quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Nova Loira do Tchan

São seis da manhã, mais uma vez a insônia tomou conta de mim e resolvi baixar algumas músicas do meu "passado". Chiquititas, Eliana, Xuxa, Angélica, Sandy & Júnior, É O Tchan, e mais uma centena de coisas divertidas dos meus 5 aos 10 anos. Coloquei pra tocar minhas novas musiquinhas e fui pra cozinha, quando começa a tocar a que dá título a esse post, "A Nova Loira do Tchan". Comecei a rir, me deixa explicar...
Nunca fui gostosa nem me destaquei por um físico espetacular. Não tenho 60 de cintura muito menos 105 de bundinha (que bonitinha), e queeem me dera o 1.70 de altura. Mas, pensando bem, eu já fui a nova loira do Tchan. A única loira entre as amiguinhas, então era eu quem entrava em ação quando essa música começava a tocar. Corria pra dançar aquela que era dedicada "a mim". Já fui também a Britney Spears, também pelo quesito 'loirice'. Era eu que ficava à frente das meninas, nas coreografias de roupa colegial que a gente apresentava na escola, dublando feliz da vida, já que recém começara o cursinho de inglês e me achava O máximo cantando "Baby One More Time", com direito a pompom cor-de-rosa no cabelo e camisa branca emprestada da mãe.

Mas nunca fui Sandy, logo aquela que eu adorava mais que todas as outras. Por muito tempo me tranquei no quarto imitando o Imortaaaaaaaaaaaaaaaal (que eu nunca consegui nem de perto), desejei ser morena e cortar uma franjinha pra poder ser a Sandy. Cortei o cabelo em "V", quando era moda e ela usava assim. Mas nas brincadeiras, muito briguei com as colegas porque elas diziam "tu não parece com a Sandy, tu é loira e ela é morena". Elegiam outra pra Sandy e deu pra mim. Não vou negar, também fui Xuxa. Fui Angélica. Fui Kelly Key. Acabei entendendo que não poder ser a Sandy também tinha as suas vantagens. E fui feliz pra caramba.

Fui de loira do Tchan a Xuxa, passando por muitas. E hoje eu sou Gabrielle. Continuo sendo a única loira entre as amigas e ainda danço na frente do grupo quando tenho a chance, mas finalmente eu me entendi, e perdi a vontade imensa de ser a Sandy que minhas mechas loiras nunca me permitiriam ser.




P.S.- e ah, nem de longe me chamam mais de Kelly Key, nem de Carla Perez, muito menos de Sheila qualquer coisa. Finalmente as coleguinhas entenderam que definitivamente eu não tenho 105 de bundinha.

Indiferença

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

(Saulo Cavalcante)
P.S.- feliz ou infelizmente, só me resta indiferença.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mania de Você

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pra Você Eu Digo Sim!

Nunca pensei em casamento. Na verdade, nunca fui a um casamento. Sempre fui daquelas que tinha certeza de nunca encontrar alguém para passar a vida toda junto, sempre fui inconstante, sempre "da pá virada". Nunca sonhei com véu e grinalda, nem pensei nos nomes dos padrinhos e dos meus filhos, muito menos na vasta lista de parentes e no salão imenso que teria que arranjar para abrigar minha família toda numa ocasião especial. Nunca sonhei em ter uma casa de praia pra envelhecer com o amor da minha vida, nem em encontrar travessas inox Tramontina como meus presentes de casamento.
Sempre quis independência. Sempre gostei de companhia, mas não o tempo todo. Dormir junto é bom, mas se esparramar sozinho na cama é muuuito melhor. Sempre gostei de carinho, sempre fui romântica, e acho que por isso tenho essa coisa com o casamento. Se já não é fácil segurar na boa um namoro onde os dois dormem juntos no final de semana, imagina com o maridão deixando cueca no chão do banheiro e babando na minha fronha favorita, até que a morte nos separe? Ah, por favor!


Maaaaas, como papai do céu castiga as radicalistas que desejam acabar com essa instituição 'sagrada' e o dinheirinho que o pobre padre arrecada celebrando essas cerimônias lindinhas, eu fui punida. E exemplarmente, convenhamos. Papai do céu me fez sentir aquilo que provavelmente esses seres "casantes" sentem quando decidem juntar as escovas de dentes perante Deus e o padre do dinheirinho. Senti, pela primeira vez, que poderia passar o resto da minha vida com uma só pessoa. Com ele, eu dividiria uma cama todos os dias. Pode ser de casal ou de solteiro, se for de solteiro é ainda melhor porque aí tu coloca a perna por cima de mim. Pode babar na minha fronha favorita, ou em qualquer outra fronha, pode até babar em mim. Pode roncar no meu ouvido. Ganharia travessas inox Tramontina e ainda me esforçaria na cozinha para depois colocar a comida nelas. Deixaria a rotina nos pegar, e mesmo na correria do dia-a-dia eu ainda seria a mulher mais feliz do mundo. Planejaria o nome dos filhos e contigo teria todos eles, fossem um, dois ou cinco. Deixaria que me visse com ou sem roupa. Permitiria que me visse envelhecer.


Contigo teria orgulho das marcas que o tempo faz, e celebraria todas elas como aniversário da minha felicidade ao teu lado. Tu não és o mais bonito, nem o mais alto, nem o mais charmoso. Mas tu és o único que desperta essa felicidade incontrolável em mim, o único que me faz querer dormir e acordar o resto da minha vida aturando um ronco e ainda rir se tu deixares uma cueca pelo meio da casa. Casaria na igreja. Mesmo que isso pedisse véu, grinalda, padrinhos vestidos de cores horríveis e de novo o pobrezinho do padre. Juraria amor e fidelidade, mas juraria muito mais que isso. Juraria companhia, cumplicidade, honestidade e a certeza de tentar fazer cada dia ser melhor pra nós dois. Só os teus olhos, que tem essa cor tão diferente, eu poderia aceitar durante toda uma vida como os olhos que vigiam meu sono. Beijaria apenas os teus beijos, abraçaria teus abraços, sonharia junto a ti os meus sonhos. Contigo eu dividiria não só o meu humor oscilante e minhas ideias malucas, mas compartilharia toda minha vida. Assim, sem razão e sem pudores.


Pra você eu digo sim. E você, o que diz pra mim?

Ajuda

Por que é tão difícil fazer a coisa certa? Na realidade, o complicado é saber o que é o certo. Se soubessemos o que aconteceria depois de termos escolhido certas atitudes, pensamentos, maneiras de lidar com problemas e com os outros, tudo ficaria simples. Saberíamos qual caminho tomar. Essa indecisão, fruto da insegurança, me abala, fazendo com que esqueça de procurar meu equilíbrio interior. O ideal é agir com perseverança, doando o melhor de mim, sem medo de me arrepender, porque, fazer o bem aos outros é muito prazeroso e gratificante. Não há nada a temer. Sinto como se eu aparecesse na vida das pessoas por um motivo maior. Eu não sei bem se eu sou a causa ou a conseqüência. Visto que cultivo o ato de ajudar ao próximo, as pessoas percebendo isso, confiam em mim e acabo por ajudá-las? Ou sou personagem de algo maior, desta forma, surjo propositalmente na vida das pessoas a fim de ajudá-las? Sinto que, sim, sou sempre passageira. Não houve nenhum caso amoroso que tenha vindo pra ficar, sinto que apreciam minhas opiniões, meu modo de ver e pensar, que eu acrescento algo neles, necessitam de mim por um tempo limitado, e quando a missão está cumprida, se vão. Pensando desta forma, não há rupturas, simplesmente aprendizados e missões cumpridas. Desta maneira posso ajudar mais e mais gente. Se somos tão mesquinhas e egoístas, se eu preciso me interessar para ajudar. "Preciso de contato para entrar em contato." Não vou subir num palanque e sair analizando situações alheias, distribuindo conselhos e dissiminando a paz. É necessária uma relação mais profunda, mesmo que rápida. A melhor maneira de ajudar é fazer amigos. Esses sim, não se vão. A amizade é um amor que nunca morre. Talvez quando alguém que tenha algo a me oferecer, uma missão para cumprir, algum propósito, divino ou não, de me auxiliar espiritualmente, venha para ficar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Who's gonna drive you home tonight?


Hoje, um momento mágico: minha mãe, o tempo, a trilha sonora.

Estava no meu quarto, deitada na cama, olhando pro céu e pensando nas coisas que passaram por mim. De repente, é como se um filme tivesse passado na minha cabeça. Fiquei até com medo de morrer depois, eles dizem que é isso que acontece segundos antes de ir pro andar de cima, não é? Deixando as brincadeiras de lado, eu realmente nunca tive uma sensação tão forte de passado como nesta manhã. Não sei se foi a música, não sei se foi o azul, a minha cama macia, mas as lembranças tomaram conta de mim e de um jeito fascinantemente rápido! Tanta coisa aconteceu em 18 anos. Mudei tantas vezes de lugar, até mesmo de país, foram 3 diferentes. Mudei tantas vezes de 'estado civil', de colégio, de companhias. De ideologias, atividades, gostos, manias, radicalismos. Mudei milhares de vezes de cabeça, já arranquei meu coração, ja resgatei, já me fiz em mil pedaços, como dizia Renato Russo, já cresci, já caí, já passei por maus bocados. Aprendi valores com tudo que sofri, amadureci mais do que se tivesse ficado parada em um mesmo lugar, mas aí não seria eu.

E de repente me vi ali. Me observei deitada em minha cama bagunçada, com um baú de lembranças. Em dez minutos eu tinha aula de biologia. Pensei na rota que estou traçando, no caminho que escolhi. E quase saí da minha melancolia para cair na vida real quando minha mãe entra no meu quarto, com os olhos brilhantes: "filha, escuta essa música." Eu sorri. Ela disse: "Eu tinha dezesseis anos. Eu estava no Rio quando ela foi lançada. Faz tanto tempo." Ela não precisava dizer a frase que viria a seguir, eu senti no meu interior mais profundo o quanto aquela trilha sonora um dia já fez parte da vida dela. Fiquei imaginando quais momentos ela teria servido para embalar suas mais fortes emoções. Um beijo, um abraço, uma despedida, um pensamento em alguém distante, um futuro incerto, amores.

A música é minha trilha de hoje. Vinte e cinco anos depois, a cena se repete. Eu estava ali adormecidamente acordada sonhando com a música. Eu estava completamente embebecida de saudade, de ansiedade, de esperança. Um passado bonito e um futuro incerto. E a mesma sonoridade me convidando para dançar junto.

Minha mãe também mergulhou em suas lembranças. Certamente, histórias retomaram vida em sua mente, por dois minutos. Como as minhas o fizeram instantess antes dela abrir a porta. Não vou esquecer seu olhar. Pude sentir sua saudade em mim. Pude sentir sua juventude. Sua energia. Aquela menina ainda existe dentro da mãe que tomou lugar. E nunca morrerá. Ela finalizou "Que saudade!"

Filmes diferentes, a mesma bela trilha.


"Who's gonna tell you when,
It's too late,
Who's gonna tell you things aren't so great.
You cant go on, thinkin'
Nothings' wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight.?
Who's gonna pick you up,
When You fall?
Who's gonna hang it up,
When you call?
Who's gonna pay attention,
To your dreams?
And who's gonna plug their ears,
When you scream?
Who's gonna hold you down,
When you shake?
Who's gonna come around,
When you break?
You can't go on, thinkin',
Nothin's wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight?"

The Cars - 1984

Insônia


Há dois dias eu mal durmo. Assalto a geladeira. Vejo um filme. Converso no msn. Descubro algum cd bom para ouvir. Como mais um pedaço daquele bolo que tá maravilhoso. Leio trechos de livros. Marco minhas poesias com post-it coloridos. Arrumo a cama. Deito nela. Lembro que tem jogo, e levanto pra dar uma olhada. Assisto ao jogo inteiro. Tomo banho. Olho o celular, já são quase seis da manhã! Ah, vou deitar um pouco no sofá que com certeza eu durmo... Agora são quase sete horas. Levanto, mais uma vez. Mais comida. Mais filme. Mais msn. Mais música. Mais post-its. Mais cama. E ainda menos sono. Quando olho pela janela que esqueci aberta, o dia está claro. Lindo. Vejo o sol, e vejo porque meu sono não vem. Você está aqui dentro, insone, de um lado pro outro. Caminhando nos meus pensamentos, se mudando daquela barraca improvisada e construindo uma casa definitiva no meu coração. Fecho as minhas janelas, e você anda impaciente aqui, zanzando em mim. Enquanto você não chega, eu vou dormir. Se é sonhando que eu posso te encontrar, eu fui. Boa noite, meu bem.

Virtudes e Defeitos


Escondemos nossos maiores defeitos atrás de nossas maiores virtudes. Somos altamente capacitados para transformar situações e sairmos muito bem delas. Somos espertos, mesmo que alguns o façam por instinto. Não queremos parecer fracos, não todo o tempo, diante das pessoas, principalmente se ainda não as conquistamos. Então, escondemos. Dissimulamos. Aparentamos o que não somos realmente. É claro que tem muita gente simples, transparente por aí. Mas a maioria joga. Incorpora personagens, atua, e gosta do papel que interpreta. Mas no fundo, há muito escondido. O que torna tais pessoas muito mais interessantes. É uma arte desvendar o comportamento humano com suas inúmeras facetas.

Vamos idealizar alguém que seja muito espontâneo, muito extrovertido, aquele animador da galera mesmo, sempre sorrindo, sempre bancando o palhaço, o comediante da turma. Todos pensam que é extremamente bem resolvido e há alegria de sobra. Incrível como não nos damos conta de que, muitas vezes, aquilo só é uma fuga, provavelmente de insegurança, carência, falta de atenção em casa. Uma pessoa que é mentirosa, aumenta os acontecimentos, vive no mundo da fantasia, pode ser uma pessoa muito insegura que precisa se auto afirmar, fazer com que suas histórias sejam melhores do que realmente são, porque não são comuns. Aquele tipo de pessoa que tudo acontece com ela. Uma pessoa que seja totalmente fechada, fria, calculista e insensível pode apresentar os mais intensos sentimentos, só que os esconde, provavelmente porque tenha se machucado já ou tenha muito medo simplesmente de se expor, com medo de que aconteça talvez o mesmo que sucedeu com algum ente próximo. Talvez seja fruto de sua educação rígida e sufocante, afinal, o medo dos pais passa para os filhos. Uma pessoa que aparenta ser muito forte, até mesmo parece imbatível, não passa de um bebê que precisa de colo quando cai do balanço, gritando 'mãnhêêê!'. Alguém que se sente, na realidade, só, procura em muitos o que não tem em poucos: amizade verdadeira, amor, afeto, relações sólidas e intensas. A solidão pode ser despistada com amigos virtuais, com festas, companhias instantâneas. Um belo sorriso e um papo agradável, a noite não virá só e tal pessoa estará sempre acompanhada pelos mais diversos tipos diferentes de 'amigos'.

Impressionante, não? Esta máquina cheia de curiosidades e peças inusitadas. Ligações fantásticas, reinventadas pelo nosso inconsciente. Despreparadamente nos defendemos melhor do que podemos imaginar. De um jeito talvez torto, mas do único que conseguimos.

A solidão vira companhia em excesso. A carência vira afetuosidade demasiada. A insegurança vira 'contador de histórias'. O medo vira frieza. Fraqueza vira força. E há sorrisos, há olhares, há maneiras. Há mil papéis, mil roteiros, mas só um palco. Faça o melhor que puder, atuando ou não.

domingo, 23 de agosto de 2009

Realize

"If you just realize what I just realized, then we'd be perfect for each other.

(...)

Take time to realize, I'm on your side. Didn't I, didn't I tell you?

But I can't spell it out for you. No, it's never gonna be that simple."

sábado, 22 de agosto de 2009

Merece um par...


Um belo par de chifres. É isso que muito homem por aí merece. Homem que não liga, que não dá valor, que não anda de mão, que não demonstra carinho, que não diz amar "porque tu já sabes que eu te amo", que não leva pra jantar, que não paga a conta, que não dá presente nem no dia dos namorados, que não sai junto com ela e fica em casa vendo filme, que não faz um carinho, que não deixa de lado as 'amiguinhas', que não se demora no banho nem se enrosca na cama, que faz sexo parece que por piedade, que dá uma só, que só aluga filme de guerra, que não entende que ela tem tpm, que não responde as mensagens que ela manda, que não dança no meio da sala, que não divide um vinho e não faz uma bela massagem no pé, que não beija o pescoço, que não acorda com beijos, que não manda flores, que não escreve um bilhete "porque eu não sou bom com palavras, amor", que não coloca uma foto de vocês juntos na internet, que não diz pra ninguém que você é namorada e não amiga dele, que não dá um beijo no elevador, que não frequenta a sua casa, que não lhe faz a mulher mais feliz do mundo.


Pena que, de todos que merecem, apenas alguns acabam com esse ornamento na cabeça. Realmente uma pena. O mundo seria um lugar bem melhor se fossemos adeptas de enfeitar os respectivos com chapéus de guampas... rapidinho eles aprenderiam a valorizar o que tem em casa.

Felicidade

"Não sei porque eu tô tão feliz
Preciso refletir um pouco e sair do barato
Não posso continuar assim feliz
Como se fosse um sentimento inato
Sem ter o menor motivo
Sem uma razão de fato
Ser feliz assim é meio chato
E as coisas nem vão muito bem
Perdi o dinheiro que eu tinha guardado
E pra completar depois disso
Eu fui despedido e estou desempregado
Amor que sempre foi meu forte
Não tenho tido muita sorte
Estou sozinho, sem saída, sem dinheiro e sem comida
E feliz da vida!!!"

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

É Simples.


Engraçado como gostamos de parecer misteriosos, complicados, indecifráveis. Admita, você também não gosta quando alguém o acha muito simples. Porque simples é... simples demais! O complicado tem mais graça, charme, atenção. O simples não precisa de manual, e nós, que nos julgamos complicadíssimos e cheios de notas de rodapé, poderíamos escrever um livro de recomendações sobre cada um de nossos detalhes, que julgamos muito importantes.


Sinto muito lhes desiludir (e até a mim mesma), porque a verdade é que somos muito simples. Somos ridiculamente simples. Homens, por exemplo. Quando estão afim, ligam; quando não, não ligam. Simples. Quando querem, mostram interesse; quando não, muitas vezes nem os vemos mais. Quando um homem é ferido, ele passa a odiar quem o machucou. Comportamento padrão. Mulheres, quando traídas, não conseguem deixar para trás sem conversar. Mulheres precisam conversar, tentar que o outro entenda suas razões e as suas dores. Simples. Mulheres, quando estão afim, também deixam isso transparecer (e que aí me desculpem as adeptas do antigo 'docinho', eu em pleno século XXI não tenho tempo pra fazer charminho pra homem). Somos preto no branco, apesar de insistirmos em usar aquela aquarela. Quer? Vamos sair então. Onde? A gente decide no carro.


Somos todos covardes por natureza, o que temos são crises de coragem. Crises onde vestimos a capa de super-herói e juramos conseguir levantar o mundo com as palmas das mãos. No resto do tempo, tememos o desconhecido, o instável, tememos nos machucar. Todos tememos demais. Somos todos simples, então vamos dar um tempo de complicar o que não precisa. Vamos ser mais descomplicados, mais leves. Você me quer? Você me liga. Eu quero? Eu concordo, e não te faço correr atrás uma semana. Fácil assim. Eu sou canhota e você é destro, eu odeio camarão e você não vive sem isso, mas não importa porque é tudo adicional. Na essência, somos todos iguais, e isso só quer dizer uma coisa: é simples, baby.

Se tiver um, amém.


O que um amigo representa para você? É uma conexão com o mundo exterior e interior. O mundo dele.
Um verdadeiro amigo não vai com você para a festa simplesmente: ele te paga a bebida, te carrega bêbado e sem reclamar, te diverte, te distrai quando a vida está te dando uma surra. E até dá uma surra em um ex namorado que te traiu.
Um amigo do peito não lhe ajuda somente a escolher um livro, a escolher um filme pro final de semana: ajuda você a escolher um namorado, a escolher seus amigos, a escolher uma profissão, um trabalho, um pensamento, um ideal, um caminho. O certo.
Não ajuda você somente a curar o esfolado, também tenta colar seu coração com super bonder e na maioria das vezes, consegue. Um amigo não não passa apenas a cola na prova: passa aperto, passa remédio contra assaduras quando você torrou no Sol, passa a chance de pegar o gato da festa para você, passa o ex, passa angústia, passa preocupação, passa os aniversários, passa junto o reveillon.
Um amigo não racha o pacote da bolacha: ele deixa bem mais que a metade pra você. Racha também lembranças, crises de choro, culpa, segredos, experiências excêntricas.
Um amigo não empresta somente a blusa pra sair, ou o batom, empresta o ombro, o colo, a casa, a irmã, a mãe, o dog, os amigos, os ex ficantes.
Não te dá o presente mais caro, ele te dá sempre o melhor de todos: sua companhia. Além disso, ele te dá beijos, carinhos, cafunés, abraços, apertões, cafés, garrafas de vinho. Te dá prancha, te dá o mar, te dá o brilho do Sol, dos olhos, das cores, dos perfumes, dos sorrisos. Te dá orgulho, alegria, mágica, conforto, sorte, amor. Te dá conselhos, puxões de orelha, te dá bronca, te dá motivos, te dá realidade.
Te deixa ir aonde quiser ir, porque sabe que você volta. Não te deixa só um bilhete: deixa afeto, deixa recordações, deixa mágoa, mas deixa o perdão, deixa brigas para traz e o resto é só companheirismo - truque da convivência e da intimidade. Deixa você sonhar, você tentar, você se decepcionar e você recomerçar. Deixa você se sentir a vontade, livre, leve.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.


Eu tenho uma. Amém.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Take it Easy


Hoje eu vi o quanto podemos inverter situações muitas vezes tristes, que nos encomodam. Podemos simplesmente levar as coisas "mais na boa". Faça dos acontecimentos em sua vida uma piada. Ria das desgraças. Faça onda. Vá com a maré. Relax, brow. Seja você mesmo e o resto é o resto.
Veja bem, ele trocou você por uma bem mais gostosa? Que se foda. Pelo menos você tem cérebro. Sua amiga não se lembra que você existe? Apareça na casa dela de surpresa com um monte de novidades. Você brigou com sua mãe e puxa, amanhã é logo o aniversário dela! Não se sinta culpado, compre flores e no cartão coloque "O bom de brigar é que se pode fazer as pazes! Amo você!" Você foi deixada no altar, pensa bem, isso pode ter mudado sua vida completamente e pra muito melhor. Agora você não tem que aguentar o bafo dele demanhã e pode desfrutar de uns bons e mutio bons anos de juventude, afinal, ele não tinha certeza do que queria e sai pra lá com esses caras inseguros! Na minha época eles eram chamados de frouxos mesmo. A questão é: você nunca sabe como teria sido se tivesse obtido um sim no lugar de um não, um convite no lugar de um bolo, um recomeço no lugar de um pé na bunda definitivo. Você simplesmente não tem a menor idéia de como teria sido acordar do lado daquele cara insignificante, hoje, para você que nunca entendeu nada do que você dizia. Nem mesmo prestava atenção se por acaso estava, na televisão, rolando o joguinho de futebol da quarta-feira. Você não sabe como teria sido ter que aguentar as grosserias e os esquecimentos das datas comemorativas. Nós, mulheres, sabemos como isso faz a diferença, é o toque essencial para que a rotina não fique monótona apesar de ser chamada de rotina. Você não cogitou a idéia de ter que suportar diariamente aquelas brigas idiotas, muitas vezes, sim, por futilidades. Pense que seus jeitos não batiam, que você se encomodava com várias coisas, que o cara gato da sua aula ainda está solteiro. Pensa que não era pra ser. Que a vida pode te dar uma chance muito melhor para ser feliz. E quando ela surgir, esteja preparada, não feche os olhos, a não ser na hora do first kiss. Take it easy, baby.
E ria disso! Sim, meu Deus! Ria deles, ria do quanto você estava envolvida, e olha no que deu? Você nem se lembra mais do número do telefone dele! Pense nas juras e olhe, você passou pela mãe dele e nem sentiu nada. Era só mais uma senhora das mil que você encontra por aí. Pensa nas discussões, ah tão tolas e desnecessárias, ou necessárias pra ver que o verdadeiro amor não estava lá. Pense em tudo que você pode fazer, agora. E comemore! Sozinha, olhando um filme, de preferência daqueles que mulheres dão a volta por cima, pode ser de grande estímulo, ou com suas amigas, com uma bela garrafa de champagne, vinho, whisky, cachaça, coca, suco. Tanto faz. O importante é rir das peças que nos pregam! É comemorar de termos todas as oportunidades do mundo, todos os dias. É agradecer por sermos quem somos, estarmos onde estamos e realizarmos tudo que quisermos. Somos os donos de nossas vidas e sabe o quê? A vida é uma comédia. Então, seja o diretor.

Se isso me matar


"Oi, me diga você sabe
Sim, você me entendeu
Algo me entregou
E seria um momento tão lindo
De ver o olhar no seu rosto
De saber que eu sei que você sabe
E baby isso é o caso de eu desejar em pensamento
Você não sabe de nada
Porque você e eu
Por que, nós continuamos por horas, horas e
Nós nos damos muito melhor
Do que você e seu namorado
Bom tudo que eu quero fazer realmente é te amar
De um jeito mais pessoal que os amigos são
Mas eu ainda não posso dizer isso, depois de tudo que nós passamos
E tudo que eu quero de você é, que você me sinta
Enquanto os sentimentos de dentro continuam construindo
E eu vou achar um jeito para chegar a você, se isso me matar
Se isso me matar
Bom por quanto tempo, eu posso continuar desse jeito,
Querendo beijar você,
Antes certamente da minha explosão?
Essa vida dupla que eu vivo não é saudável pra mim
De fato, ela me deixa nervoso
Se eu for pego e posso está arriscando tudo
Baby tem um monte de coisa que eu sinto falta
No caso de eu estou errado
Se eu fosse corajoso
Eu ira te pedir para segurar meu coração em sua mão
Te diria logo de inicio como eu desejei ser teu homem
Mas eu nunca disse que iria
Eu acho que vou perder a minha chance de novo"


Jason Mraz

O que seria a pior coisa?







Andei pensando, acho que a pior coisa numa relação, seja ela qual for, é tu não poderes ser quem tu realmente és. É ter que disfarçar. O que seria mais importante em um companheiro, seja amigo ou amante? Seria ele te entender, te compreender, se interessar pelas coisas que tu pensas. É preciso sintonia. A cumplicidade ajuda a manter os interesses de mãos dadas. É preciso sentimento, sim, mas em que ponto será que ele se torna intenso? Não é quando o outro parece adivinhar o que tu pensas? Ou então, achar as respostas perfeitas? Ah, eu estou concluindo que não entendo nada disso. Tudo são perguntas sem resposta, parecem me confundir mais ainda. Acho que o ideal é ser fútil mesmo. Vai ver um amigo meu tem razão, perguntar demais é querer saber demais, é a maior futilidade de todas, porque não se chega a nenhum lugar. Mas quem disse que eu consigo ser assim? E com certeza, os admiradores que conquisto por ser eu mesma valem mais do que qualquer coisa, enchem minha vida de significado e afeto.



Não precisamos de pessoas que não conseguimos ser quem eles gostariam que fossemos. Não podemos nos adaptar a ponto de mudar nossas atitudes e pensamentos. Sabem aquela frase da Ana "E não mudo me postura só pra te agradar"? Pois é. Va ver é assim mesmo que as coisas devam acontecer. Sendo eu mesma, aqueles que apreciarem, me compreenderem e me admirarem vão estar lidando realmente com a Liana. E é somente e completamente ela que eles vão amar.



A verdade é que existem muitas facetas, até mesmo escondidas em nós, e devido a isso, somos capazes de nos apaixonarmos inúmeras vezes. Temos tantos "eus" quanto são os indivíduos com quem nos relacionamos. Desejamos, talvez, encontrar aquele que descubra o nosso melhor lado, o que provocará uma sensação maravilhosa de querer estar sempre na companhia da pessoa. O certo então seria não sermos nós inteiramente visto que temos mais de um eu? Ou sermos todos em um só?



Suspeito ter concluido algo depois de tantos questionamentos. O importante é que o "eu" que uma pessoa despertar em nós seja suficientemente forte e intenso para que se torne verdadeiro, profundo. Seja um eu sustentável. E cada um sabe de si. Uma pessoa que for muito animada, deve encontrar alguém que goste de ouvir suas piadas e ria, não a julgando ou a achando ridícula. Uma pessoa que gostar de filosofar, precisa de alguém que a escute, a entenda e quem sabe, se não for pedir demais, acrescente. Uma pessoa que goste de viajar, precisa de alguém que a acompanhe. Uma pessoa que gosta muito de filmes, precisa de alguém que sente-se do lado. Mas que fique bem claro, que estes costumes humanos são muito menos importantes que os morais, intelectuais, sentimentais. Portanto, uma pessoa muito sensível não pode conviver com alguém ríspido. Só se ela mudar de atitude, e aí voltamos pro começo da conversa, onde eu dizia que mudar é errado. Mais do que errado, faz mal, é ilusório, hípócrita já que mudar é realmente muito difícil. Tem certas coisas que estão profundamente consolidadas em nós, podemos aprimorar, refinar, mas tranformar, me ensine quando conseguir.



Devemos nos sentir confortáveis ao máximo, assim seremos quem bem entendermos ser, com sinceridade e transparência. Agrade-se quem se agradar. Os interesses não correspondem a todos, e ainda bem que não. Já pensaram se todos fossemos iguais? Somos feitos de diferenças e semelhanças. O importante, enfim, é a singularidade das diversas e infinitas sintonias...

A Caixa de Doces

Hoje, tarde de chuva e eu passei o dia de pijama enfiada em casa. Quando vê, me chega um entregador com uma caixa na mão... "Oi boa tarde. Gabrielle? Sim sou eu mesma! Já tá pago? Que estranho... Bem, obrigada. Boa tarde pro senhor." Abro a caixa e surpresa! É uma caixa cheia de doces. Primeira coisa que pensei foi: só pode ser um engano. Mas bem, o entregador disse o meu nome, engano não é. Segunda coisa que penso: arranjei um admirador realmente secreto. É, vai ver seja verdade. Minha mãe não se coçaria a mandar uma caixa anônima de doces no meio de uma tarde chuvosa. Bem, bem, eu admito que gostei da ideia... tenho um admirador secretíssimo.
Manda presente e não deixa bilhete. Nem diz quem é, nem manda um recado nem coisa nenhuma. Estou sentada na frente do computador, pés pra cima, saboreando um presente acertado de um remetente desconhecido. O sabor é doce, mas não é só do glacê e chocolate... É imaginar que alguém, por aí, tá querendo me agradar. É boba, mas uma sensação gostosa. Uma caixa de doces. Um dia chuvoso. E um sabor inigualável. :)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ausência


Quem dera todo mundo pudesse tiver um dia de ausência. Ficasse assim, de bobera. Um dia inteirinho pra minha cabeça. Pro meu corpo. Pra minha alma repousar. E ainda recebi uma adorável surpresa. Agora estou assim, serena, em paz. Nada que aconteça hoje pode me aborrecer. Estou imbatível. A tranqüilidade instalou-se em mim, nem que seja por um dia. Não esperei nada hoje, e as coisas aconteceram. Quem sabe se eu não esperar pelo great lover, ele aparecerá?

Aliviar


Afrouxar essas correntes. Aliviar o passo. Acalmar o coração. Já corri demais para não chegar a lugar algum. Agora, garçom, pode trazer o drink que eu vou sentar pra apreciar a paisagem. Cuidar mais das unhas, dos cabelos, cuidar da alma. Prestar atenção naquela cara que fica refletida no espelho, cada vez que me encontro com ele. De que a minha cara precisa? O que essa cara quer? E não é só do filtro solar que eu falo, e sim das rugas (é, nunca pensei que minha cara desejaria rugas) que ela quer fazer enquanto dou risada. Diminuir o ritmo das minhas críticas, principalmente as que faço a mim mesma... Já faço atividades físicas, bebo pouco e nada fumo. Agora deixa eu comer uma lata de leite condensado se eu quiser, faz favor?
*
E daí que eu não tenho peito? E daí que nasci sem bunda? E daí que meu sorriso é torto? Aqui vai um audível FODA-SE, seguido de um sorriso torto da minha boca sem os lábios carnudos da Jolie. Aliviar com minha aparência já é um bom começo. [...] Depois vou parar te tentar abraçar o mundo inteiro. Eu não posso arrancar a dor dos corações dos meus amigos, por mais que eu gostaria de conseguir isso. Depois eu vou entender que eu não preciso gostar de quem não gosta de mim, e que eu não preciso me condenar cada vez que eu tiver vontade de esganar algum ser que atravesse meu caminho. Me deixarei ser mais humana. Ainda há alguns pecados por cometer, e não vou deixar que passem batidos. Hoje me acordei mundana. Humana de doer. E tô me aliviando da culpa.
*
Eu vou ligar o foda-se. Colocar os fones de ouvido e sair cantando pela rua. Reutilizar a calça militar que eu adoro mas que todo mundo acha esquisita. Beijar quem eu quiser aonde eu bem entender, ninguém tem nada que ver com isso. Fazer o que eu quiser, deixar de preocupação. Quem quiser que cuide da minha vida, que por enquanto eu vou pedir uma licença pra vivê-la. Perdi muito tempo pensando no que iam pensar. Pensando no que fazer. Pensando no que não fazer, principalmente. Agora eu vou perder todo meu tempo vivendo, aproveitando. Vou levar na dança, vou levar ao vento, vou levar. Cansei de pensar. Pensar cansa. Agora eu vou aliviar comigo mesma. Com todo respeito... dá licença que eu tô indo ser feliz!
*
"Me cansei de lero-lero
Dá licença mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões...
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Nesse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!"

Eu tô afim




Será que para termos abertura na vida de uma pessoa preciamos estar em sintonia com ela? Ter os mesmos interesses, os mesmos objetivos? Será que ela precisa estar num momento bom, em paz, solteira, equilibrada para podermos ser valorizados? Por que eu estou sempre aceitando convites e os outros ignoram? Dizem que atraímos o que transmitimos, então quando vão agir comigo da mesma forma que ajo com as pessoas? Nunca neguei um romance, mesmo que tenha falhado. Sempre vale a pena tentar. Nunca recusei um cinema, uma janta, uma conversa. Só pra ver no que vai dar. Sempre mostrei interesse mesmo quando não tinha tanta certeza. Claro que meu jeito não light de ser não me permite alongar muito conversas sem potencial para me atrair o suficiente. Economizo no tempo, esbanjo na intensidade. Sou assim com tudo. Não gosto de doses omeopáticas. Como duas vezes ao dia, mas mais do que aqueles que, geralmente, estão ao meu lado. Quando leio, leio de uma vez só. Quando caminho, caminho a tarde inteira. Não sei equilibrar. Será que isso reflete minha personalidade? Espero que não. Só no fato de eu estar sempre disposta, pronta, ansiosa. Mas pelo quê, mesmo?


Hoje foi assim. Fiquei esperando o dia inteiro. Comecei esperando amanhcer pra dormir. A hora de estudar. A hora do seriado. A hora da aula. A hora do intervalo. A hora de ligar para a Gabi. A hora de voltar para casa. Mas que dia monótono e chato! Nunca espero a hora pra fazer absolutamente nada! Sou do tipo fazer o que dá na telha. Esse meu espírito aventureiro foi apagado hoje por algum motivo. Esperei aquela boa conversa que me decepcionou. Esperei pela declaração que não veio. Pelo convite que não houve. Pela Lua que não apareceu. E cá estou. Só. Sem ter mais nada o que esperar do dia de hoje. Acho que ele acabou. E com ele minha esperança de esperar algo de hoje.


Eu tô afim. Por que você não?