que dói como se alguém atravessasse uma espada pelo coração. Uma dor dilacerante, que vem de dentro pra fora. Choro de culpa, de angústia, de dor, de arrependimento, de raiva, de amor ou daquela saudade doída. Choro que lava, que incha o rosto, que encharca os punhos da blusa.


Choro de ouvir a tua voz. De pensar em te escrever. De saber que nada disso tá certo. De eu querer te deixar ir, e não conseguir. De ver todos meus dias sem graça. De saber que tenho culpa. De não te ver voltar. De saber que tu não vai voltar. De tentar entender. De me esforçar pra seguir os conselhos que recebi, mas de só querer fazer o contrário. De chorar agora tudo que guardei nas últimas semanas. Eu e essa minha inconstância sentimental, um dia me mato porque tu foi e no outro eu não quero que tu volte mais. Passou a minha raiva, só restou o choro. Eu vou me afogar em lágrimas, e pra ti não vai fazer nenhuma diferença. Nada que eu diga, sinta ou faça, vai fazer diferença ou te fazer voltar. Nada vai fazer com que tu olhe de novo pra mim. E, por enquanto, nada vai calar meu choro.


[...]


"Pra dizer que eu choro toda noite ao lembrar
Não dá
Pra dizer tudo que o meu coração quer te falar
Não dá
Pra dizer o que eu sofri sem você."

Tempo



Tempo. Muito tempo ou pouco tempo pra nada se transformar em tudo. Pouco tempo pra tudo se transformar em nada. Mais tempo para juntar. Menos tempo para semparar. Tempo para correr. Para brincar. Para assistir tv. Para estudar. Para ir à escola. Muito tempo para confiar. Para trair a confiança? Muito pouco. Para perdê-la, menos ainda. Longo tempo para curar. Tempo relativo para despertar, um relógio ou uma paixão. Tempo para almoçar. Tempo para dormir. Todo o tempo é tempo para sonhar. Tempo para fazer o café. Tempo para dar um beijo. Certo tempo para crescer, para envelhecer. Eterno tempo para evoluir. Tempo para amadurecer. Muito tempo para aprender, principalmente o que não nos ensinam. Tempo para nos tornarmos mais fortes. Tempo para subirmos. Menos tempo para cairmos. Tempo para construir. Menos tempo para desmoronar. Tempo para amar. Menos tempo para se encantar. Muito menos tempo para se desencantar. Muito tempo para perdoar. Mais tempo para se perdoar. Infinito tempo para conhecer. Pouco tempo para se iludir. Mais tempo para amar de novo. Pouquíssimo tempo para admirar. Tempo para ser o mesmo. Mais tempo para mudar. Tempo para acostumar. Muito mais tempo para adaptar. Pouco tempo para queimar. Pouco tempo para se molhar. Muito tempo para secar. Mais tempo ao Sol. Muito tempo desperdiçado. Pouco tempo ao lado de quem se gosta, mesmo que fosse todo o tempo. Tempo.




Que horas são?





Não importa, o tempo está dentro de nós. Não deixemos nossa rotina exaustiva e as preocupações fazerem com que esqueçamos dos momentos que devemos ter mais tempo. Aqueles que entramos em contato com nossos corações. Seja sozinhos, seja com quem se gosta, seja fazendo o que for. Não importa. Não deixemos de viver a vida por falta de tempo. No final, para que tanto stress? Quem sofre as consequências, somos nós. Com solidão, com problemas cardíacos, com depressão. Alimentemos nossa alma com felicidade. Dê tempo para que o tempo não passe em branco. Como um dia após o outro. Cada dia é o dia. É um novo e surpreendente dia. Lembremos-nos de quando éramos criança, o tempo não importava tanto, só na hora de apagar as velinhas. Aquela felicidade constante deixa que o tempo fique mais leve e todos os momentos são especiais e únicos. Sintamos-nos honrados por estarmos na Terra. Agradeçamos por estarmos nela, principalmente. Façamos o nosso melhor, todo dia. O paraíso mora dentro de nós. Não deixemos que as discórdias, as responsabilidades, os medos nos ceguem para o que é mais importante: o amor.

Metade

Onde será que você está agora?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Do Dia


O Quarto

Hoje descobri a semelhança entre meu coração e meu quarto: ambos são uma zona.
No meu quarto, eu não sei direito o que tem dentro. Tenho milhares de gavetas que só guardam porcaria, velharia, inutilidade. Tenho vários anjinhos que coloquei em cima da estante quando tinha 11 anos, e lá eles continuam, sem nenhuma utilidade. Devo ter umas três caixas com cartas antigas. Devo ter mais bagunça aqui dentro do que um ser humano normal consegue ter numa casa inteira. Tenho poeira nos cantos, poesias marcadas, fotografias de pessoas que nunca mais vi (e algumas que pretendo não continuar vendo). Tenho roupas que não uso, sapatos que não servem, meias sem par, alianças que já não significam mais nada, cartas que juravam um amor que acabou, livros que nunca mais vou ler, recordações de festas de 15 anos de um século atrás, bolsas velhas, caixas que não guardam nada, e uma gaveta em especial, que tem toda parafernalha inútil que alguém pode imaginar. E, mesmo assim, não consigo me desfazer desse monte de coisas.
Não me surpreende que meu coração seja de desorganização semelhante a dele. Afinal, quem não consegue arrumar a própria bagunça, não deve conseguir mesmo organizar seu coração. No meu, guardo frases antigas, amores antigos, juras antigas, memórias que se foram, momentos que se foram, pessoas que já não significam nada e, do mesmo jeito que minhas gavetas, mantenho-as cheias sei lá porque. Tenho medo de esvaziá-las e não encontrar nada que possa depois preencher o espaço que vai ficar. Tenho muito medo do vazio, pra falar a verdade.
Agora, vou fechar os olhos e esvaziar meu quarto. Prometi a mim mesma que vou dar conta dele, que vou fazer um esforço especial para manter a organização ou, no mínimo, evitar o caos em que ele normalmente se encontra. Vou jogar fora as cartas, as fotos e doar tudo aquilo que não me serve mais. Vou me desfazer dos bonecos que enfeitam a estante, dos livros que não vou ler e dos poemas que não tenho para quem recitar. Quando eu conseguir, aí será a vez de esvaziar o coração. Porque, com o tempo, sempre haverá novas coisas para ocupar as gavetas vazias e no fim das contas um pouco de espaço sobrando não faz mal a ninguém. Não preciso estar cheia para ser completa. Preciso apenas aprender o que é realmente necessário. O resto? Eu jogo no lixo ou dou pra alguém que precise mais que eu.

Presente





"Você me ganhou de presente com laço e etiqueta de garantia. Foi num dia de alegria. Você fez bem o gesto que eu queria. Mas não deu mole. Não deu mole. Não deu mole. Você não deu mole. Nunca esteve numa de me alcançar! Nem estava no 'mood' de casar! Eu sempre estive à mão, que isso me console. Mas você não. Você não deu mole. Você me ganhou de presente, no laço e na promessa de guarita. Você me sorriu na galeria e tinha bem o gosto que eu queria. Mas não deu mole. Não deu mole. Não deu mole, meu bem. Você não deu mole. Nunca teve medo de me ver partir. Nem vai perder seu tempo pra me desmentir. Nem me criticar. Eu que me console!Porque você não. Você não dá mole. Se eu chorar, você até se comove! Mas assim já é demais!Nem eu me agüento. Porque eu não dou mole. Eu não dou mole. Não dou mole, meu bem, também não dou mole..."

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cego de Raiva

Agora que eu tô bem, tu reaparece. Aparece pra uma amiga, como se fosse uma assombração. Volta pra me perturbar e me fazer chorar de novo, pra me machucar um pouco mais, porque o que já passou não foi o suficiente pra ti. Seu egoísta, seu idiota. Tu és uma das poucas pessoas que tem a capacidade de me tirar dos eixos, e te aproveitas disso. Se quer saber, agora que eu tô com raiva que tenho que te dizer tudo que eu tenho vontade. Então eu digo. Eu fiz merda? Fiz sim. Mas agora abre esses olhos, e por meio segundo deixa de apontar os meus defeitos pra ver se tu enxerga o que fez comigo. Tu nunca prestou atenção em mim, tu sempre deixou claro que nunca mudaria nada por mim. E não, eu nunca te pedi pra mudar a cor do cabelo nem pra vestir cor-de-rosa. Eú só te pedi um pouco de carinho, que tu demonstrasse que gostava de mim, que tu não deixasse de me beijar porque tinha gente perto. Tu nunca me deu a mão, caralho! Tu não ia comigo num aniversário de uma amiga, mas saia com os amigos pra ir em festa de 15 anos. Tu nunca me deu um presente. Tu nunca fez questão de conversar comigo. Como é mesmo? Era tudo motivo pra eu arranjar briga. Pedir pra saber que a gente tava namorando, que horror. Virava briga. Não consigo achar outra resposta pra isso a não ser que tu tinha vergonha de mim. Tu fez tudo isso e te sentes no direito de exigir alguma coisa, só porque tu não beijou outra boca? Ah faça mil favores. Eu sempre alimentei o meu amor de migalhas, do que tu tivesse disposto a me dar. Mudei minhas exigências pra ficar contigo. Tua companhia me fazia muito bem. Mas Meeeeeeeeeeeeeeeeu Deus, onde tava a minha cabeça quando não acabei contigo? Eu devo ter ficado louca, e muito antes do que eu imaginava.
Se quer saber o que eu acho, é que tu nunca gostou de mim. Eu amei por nós dois, e sei lá eu porque raios tu quis ficar comigo. Voltar contigo seria idiotice, e acho que aí eu teria uma fila de amigas prontas pra me encher a cara a tapas. Pra todo mundo, a gente sempre foi muito bonitinho. Eu sempre enfeitei tua imagem pros outros, e pra mim mesma, pra tentar me convencer que tu era tudo aquilo que eu sonhava. Aquele cara por quem eu me apaixonei, morreu. Morreu no momento em que ele subiu naquele ônibus pra ir embora, o problema que eu só fui notificada da morte quando o cadáver começou a feder. Voltar contigo seria mais uma prova de que eu sou uma imbecil. Ainda bem que tu não quis mesmo, porque se tu quisesse eu ainda estaria contigo e tu, que nunca mudou PORRA nenhuma, não mudaria agora e eu seria a mesma água morna, me satisfazendo com qualquer merda que tu decidisse que eu merecia.
Queria tanto dizer essas coisas olhando na tua cara, vendo teus olhos de deboche sempre que eu tento conversar alguma coisa, mas tu tá muito ocupado tentando te convencer que eu sou um monstro pra conseguir me ouvir. O problema é teu. Eu fiz minha parte, e tu agindo assim mais me mostra que não és tu quem não me merecia, e sim eu que merecia alguém que me tratasse bem, exatamente como tua mãe sempre me disse. Tu nunca soube dar o pouco que te pedi; eu sempre tentei me desdobrar pra te fazer o cara mais feliz que eu pudesse fazer.
Quer saber, de verdade? Acho uma merda ter que te dizer essas coisas, mas há pouco joguei meu filtro de pensamentos no lixo e não tô nem aí pro que tu vai pensar. Só pensa que, muito antes de tudo, tu já me tratava desse jeito, eu já tentava conversar e tu já cagava pra mim. Pensa que talvez eu não seja a ruim da história. Pensa que talvez tu já estava fazendo muita merda antes mesmo de eu pensar em qualquer coisa. Bota na balança, abre os olhos, bonitinho. No dos outros, é refresco. Agora quero ver tu parar pra enxergar em ti.
Ah, eu gosto de ti. Se pudesse conversar contigo tudo isso pessoalmente, tenho certeza que não guardaria nenhum rancor de nós, e nem te preocupa que a idéia estúpida de voltar contigo já fugiu da minha cabeça. Passe bem.
(pelo menos assim, minha raiva passa)

Do dia


What am I to you? Tell me darling, true.

Força


É tempo de confusão, de tormentas, de pesos em cima dos ombros me impedindo de voar.
Eu? Estou me preparando para a batalha com meus melhores equipamentos. Eles não são feitos de ferro nem de platina. São feitos de elementos muito mais raros, portanto, mais valiosos que tais.
Minha armadura é feita de honra, de lealdade, de sinceridade, de generosidade, de compreensão e de maturidade, o que me confere um perfeito equilíbrio e um nobre coração. Minha espada é a espada do amor, da amizade, da fraternidade, da sabedoria. Meu escudo será o da fé e dignidade. O meu braço frágil ficará repleto de força. Muita força.
Eu preciso de um nobre coração para compreender o que está acontecendo, de olhos humildes para enxergar o que a vida está tentando me mostrar. Preciso de coragem para enfrentar os desafios e as barreiras. De sabedoria para aceitar as coisas que não posso mudar e distinguí-las daquelas que posso.
Posso não vencer a batalha, mas sairei triunfante. Sem rancores, ódio e arrependimentos.
Não procurarei por vingança.
Que assim seja!

Das Cores

Azul, como o céu. Verde, como a grama. Amarelo, como o sol. Laranja, como o fogo. Vermelho, como as rosas. Branco, como as nuvens. Preto, como a noite. Cinza, como hoje.
Branco, da paz. Preto, do luto. Azul, dos meninos. Rosa, das meninas. Vermelho, dos namorados. Verde, dos animais. Roxo, dos emos. Laranja, do suco. Marrom, do chocolate. Amarelo, da sorte.

Preto, no Reveillon, dá azar. Branco, na roupa, dá uns quilos a mais. Azul de Bic, na calça, dá bronca. Rosa, na roupa, dá uma paty. Amarelo, no cabelo, dá a 'burra'. Verde, no dente, dá vergonha. Vermelho, nas bochechas, dá vontade de sumir.
*
Junte todas as cores, de todos os sentimentos, sensações e lembranças, e transforme sua vida. Não se limite ao preto e branco. Tenha cores sempre à mão, para iluminar sua vida. Não importa se seu estojo de é de 12, 24 ou mil cores, o que importa é a vontade de fazer com que tudo seja colorido. Pinte o seu mundo de todas os tons, de todos os sentimentos bons, de todas as sensações maravilhosas que existem. E trate de começar já, porque esse negócio de preto e branco já saiu de moda faz um tempo. :)


"A vida é da cor que a gente pinta."






Bom Dia!

Um dia cinza, mas nada que um sorriso não torne mais azul. Um dia especial, como todos os outros. Agora, café e to saindo pra dar uma caminhada. Já falei que caminhar eleva a auto-estima? Bem, tá citado. Talvez mais tarde eu falo nisso com detalhes.
Vai ver por aí eu encontro um par de olhos para refletir meu sol, que anda escondidinho.
Vai ver por aí eu encontro a mim mesma, que me perdi faz um tempo.
Vai ver por aí eu encontro alegria.
Talvez por aí eu encontre tudo que eu procuro, mesmo sabendo que grande parte dessas coisas estão escondidas bem dentro de mim. Melhor então... talvez por aí nos reencontremos.
[...]

terça-feira, 14 de julho de 2009

Fotografia


Vou sair por aí tirando fotos. Tirando fotos de tudo que eu achar bonito. Bonito por ser bonito. Bonito por ser mágico. Por me trazer alegria, saudade, tristeza, enfim, emoção. Isso mesmo. Quero me esquecer do tempo que nos corrói, que nos apressa e destrói nossa leveza. Quero me esquecer das tristezas do mundo. Quero esquecer que as pessoas têm sentimentos ruins. Quero me esquecer de lembrar de quem me fez mal, porque rancor só me torna igual àqueles que me feriram. Quero enxergar que em cada sofrimento há uma lição, pois precisamos de derrotas para nos sentirmos vitoriosos. Quero ver o que o mundo tem de melhor! Quero enxergar o que as pessoas têm de mais belo! Quero fotografar momentos raros, únicos. Quero fotografar felicidade.
Vou começar pelas crianças. Sim, claro. Quem não se importa com as contas no final do mês para pagar? Quem ainda não aprendeu a ser cínico e rancoroso? Quem ainda tem aquele sorriso leve e forte, que ilumina qualquer um que esteja ao lado? Quem valoriza as pequenas coisas da vida? Claro que são elas, com toda sua sinceridade, ingenuidade, carinho e entusiasmo. Vou fotografar crianças brincando no parque. Subindo tão alto no balanço que parecem ter a impressão de estarem voando. E então, eu vou recordar o quão boa essa sensação era quando tinha a idade delas. Ah! A idade! Maldita idade que faz com que nos tornemos amargurados e cheios de feridas mal curadas. Chega disso! Eu vou ser criança para sempre. Ainda há amor, por toda a parte.
Depois vou tirar fotos de todo o verde que cobre de esperança o mundo. Árvores, plantas, grama, flores. Ah sim! Flores! De todos os tons, pra eu me lembrar o quanto a mistura das cores pode ser energizante e claro, linda. Vou tirar fotos das borboletas, encatadoras pelo seu colorido perfeito e magnífico. As joaninhas repousando e as abelhas trabalhando. Os beija-flores com seus bicos finos e pontudos, voando para lá e para cá, atraídos pelo doce perfume das flores. E aí eu sigo fotografando, desta vez, o mar. Vou fotografar as ondas que me remetem às mudanças que ocorrem em nossas vidas que a transformam para sempre. Vou fotografar os caramujos que parecem estar esperando pela maré os recolher ou por uma menina curiosa os pegar e os guardar com carinho, como se tivesse valor igual a de um diamante, o quê, para ela, não é nada incoerente. É real. O significado que ela dá ao caramujo é o valor dela tê-lo achado, de tê-lo escolhido. Lhe pertence. Depois, fotos das gaivotas brancas como a paz as quais tentam se alimentar dos peixinhos que nadam pela superfície. E no fim, conseguem, apesar das dificuldades. Isso me remeterá às barreiras que a vida me impôs. Aquilo tudo que consegui vencer com equilíbrio interior, amadurecendo e evoluindo com o objetivo de ser uma pessoa melhor. Ainda há amor, por toda parte.
Agora será a vez dos namorados. Sim. Para eu enxergar a paixão que não percebemos vendo filmes, porque nada mais convincente do que a vida real. Fotografarei beijos, mãos dadas, olhares penetrantes, eu ficarei até envergonhada pela intimidade do casal, como se tivesse invadindo tal momento tão pertencente a eles, e a somente eles. Depois eu fografarei amigos, ou melhor, grandes amigos. Saindo por aí, rindo, falando trivialidades, fazendo piada da vida. Eu me lembrarei dos meus, agradecerei a Deus por eles existirem. Nada faria sentido se eles não estivessem ao meu lado, afinal. Saibam que eles me mostram o que a vida tem de melhor. Ainda há amor, por toda parte.
Então tirarei uma bela foto do Sol, com sua incrível força para fornecer vida a tudo e a todos que nos circundam. O princípio vital de tudo que há na Terra. Continuarei com fotos de desenhos de elefantes, dragões e cupidos, os quais, com minha imaginação, moldei nas nuvens que nos amparam lá de cima. Chegará a noite, eu fotografarei as estrelas com seu brilho intenso e reluzente que nos admiram de uma distância imensa e então me lembrarei dos olhos de quem amo, os quais também produzem o mesmo efeito sobre mim. Ainda há amor, por toda parte.
Fotografarei as pessoas indo para casa no final da jornada de trabalho, ansiosos e contentes para verem suas queridas esposas ou esposos e trocarem palavras de carinho. Fotografarei de novo as crianças, dessa vez, saindo do colégio, gritando e festejando, mesmo sem ter motivos aparentes para nós, os adultos frios. Fotografarei suas mães, pais, irmãos, tios e avós, sorrindo ao recebê-las de braços abertos. Fotografarei aquele abraço aconchegante e repleto de afeto. Então eu fotografarei um casamento. Para continuar a acreditar, vendo que sonhos podem tornar-se realidade. Ainda há esperança. Ainda há fadas com varinhas de condão. Fotografarei a noiva entrando, seu nervosismo e ansiedade visíveis, seus olhos que vão direto aos olhos de seu futuro marido, em exatamente dez minutos. Fotografarei os olhos fixos do noivo, admiradores da eterna beleza da amada e de tudo aquilo que se liga a ela. Ainda há amor, por toda a parte.
Então, para a surpresa de todos, vou fotografar um enterro, porque temos que aceitar a morte, sim. Nada de tristeza! Sabemos que saudade é normal e claro que dói, mas Deus têm planos para nós que não poderíamos imaginar, nem se pudéssemos. Fotagrafarei as flores que estão por cima do caixão, as pessoas chorando pelo ente querido que se foi. E então fotografarei a pequena menininha que não entende nada, ali em um canto, pensando no dia que poderá ver a pessoa novamente. E ela vai. Então, eu vou ao aeroporto, assistir a chegada das pessoas queridas que estavam longe há um longo tempo. Vou fotografar aqueles que chegam e aqueles que recebem com o singular brilho no olhar e o largo sorriso que toma conta do rosto inteiro, como se voltar a expressão séria não fosse mais possível. Eu vou passar pelas casas e espiar pelas janelas, na mesa de jantar se reúne uma família tendo uma reunião trivial no fim do dia. Uma foto de cada. Então eu vou para casa, satisfeita por ter visto que ainda existe, sim, bons momentos para ficarem na fotografia.
Agradeço, enfim, a Deus por ter nos dado a sua maior benção: o amor, e ele está em toda parte.

I Choose/ Do Dia

O amor. A felicidade. A paz. A leveza. O sorriso estampado. Os amigos verdadeiros. Chocolate. A família reunida. Cachorros. Casa de praia. A praia. Namorar. O coração cheio. O abraço apertado. Crianças. Minha irmã. Música boa. Céu com nuvens. Andar de mãos dadas. O nascer do sol. A realização. A completude. A plenitude. A liberdade.
Hoje, eu escolho India Arie.


India Arie - I Choose

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sintonia

É olhar para o outro e, sem trocar uma palavra, saber exatamente aquilo que ele quer dizer. É encontrar um refúgio silencioso naquele abraço apertado. É ligar para o outro no exato momento em que ele pensava em nós. É escrever as mesmas frases, mesmos poemas e mesmas músicas. É sorrir o mesmo sorriso, é olhar nos olhos com as mesmas intenções, é se comunicar apenas por um gesto. Sintonia é mais que amor, que amizade. Sintonia é um laço não somente de corpos, mas de almas. Almas que andam de mãos dadas, que riem do mesmo riso e choram do mesmo pranto; dividem os sonhos e os pensamentos, crescem e se ajudam mutuamente. Amigos, podemos escolher vários, mas nossas almas elegem poucos a quem se segurar. Somente aqueles que não se amam da boca pra fora, que se respeitam e que tem afinidade podem um dia vir a ter sintonia. Sim, vir a ter, porque ninguém sabe como acontece, mas quem sente consegue entender como é maravilhoso sentir que o outro pensa exatamente as mesmas coisas naquele momento. Sentir o outro mais que um amigo, um amante, um amor. Ver o outro, verdadeiramente, como um cúmplice. Obrigada às duas almas que andam de mãos dadas comigo por esse planeta, minhas inspirações pro post de hoje. Conversamos através de olhares e mesmo distantes, nossos corações batem no mesmo ritmo. Amo vocês.

Do Dia


Almas Gêmeas




Acredito que não existam almas gêmeas, almas que se completam. Afinal, Deus não cria espíritos aos pares. Se assim o fosse, seríamos incompletos. Acredito na teoria de que temos um certo grau de evoulução e pela energia que passamos, atraímos espíritos com o mesmo patamar evolutivo.
O que existe em minha opinião são almas com profundos laços de afinidade que se encontram aqui na Terra, e não por coincidência, claro. Almas com grande afeição mútua, com transferência de força e luz, com habilidade telepática.


Não devemos, em uma relação, esquecer de nossa individualidade, pois somos dois e não um. Isso não significa agir de forma egoísta, o certo é, sim, nos doarmos completamente, de corpo e alma. Mas sem esquecermos de nós mesmos, caso contrário, não teremos mais nada para doar.
Creio no poder que o outro tem de acrescentar em nossa vida através de inúmeras maneiras, espirituais e morais. As pessoas não se completam, elas se acrescentam. E se há cumplicidade, harmonia, se nosso coração sente que a energia passada é suficientemente boa para querermos a companhia de certa pessoa cada vez mais, então devemos fechar os olhos e escutar melhor do que o coração está tentando nos avisar. Pode ser amor.
Sim, eu acredito no imenso poder que o amor possui. Já que é o que temos de melhor. E acredito que muitas vezes nossa ignorância e nosso egoísmo têm potencial para fazer com que não compreendamos as situações apresentadas e nem os seres que convivemos. Por causa de nossas fraquezas, há discórdias que não constroem nada além de desapontamentos tolos. Somos subordinados a caprichos do amor-próprio, dos defeitos, dos preconceitos e de valores materiais. Quanto mais evoluídos, mais fraternos nos tornaremos, capazes de entender a nós mesmos e assim, ao outro.


Na realidade, existem diferentes níveis de afinidade entre os seres humanos e o que eles chamam de alma gêmea seria uma pessoa que teríamos um vínculo muito intenso, interesses afins, energia forte e uma vontade semelhante de evoluir moralmente. E mais, não necessiariamente temos somente uma alma gêmea. Podemos nos identificar com a alma de muitos, inclusive do mesmo sexo. O amor em suas mais variadas formas de demonstração é podereoso e divino. Quanto mais amamos, mais puros nos tornamos e mais nos afastamos do que nos torna fracos.



"É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade. Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria."

domingo, 12 de julho de 2009

Depois da Tempestade



Não importa quão violenta seja uma tempestade, sempre depois dela virá um dia de sol. Pode demorar, e a inquietude da espera torturar um pouco os corações ansiosos pela calmaria, mas o sol sempre volta. Muitas vezes, tempestades arrasam as nossas vidas, nos tirando o teto, o chão e o rumo. Desmontam nossos planos, desfazem nossos caminhos e destroçam nossos corações. Ficamos pra morrer. O mundo vai acabar, os dias são cinzas e nada mais tem graça. Revolvemos aquilo que restou em busca de algo que nos faça a ponte com o passado que perdemos, com as pessoas que se foram e os sentimentos que não estão mais lá. Nos desesperamos em manter ao nosso lado aquelas memórias, mesmo que não tão boas, por serem coisas já conhecidas. Tememos aquilo que desconhecemos.

Mas depois de alguns dias pensando em "por que isso aconteceu logo comigo?", o coração se abre para limparmos as cinzas e os restos daquilo que se foi. Lentamente, encontramos um novo caminho, tiramos a poeira dos sonhos, varremos o que era ruim e levamos o lixo para fora, não mais para baixo do tapete. De repente, a energia se renova. O céu está limpando, e o vento leva calmamente as nuvens escuras embora. O sorriso brota novamente no rosto, e assim começamos a cura. Processo lento e doloroso, porque em muitas horas bate a saudade do antigo, confortável e calmo, mas irreversível.

Depois do sorriso, vem a calma e, com ela, a leveza. A risada agora sai fácil, a esperança volta a bater e os olhos voltam a enxergar a cor do céu, que não está mais encoberto. As cinzas foram limpas, e agora enfeitamos a nova moradia com flores. Cansados, depois de uma arrumação tão exaustiva, deitamos e adormecemos. No outro dia, logo cedo, somos acordados por uma luz forte e, quando conseguimos abrir os olhos, percebemos que é o sol. O céu está limpo, e os olhos brilham com toda luz de uma alma lavada. O campo está verde, as árvores tem frutos e os jardins tem flores. Os pássaros cantam, a brisa sopra leve e a paz é completa. Finalizamos um ciclo, e ainda bem que o sol voltou. Claro, ele sempre volta.

"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem..."

sábado, 11 de julho de 2009

Do Dia

"Deixa de tolice, veja que eu estou aqui agora
Inteiro, intenso, eterno, pronto pro momento, e você cobra
Deixa de bobagem, é claro, certo e belo como eu quero
O corpo, a alma, a calma, o sonho, o gozo, a dor e agora para
Será que é tão difícil aceitar o amor como é e deixar que ele vá?
E nos leve pra todo lugar como aqui
Será melhor deixar essa nuvem passar, e você vai saber de onde vim
Aonde vou e que eu estou aqui..."

Ana Carolina - Mais que isso -Ao vivo

Sobre a paixão e afins


O que será que faz nos apaixonarmos por uma pessoa? O que faz despertar em nós aquele sorriso bobo, as asas nos pés e as borboletas no estômago? Cientistas dizem que é o cheiro, uma explosão hormonal. Muitos filósofos e religiosos acreditam que é o encontro de duas almas gêmeas, predestinadas. Eu acredito que não haja explicação. Teorias à parte, é engraçado tentar imaginar porque é justo por aquela pessoa que não gosta de nada que você gosta, que seu coração bate mais forte. É por ela que as mãos ficam suadas, que o sorriso fica fácil e os olhos brilhantes. Seus gostos, opiniões, são completamente diferentes. Suas preferências não batem. Escolher um filme, um sabor de pizza e uma trilha sonora que agrade aos dois é missão complicada, digamos que muitas vezes impossível. Mas o prazer de ter aquele alguém ao seu lado é superior do que a sua aversão aos filmes de guerra que ele tanto adora.

Paixão é uma coisa esquisita, ou pelo menos eu acho. De um dia pra outro, aquela pessoa que era só mais uma na multidão, passa a ser a sua fonte de inspiração para cartas intermináveis, a razão de todos os sonhos do coração e o pensamento incessante naquele alguém. E também, de uma hora pra outra, acaba. Aquela magia, o encantamento, desaparecem. Se a paixão não encontra forças suficientes para se transformar em amor, o sentimento morre e aí ninguém sabe o que fará o coração disparar de novo, nem quanto tempo isso vai levar.

Muitas vezes me pego pensando que seria bom se dentro dos nossos corações houvesse dois botões, algo como liga e desliga. Teríamos controle dos nossos sentimentos, nos apaixonaríamos pelas pessoas 'certas' e não sofreríamos tanto. Mas aí penso um pouco melhor, e a mágica de se apaixonar pelo novo, pelo desconhecido, vale o risco. Vale uma dorzinha depois, um pouco de choro e alguns dias com aquela sensação de que o mundo pode acabar e eu quero morrer. Porque se tudo fosse conhecido, não teria a menor graça. É boa essa coisa que nosso coração tem de nos pregar algumas peças, é bom sabermos que tem coisas que simplesmente não podemos controlar. É ainda melhor quando esse sentimento vem, nos arrebata e percebemos que é recíproco. A natureza sabe o que faz, e que me perdoem os cientistas e filósofos e religiosos, mas amor é pra sentir e não pra entender.