quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Maresia


"Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido...
Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia...
(...)

Não buscaria conforto
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro
Não pensaria em dinheiro
Um amor em cada porto
Ah! se eu fosse marinheiro..."
(Adriana Calcanhotto)

Orfeu


Na mitologia grega, Orfeu era poeta e músico, filho de Apolo, e da Musa Calíope. Era o músico mais talentoso que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. Ganhou a lira de Apolo. Alguns dizem que Eagro, rei da Trácia, era seu pai.
Foi um dos cinquenta homens que atenderam ao chamado de Jasão, os argonautas, para buscar o Velocino de Ouro. Acalmava as brigas que aconteciam no navio com sua lira. Durante a viagem de volta, Orfeu salvou os outros tripulantes quando seu canto silenciou as sereias, responsáveis pelos naufrágios de inúmeras embarcações.
Orfeu apaixonou-se por Eurídice e casou-se com ela. Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou. Por causa disso, as ninfas, companheiras de Eurídice, fizeram todas as suas abelhas morrerem.
Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro Caronte a levá-lo vivo pelo rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões. Seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.
Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua esposa, a deusa Perséfone, implorou-lhe que atendesse o pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.
Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice o estava seguindo.

Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma (ou em outras versões uma estátua de sal), seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em desespero total, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda de sua amada. Posteriormente deu origem ao Orfismo, uma espécie de serviço de aconselhamento baseado na doutrina espírita, ele ajudava muito os outros com seus conselhos , mas não conseguia resolver seus próprios problemas, até que um dia,furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"
Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu à sua amada Eurídice.
Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em carvalhos silenciosos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.
Algumas interpretações deste mito, dizem que as pessoas que se dedicam a ajudar os outros, (Psicologia, psiquiatria, assistente social e até mesmo aqueles que fazem muita caridade), são pessoas que reconhecem que sofrem ou sofreram algum problema grave e agora buscam estas áreas tentando evitar que os outros, sofram o que eles sofreram, ou seja, é aquele que cura mas que não consegue se auto curar.Dizem ainda que no fundo essas pessoas estão se auto enganando, pois evitar que os outros sofram, não vai apagar o que eles mesmos sofreram.

Eu Não Existo Sem Você

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo
Levará
Você de mim
Eu sei e você sabe
A distância não existe
E todo grande amor
Só é bem grande
Se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos
Me encaminham
Pra você
Assim
Como o oceano
Só é belo com o luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim,como viver
Sem ter amor
Não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo
Sem você

Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Nocaute


"The course of true love never runs smooth."


Estava indo dormir mais cedo hoje, mais precisamente agora, quando resolvi dar uma olhada em qualquer coisa aqui na internet. Eis que me aparece essa frase acima... E fiquei pensando, porra isso tem que vir parar no blog. Concordo plenamente com a citação, seja ela de quem for. Quando nos apaixonamos, nada acontece em câmera lenta, pelo contrário: queremos acelerar tudo. Acelerar logo essa aula para encontrar aquela pessoa nos esperando na saída. Acelerar os meses para poder estar já há anos com a mesma pessoa. Acelerar os passos para chegar na casa dela, para chegar o final de semana, para acabar mais um ano.


Quando nos apaixonamos, é como se fossemos nocauteados. Estamos lá, confiantes e seguros no ringue quando, com um movimento em falso, ficamos completamente desprotegidos e somos surpreendidos por um punho direito rumo à cara (ou ao coração, no caso). A diferença que, quando a porrada é na cara, é só colocar um gelo e fazer um pouco de repouso que em seguidinha o rosto bonito volta ao devido lugar. E quando o baque é no coração? O corpo está intacto, e a luta nem chega perto do fim. É só o primeiro round.


É aquela pancada que nos dá mais vontade de lutar. Aquela vontade irresistível de só estar com aquela pessoa, seja aqui, ali ou em qualquer lugar. Aquela saudade que corrói, que o peito aperta e que o corpo dói mais do que com qualquer nocaute do mundo. Qualquer soco de peso pesado fica levinho e sem impacto perto da porrada que o coração leva quando está desprevenido. Ligamos, procuramos, jogamos aquele esconde-esconde, provocações. E quando a nossa estratégia funciona, chega a hora da rendição, de fazer o outro crer que foi o vencedor de uma luta há muito empatada, para aproveitar a água gelada e a massagem do canto do ringue. Já não importa mais o vencedor, ambos foram nocauteados pela mesma sensação. E, felizmente, os corpos estão intactos para aproveitar a comemoração.


P.s.- e não, eu não entendo droga nenhuma de boxe.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A limpa


A questão de hoje é: por que nos boicotamos? Por que queremos tanto despistar nossos medos, encobrir defeitos, colocar a sujeira pra baixo do tapete da sala de estar? Essa, tão aromatizada e luxuosa, cheia de enfeites e relíquias preciosas. Para quê essa mania horrorosa de fingirmos e dissimularmos o que queremos realmente fazer? E o pior disso tudo, o que já parece bem trágico, é que na maioria das vezes demoramos muito tempo pra nos darmos conta das causas das nossas ações, antes tão racionalmente resolvidas. Hoje: caminhos tolos e bestas de uma mente que não aceita tudo que pode não ter. Mas, como tudo na vida há o lado positivo, descubro atualmente o que fazer para não cometer os mesmos erros. Recomeçar. Mas não rererecomeçar.. quero recomeçar de uma vez por todas. Já cansei de me sabotar. E olha que eu sou muito boa nisso.

Dessa vez vou armar estratégias para conseguir chegar no que eu quero: esquecimento. Eu tenho simplesmente duas opções muito claras a minha frente: sofrer ou não. Um caminho posso estar até mesmo me iludindo e parecer estar muito bem, o que eu sou melhor ainda no requisito orgulho e aparências. Apesar de este texto parecer super melodramático, além de uma confissão, é uma libertação. Este choro e estas palavras sufocantes e ensurdecedoras não me pertencem mais. Quero soltá-las ao vento como os grãos de areia que voam da mão de uma criança na beira do mar. Quero ser sincera comigo mesma, com os outros e não arranjar desculpas, disfarces, máscaras. Quero liberdade, intensidade, entrega. Sem medos, sem receios. Não quero substituir, quero encontrar algo muito melhor. O que eu quero pra mim? Talvez não ter funcionado foi o melhor que me aconteceu, enfim. Por que tanto medo de viver? Mais fácil viver de ilusão? Me parece tão contraditório viver de ilusão se não é real e isso me frustra. Estou cansada de fugir, de fingir, de mentir. Estou cansada de viver de memórias, de sonhos incertos, de pesadelos reais. Quero alguém de carne e osso, que me dê motivos verdadeiros e suficientemente fortes pra eu sorrir. Já cansei de pó. Já varri até debaixo do tapete e joguei pela janela. E junto, tudo aquilo que me atordoava, mesmo que inconscientemente.

I will always Love You

Segundas Chances


Não importa o quanto erramos, sempre teremos mais uma segunda chance. Talvez sua próxima chance não será com aquele que você considerava o grande amor da sua vida, e sim com aquele que você vai descobrir ser realmente O cara. Talvez sua próxima chance não será naquele mesmo emprego onde você ganhava bem e já estava acostumado com o pessoal, e sim naquela mega empresa que sempre foi seu sonho e que parecia tão distante. E talvez até descubra que os acontecimentos, ao acaso, ganharam muito mais valor e beleza diante dos seus olhos do que se tivessem sido planejados como passos em busca de um tesouro.

O tesouro que buscamos é nossa felicidade. Aquela felicidade de transbordar o coração, capaz de fazer todos os dias acordarem com o sabor de algodão doce, tudo cor-de-rosa. E muitas vezes, na busca desenfreada por essa sensação, acabamos atropelando as coisas e as pessoas. Atropelamos quartas lindas, porque estamos doidos para que chegue o sábado. Atropelamos o namoro, para ficarmos "para sempre" com aquele que amamos. Quando chega o esperado sábado, nuvens carregadas, chuva densa e nossos planos de churrasco na praia trocados por um filme que encontramos atirado na estante. Sorte que, daqui a pouquinho, haverá outra quarta-feira e mais uma chance de aproveita-la como se nunca fossemos alcançar o sábado.

O destino se encarrega de dar, a todos nós, muitas segundas chances, para sermos felizes e vivermos como desejamos. Ele nos traz pessoas, lugares e sensações novas, ou até mesmo resgata aquelas do passado para que possamos tentar mais uma vez. Deus nos dá a chance de virmos novamente, em outros corpos, para aperfeiçoar agora o que não conseguimos em uma outra vida. A natureza nos dá a chance de respirar, de sentir, de enfeitar nossos dias com sóis, estrelas e flores. Então também dê a si mesmo outra chance... De aproveitar a quarta-feira, ou a quinta ou o domingo. Para se curar, abrir o coração, quem sabe até encarar uma nova paixão. Para trocar os mais velhos pelos mais novos, ou o contrário. Para admirar o horizonte com outro alguém, para se permitir ser leve e voltar a voar. Para acreditar. Entregue-se de corpo e alma, e viva como se não houvesse amanhã. Porque hoje o dia foi lindo, mas os raios já começam a cair.

Do you wanna dance with me?


Let's dance, darling
Do you wanna dance with me under the moonlight?
We could follow our footsteps
We could fly just for tonight
We could be birds and don't spoil the great final
Just leave with me away
I wanna be by your side today and always
I wanna love again
I wanna love you
I wanna you right now, right here, in front of me
I wanna turn you on and turn you off every moment I want to
I wanna dance with you
Here, there and anywhere
Just me and you
Let's dance and dream of our dreams
Our cumplicity of dreaming about the same dreams
Let's share this really magic moment with laghs and music
Let's take a wine and admire the great sea
Let's sleep and wake up without being apart
Let's make love tonight
We could dance all night along.
We could dance on the clouds, in front of your house, in the middle of the street
We could shake right on the corner of my heart
We could kiss when the rain falls down on our faces
Just you, me and the stars.
A real and magical start
We could do all we want to
Just you and me, forever.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mais do Medo


"[...] Em parte porque existem tantos detalhes na justificativa desse medo, que eu não poderia reuni-los no ato de falar de modo mais ou menos coerente." (trecho de Carta ao Pai, Franz Kafka)


Estou morrendo de medo, e não consigo escrever sobre isso.
Só isso então... Medo.
Ele paralisa até minhas palavras.

domingo, 30 de agosto de 2009

Vidão

Há pouco fui perguntada sobre o que eu faço além da faculdade... e pensei que não faço nada nada nadinha de interessante. Falei que, além das minhas aulas, eu corro, ajudo a cuidar da casa, leio e compartilho um blog. Nunca escalei o Everest, não faço rafting nem salto de bungee jump, não ando de asa delta pelo Rio de Janeiro, nunca ganhei na mega sena nem tive uma cena de ação digna de um filme de Hollywood. Mas seria muita crueldade achar que, por não ser assim, eu não faço realmente nada memorável.
Assisto ao nascer do sol na maior praia do mundo, e vivo nela. Corro com o meu cachorro, que é o melhor parceiro do mundo pra uma corrida. Tenho uma família linda, linda. As melhores amigas e amigos do mundo. Sou cercada de gente que me ama e que me quer bem. Sento de madrugada para beber vinho, conversar e pensar em como a minha vida é boa. Tenho saúde, tenho amor, tenho felicidade. Posso não ter muito dinheiro, nem viver uma vida cheia de aventuras. Mas tenho, certamente, uma vida maravilhosa.
Vidão não é ter o carro do ano, nem viver uma vida inteira quase morrendo de tanta adrenalina. Pra mim, vidão é beira da praia com o meu cachorro, minha melhor amiga e um belo pôr-do-sol. Vidão é saber admirar os pequenos presentes que o destino me dá, todos os dias. Vidão não precisa ser aquele que vai ganhar um prêmio Nobel, virar milionário ou fazer o mundo inteiro cair aos seus pés. Vidão, certamente, é aquele que chega no último dia da sua vida e tem certeza de que faria tudo de novo. E eu com certeza o faria.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Banquete do Amor


Estava assistindo a este filme hoje, "Banquete de Amor" e me deparei com um momento em especial. De todos os belos momentos que o filme apresenta, especialmente um me instigou mais. Me fez refletir. Enquanto meu amigo achava tudo aquilo muito simples, eu mergulhei naquela situação, me pondo no lugar da personagem. O fato é que ela se casava com um homem que não tinha certeza se amava. No fundo ela sabia a resposta sincera, mas não é tão simples sermos francos conosco. Talvez seja a parte mais difícil nos relacionamentos e o maior prejudicado somos nós mesmos. Eu falei "deve ser horrível casar com alguém que tu nao tenha certeza amar." Meu amigo, espantado, falou alto "Não sei prá quê casar então!!!!" Por conseguinte fiquei refletindo: ele não sabe o quanto as pessoas podem ser complicadas, o quanto elas podem se enganar, mesmo que insconscientemente, e o quanto elas são fracas e inseguras. Afinal de contas, ela estava casando, segundo ela mesma, com um cara que não era feio, não era arrogante, não era ciumento, não era rude, não era mal educado, não era casado, não era nada mal. Faltou ela dizer o mais cabível negativo que ela não disse. O "não o amo". Complicado admitir o que não é o ideal. No fundo ela queria amá-lo. No seu íntimo ela sabia que esse coletivo de adjetivos que o caracterizavam como uma pessoa não isso ou aquilo, o tornava verdadeiramente amável, porém não por ela.

Eu fiquei imaginando, na hora do sim, o desespero interno. Várias vozes gritando ''não faça isso com sua vida!'" "Fuja!" "Saia correndo, agora!". Apesar de tudo isso, a gente diz sim. Sim à rotina confortável, ao embaraço de laços tão indestrutíveis quanto pó e tão confusos como a neblina. Por que aceitamos o amor acomodado ao invés da paixão devastadora? Por que e para quê a pressa? Será medo de nos encontrarmos sós? Mas de que valem relações construídas e baseadas em falsos sentimentos? Ou até mesmo não falsos, mas "não amor"? Será mesmo preferível ter uma companhia agradável do que continuar na luta pelo grande amor?

Eu duvido muito. De todas as personagens do filme, era no lugar dela que eu menos gostaria de estar. Até mesmo a mocinha que casa e seu jovem esposo morre, ela esperando um bebê dele. Que triste, mas tudo menos a mulher desiludida por não amar seu companheiro. Eu gostaria de sentir o que aquela outra, sim, sentia. Era amor. E tantos outros que sofrem, mas o sentem nas veias de seus corações junto de todas as sensações causadas por todos os hormônios liberados pelo sentimento chamado de amor. Não quero passar por tal sensação de estar jogando minha alegria fora, minha vivacidade, minha liberade, minha esperança. Quero estar nas nuvens no dia de meu casamento e com toda a certeza dizer sim. Sim para a vida, sim para o amor.

A vida também me ensinou uma lição hoje. Aquela que a moça do filme não aprendera antes de dizer o sim. Uma atitude complicada, mas uma vez decidida, imbatível. Ela é perfeita por obter equilíbrio, por conseguir a verdade e seguir o caminho do coração. O segredo está em sermos sinceros. Em não nos iludirmos, tentando sentir algo que não sentimos. Afinal, não podemos culpar ninguém por amar outra pessoa. O amor não se escolhe, é a mais pura e bela obra divina. Quem somos nós, quem sou eu para julgar o que é melhor? Nossas vidas está em Suas mãos. Nosso único dever é saber ouvir, sentir, enxergar o que o nosso coração tem a nos mostrar. Nada é por acaso, tudo tem uma razão, mesmo pequena de ser, o que acarretará consequências nas nossas vidas. Acredito que quando fazemos o bem, ele retorna. Então se hoje recebi um não, amanhã muito bem posso ver tal momento como um aprendizado, como algo que tenha me tornado mais forte, mais integra, mais equilibrada. Estou sendo paciente e tolerante, acreditando que tudo isso não é e nem será em vão. Nada é. Um dia ainda vou agradecer pelo dia de hoje. Tenho certeza. Mesmo no presente, já vejo que as coisas darão certo, porque todos os envolvidos estão agindo de boa fé, sendo maduros e sinceros.
Portanto, que os mistérios e as incertezas de hoje se clareiem com o passar do tempo, o encarregado de nos mostrar o que o futuro nos reserva.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Nova Loira do Tchan

São seis da manhã, mais uma vez a insônia tomou conta de mim e resolvi baixar algumas músicas do meu "passado". Chiquititas, Eliana, Xuxa, Angélica, Sandy & Júnior, É O Tchan, e mais uma centena de coisas divertidas dos meus 5 aos 10 anos. Coloquei pra tocar minhas novas musiquinhas e fui pra cozinha, quando começa a tocar a que dá título a esse post, "A Nova Loira do Tchan". Comecei a rir, me deixa explicar...
Nunca fui gostosa nem me destaquei por um físico espetacular. Não tenho 60 de cintura muito menos 105 de bundinha (que bonitinha), e queeem me dera o 1.70 de altura. Mas, pensando bem, eu já fui a nova loira do Tchan. A única loira entre as amiguinhas, então era eu quem entrava em ação quando essa música começava a tocar. Corria pra dançar aquela que era dedicada "a mim". Já fui também a Britney Spears, também pelo quesito 'loirice'. Era eu que ficava à frente das meninas, nas coreografias de roupa colegial que a gente apresentava na escola, dublando feliz da vida, já que recém começara o cursinho de inglês e me achava O máximo cantando "Baby One More Time", com direito a pompom cor-de-rosa no cabelo e camisa branca emprestada da mãe.

Mas nunca fui Sandy, logo aquela que eu adorava mais que todas as outras. Por muito tempo me tranquei no quarto imitando o Imortaaaaaaaaaaaaaaaal (que eu nunca consegui nem de perto), desejei ser morena e cortar uma franjinha pra poder ser a Sandy. Cortei o cabelo em "V", quando era moda e ela usava assim. Mas nas brincadeiras, muito briguei com as colegas porque elas diziam "tu não parece com a Sandy, tu é loira e ela é morena". Elegiam outra pra Sandy e deu pra mim. Não vou negar, também fui Xuxa. Fui Angélica. Fui Kelly Key. Acabei entendendo que não poder ser a Sandy também tinha as suas vantagens. E fui feliz pra caramba.

Fui de loira do Tchan a Xuxa, passando por muitas. E hoje eu sou Gabrielle. Continuo sendo a única loira entre as amigas e ainda danço na frente do grupo quando tenho a chance, mas finalmente eu me entendi, e perdi a vontade imensa de ser a Sandy que minhas mechas loiras nunca me permitiriam ser.




P.S.- e ah, nem de longe me chamam mais de Kelly Key, nem de Carla Perez, muito menos de Sheila qualquer coisa. Finalmente as coleguinhas entenderam que definitivamente eu não tenho 105 de bundinha.

Indiferença

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

(Saulo Cavalcante)
P.S.- feliz ou infelizmente, só me resta indiferença.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mania de Você

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pra Você Eu Digo Sim!

Nunca pensei em casamento. Na verdade, nunca fui a um casamento. Sempre fui daquelas que tinha certeza de nunca encontrar alguém para passar a vida toda junto, sempre fui inconstante, sempre "da pá virada". Nunca sonhei com véu e grinalda, nem pensei nos nomes dos padrinhos e dos meus filhos, muito menos na vasta lista de parentes e no salão imenso que teria que arranjar para abrigar minha família toda numa ocasião especial. Nunca sonhei em ter uma casa de praia pra envelhecer com o amor da minha vida, nem em encontrar travessas inox Tramontina como meus presentes de casamento.
Sempre quis independência. Sempre gostei de companhia, mas não o tempo todo. Dormir junto é bom, mas se esparramar sozinho na cama é muuuito melhor. Sempre gostei de carinho, sempre fui romântica, e acho que por isso tenho essa coisa com o casamento. Se já não é fácil segurar na boa um namoro onde os dois dormem juntos no final de semana, imagina com o maridão deixando cueca no chão do banheiro e babando na minha fronha favorita, até que a morte nos separe? Ah, por favor!


Maaaaas, como papai do céu castiga as radicalistas que desejam acabar com essa instituição 'sagrada' e o dinheirinho que o pobre padre arrecada celebrando essas cerimônias lindinhas, eu fui punida. E exemplarmente, convenhamos. Papai do céu me fez sentir aquilo que provavelmente esses seres "casantes" sentem quando decidem juntar as escovas de dentes perante Deus e o padre do dinheirinho. Senti, pela primeira vez, que poderia passar o resto da minha vida com uma só pessoa. Com ele, eu dividiria uma cama todos os dias. Pode ser de casal ou de solteiro, se for de solteiro é ainda melhor porque aí tu coloca a perna por cima de mim. Pode babar na minha fronha favorita, ou em qualquer outra fronha, pode até babar em mim. Pode roncar no meu ouvido. Ganharia travessas inox Tramontina e ainda me esforçaria na cozinha para depois colocar a comida nelas. Deixaria a rotina nos pegar, e mesmo na correria do dia-a-dia eu ainda seria a mulher mais feliz do mundo. Planejaria o nome dos filhos e contigo teria todos eles, fossem um, dois ou cinco. Deixaria que me visse com ou sem roupa. Permitiria que me visse envelhecer.


Contigo teria orgulho das marcas que o tempo faz, e celebraria todas elas como aniversário da minha felicidade ao teu lado. Tu não és o mais bonito, nem o mais alto, nem o mais charmoso. Mas tu és o único que desperta essa felicidade incontrolável em mim, o único que me faz querer dormir e acordar o resto da minha vida aturando um ronco e ainda rir se tu deixares uma cueca pelo meio da casa. Casaria na igreja. Mesmo que isso pedisse véu, grinalda, padrinhos vestidos de cores horríveis e de novo o pobrezinho do padre. Juraria amor e fidelidade, mas juraria muito mais que isso. Juraria companhia, cumplicidade, honestidade e a certeza de tentar fazer cada dia ser melhor pra nós dois. Só os teus olhos, que tem essa cor tão diferente, eu poderia aceitar durante toda uma vida como os olhos que vigiam meu sono. Beijaria apenas os teus beijos, abraçaria teus abraços, sonharia junto a ti os meus sonhos. Contigo eu dividiria não só o meu humor oscilante e minhas ideias malucas, mas compartilharia toda minha vida. Assim, sem razão e sem pudores.


Pra você eu digo sim. E você, o que diz pra mim?

Ajuda

Por que é tão difícil fazer a coisa certa? Na realidade, o complicado é saber o que é o certo. Se soubessemos o que aconteceria depois de termos escolhido certas atitudes, pensamentos, maneiras de lidar com problemas e com os outros, tudo ficaria simples. Saberíamos qual caminho tomar. Essa indecisão, fruto da insegurança, me abala, fazendo com que esqueça de procurar meu equilíbrio interior. O ideal é agir com perseverança, doando o melhor de mim, sem medo de me arrepender, porque, fazer o bem aos outros é muito prazeroso e gratificante. Não há nada a temer. Sinto como se eu aparecesse na vida das pessoas por um motivo maior. Eu não sei bem se eu sou a causa ou a conseqüência. Visto que cultivo o ato de ajudar ao próximo, as pessoas percebendo isso, confiam em mim e acabo por ajudá-las? Ou sou personagem de algo maior, desta forma, surjo propositalmente na vida das pessoas a fim de ajudá-las? Sinto que, sim, sou sempre passageira. Não houve nenhum caso amoroso que tenha vindo pra ficar, sinto que apreciam minhas opiniões, meu modo de ver e pensar, que eu acrescento algo neles, necessitam de mim por um tempo limitado, e quando a missão está cumprida, se vão. Pensando desta forma, não há rupturas, simplesmente aprendizados e missões cumpridas. Desta maneira posso ajudar mais e mais gente. Se somos tão mesquinhas e egoístas, se eu preciso me interessar para ajudar. "Preciso de contato para entrar em contato." Não vou subir num palanque e sair analizando situações alheias, distribuindo conselhos e dissiminando a paz. É necessária uma relação mais profunda, mesmo que rápida. A melhor maneira de ajudar é fazer amigos. Esses sim, não se vão. A amizade é um amor que nunca morre. Talvez quando alguém que tenha algo a me oferecer, uma missão para cumprir, algum propósito, divino ou não, de me auxiliar espiritualmente, venha para ficar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Who's gonna drive you home tonight?


Hoje, um momento mágico: minha mãe, o tempo, a trilha sonora.

Estava no meu quarto, deitada na cama, olhando pro céu e pensando nas coisas que passaram por mim. De repente, é como se um filme tivesse passado na minha cabeça. Fiquei até com medo de morrer depois, eles dizem que é isso que acontece segundos antes de ir pro andar de cima, não é? Deixando as brincadeiras de lado, eu realmente nunca tive uma sensação tão forte de passado como nesta manhã. Não sei se foi a música, não sei se foi o azul, a minha cama macia, mas as lembranças tomaram conta de mim e de um jeito fascinantemente rápido! Tanta coisa aconteceu em 18 anos. Mudei tantas vezes de lugar, até mesmo de país, foram 3 diferentes. Mudei tantas vezes de 'estado civil', de colégio, de companhias. De ideologias, atividades, gostos, manias, radicalismos. Mudei milhares de vezes de cabeça, já arranquei meu coração, ja resgatei, já me fiz em mil pedaços, como dizia Renato Russo, já cresci, já caí, já passei por maus bocados. Aprendi valores com tudo que sofri, amadureci mais do que se tivesse ficado parada em um mesmo lugar, mas aí não seria eu.

E de repente me vi ali. Me observei deitada em minha cama bagunçada, com um baú de lembranças. Em dez minutos eu tinha aula de biologia. Pensei na rota que estou traçando, no caminho que escolhi. E quase saí da minha melancolia para cair na vida real quando minha mãe entra no meu quarto, com os olhos brilhantes: "filha, escuta essa música." Eu sorri. Ela disse: "Eu tinha dezesseis anos. Eu estava no Rio quando ela foi lançada. Faz tanto tempo." Ela não precisava dizer a frase que viria a seguir, eu senti no meu interior mais profundo o quanto aquela trilha sonora um dia já fez parte da vida dela. Fiquei imaginando quais momentos ela teria servido para embalar suas mais fortes emoções. Um beijo, um abraço, uma despedida, um pensamento em alguém distante, um futuro incerto, amores.

A música é minha trilha de hoje. Vinte e cinco anos depois, a cena se repete. Eu estava ali adormecidamente acordada sonhando com a música. Eu estava completamente embebecida de saudade, de ansiedade, de esperança. Um passado bonito e um futuro incerto. E a mesma sonoridade me convidando para dançar junto.

Minha mãe também mergulhou em suas lembranças. Certamente, histórias retomaram vida em sua mente, por dois minutos. Como as minhas o fizeram instantess antes dela abrir a porta. Não vou esquecer seu olhar. Pude sentir sua saudade em mim. Pude sentir sua juventude. Sua energia. Aquela menina ainda existe dentro da mãe que tomou lugar. E nunca morrerá. Ela finalizou "Que saudade!"

Filmes diferentes, a mesma bela trilha.


"Who's gonna tell you when,
It's too late,
Who's gonna tell you things aren't so great.
You cant go on, thinkin'
Nothings' wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight.?
Who's gonna pick you up,
When You fall?
Who's gonna hang it up,
When you call?
Who's gonna pay attention,
To your dreams?
And who's gonna plug their ears,
When you scream?
Who's gonna hold you down,
When you shake?
Who's gonna come around,
When you break?
You can't go on, thinkin',
Nothin's wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight?"

The Cars - 1984

Insônia


Há dois dias eu mal durmo. Assalto a geladeira. Vejo um filme. Converso no msn. Descubro algum cd bom para ouvir. Como mais um pedaço daquele bolo que tá maravilhoso. Leio trechos de livros. Marco minhas poesias com post-it coloridos. Arrumo a cama. Deito nela. Lembro que tem jogo, e levanto pra dar uma olhada. Assisto ao jogo inteiro. Tomo banho. Olho o celular, já são quase seis da manhã! Ah, vou deitar um pouco no sofá que com certeza eu durmo... Agora são quase sete horas. Levanto, mais uma vez. Mais comida. Mais filme. Mais msn. Mais música. Mais post-its. Mais cama. E ainda menos sono. Quando olho pela janela que esqueci aberta, o dia está claro. Lindo. Vejo o sol, e vejo porque meu sono não vem. Você está aqui dentro, insone, de um lado pro outro. Caminhando nos meus pensamentos, se mudando daquela barraca improvisada e construindo uma casa definitiva no meu coração. Fecho as minhas janelas, e você anda impaciente aqui, zanzando em mim. Enquanto você não chega, eu vou dormir. Se é sonhando que eu posso te encontrar, eu fui. Boa noite, meu bem.

Virtudes e Defeitos


Escondemos nossos maiores defeitos atrás de nossas maiores virtudes. Somos altamente capacitados para transformar situações e sairmos muito bem delas. Somos espertos, mesmo que alguns o façam por instinto. Não queremos parecer fracos, não todo o tempo, diante das pessoas, principalmente se ainda não as conquistamos. Então, escondemos. Dissimulamos. Aparentamos o que não somos realmente. É claro que tem muita gente simples, transparente por aí. Mas a maioria joga. Incorpora personagens, atua, e gosta do papel que interpreta. Mas no fundo, há muito escondido. O que torna tais pessoas muito mais interessantes. É uma arte desvendar o comportamento humano com suas inúmeras facetas.

Vamos idealizar alguém que seja muito espontâneo, muito extrovertido, aquele animador da galera mesmo, sempre sorrindo, sempre bancando o palhaço, o comediante da turma. Todos pensam que é extremamente bem resolvido e há alegria de sobra. Incrível como não nos damos conta de que, muitas vezes, aquilo só é uma fuga, provavelmente de insegurança, carência, falta de atenção em casa. Uma pessoa que é mentirosa, aumenta os acontecimentos, vive no mundo da fantasia, pode ser uma pessoa muito insegura que precisa se auto afirmar, fazer com que suas histórias sejam melhores do que realmente são, porque não são comuns. Aquele tipo de pessoa que tudo acontece com ela. Uma pessoa que seja totalmente fechada, fria, calculista e insensível pode apresentar os mais intensos sentimentos, só que os esconde, provavelmente porque tenha se machucado já ou tenha muito medo simplesmente de se expor, com medo de que aconteça talvez o mesmo que sucedeu com algum ente próximo. Talvez seja fruto de sua educação rígida e sufocante, afinal, o medo dos pais passa para os filhos. Uma pessoa que aparenta ser muito forte, até mesmo parece imbatível, não passa de um bebê que precisa de colo quando cai do balanço, gritando 'mãnhêêê!'. Alguém que se sente, na realidade, só, procura em muitos o que não tem em poucos: amizade verdadeira, amor, afeto, relações sólidas e intensas. A solidão pode ser despistada com amigos virtuais, com festas, companhias instantâneas. Um belo sorriso e um papo agradável, a noite não virá só e tal pessoa estará sempre acompanhada pelos mais diversos tipos diferentes de 'amigos'.

Impressionante, não? Esta máquina cheia de curiosidades e peças inusitadas. Ligações fantásticas, reinventadas pelo nosso inconsciente. Despreparadamente nos defendemos melhor do que podemos imaginar. De um jeito talvez torto, mas do único que conseguimos.

A solidão vira companhia em excesso. A carência vira afetuosidade demasiada. A insegurança vira 'contador de histórias'. O medo vira frieza. Fraqueza vira força. E há sorrisos, há olhares, há maneiras. Há mil papéis, mil roteiros, mas só um palco. Faça o melhor que puder, atuando ou não.

domingo, 23 de agosto de 2009

Realize

"If you just realize what I just realized, then we'd be perfect for each other.

(...)

Take time to realize, I'm on your side. Didn't I, didn't I tell you?

But I can't spell it out for you. No, it's never gonna be that simple."