quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Primavera
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
que dia é hoje?
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Ser
domingo, 2 de outubro de 2011
Pro Inferno
terça-feira, 27 de setembro de 2011
É preciso cair para levantar. E as coisas vão entrar em ordem, mais cedo ou mais tarde. O mais difícil de tudo é perceber o que se quer. É abrir os olhos para o que está errado. Ir atrás, por incrível que pareça, é só "papelada".
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Segundos Erros (ou Primeiras Observações)
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Olhos nos Olhos
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Uns dias
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Toda Noite de Insônia
Yesterday Once More
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Alô?
Volto assim que conseguir me olhar de novo.
Enquanto isso, o tempo voa e só me vejo refletida nos pequenos olhos da minha Helena.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
No ponto
O problema é quando não conseguimos falar o que sentimos bem no fundo. É quando as palavras faltam. Entramos em pânico e um silêncio mortal se instala no ar. Ainda bem que ainda temos os nossos olhos para falarem por nós quando não nenhum som é capaz de sair das nossas bocas.
Primeiros Erros
domingo, 7 de agosto de 2011
Se Eu Soubesse
sábado, 6 de agosto de 2011
Abstinência
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Aos amores
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Perdi as Chaves
As cobertas entrelaçavam as minhas pernas e me lembravam de quando você as puxava para si. Hoje tenho todas para mim e nunca passei tanto frio. O café esfriou, a luz apagou, a porta fechou. Tudo parou aqui dentro. Há de fato um vento gelado que aumenta nos finais de semana, junto aos goles de uísque que descem queimando minha garganta cheia de palavras trancafiadas.
Se, por acaso, um dia me perguntarem o que mais me lembro de você vou dizer que é quando enrolava seu cabelo com as pontas dos dedos delicadamente e deixava seu pensamento voar longe. Ninguém seria capaz de adivinhar o que se passava na sua cabeça nessas horas. Você ainda tem esse hábito? Diria na verdade que você brinca com esses seus belos longos fios cor de ouro. Como estará seu cabelo? Por favor, nunca o corte.
Puxa, o tempo passou rápido. Já não foi ontem que lhe vi pela última vez. Incrível como o tempo pode roubar os momentos para si. Tomou-me meu presente e o transformou em seu passado. Queria dizer que meu presente anda bem. Que anda leve, que anda tranqüilo. Mas não, infelizmente. Acho que escolhi me tornar distante de tudo, de todos. Ando lendo muito. Ando caminhando sozinho, olhando para o chão. Talvez queira encontrar alguma pista na calçada de algum caminho que deva tomar. Ou talvez não queira melhorar. Estou agarrado demais a minha tristeza, a minha solidão. Apeguei-me a ela. Fico me perguntando se haverá alguém para me acordar desse sono profundo em que me encontro ultimamente. Tem sido uma fase estranha em minha vida, verdade.
Mas o que mais me incomoda é esse espaço que há entre nós. Há tanto espaço em minha vida também mal preenchido. As coisas saíram do lugar. Eu acordei e além do frio, senti como se minha vida não fosse minha. Parece que perdi o que eu tinha de especial. Ou talvez fosse você que me lembrava das coisas especiais que eu possuía dentro de mim. Tenho a impressão que perdi as chaves de casa. Escondi tão bem que eu me esqueci de onde as guardei. E agora? Como faço para entrar? Como faço para ter você de volta?
domingo, 10 de julho de 2011
Espatódea
Em homenagem ao maior amor do mundo, que ainda estou descobrindo, tocando, cheirando, conhecendo.
Uma música, pois não tenho ainda palavras.
Quando tiver, prometo que venho aqui louvar o amor mais cheiroso e delicado que já conheci.
domingo, 3 de julho de 2011
as horas, a carta
sábado, 25 de junho de 2011
Querido Diário
sexta-feira, 24 de junho de 2011
a pessoa certa
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Ecos
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Uma brecha
E esse momento sempre existe. Mesmo que não saibamos o que fazer com ele. Mesmo preferindo. às vezes, fechar os olhos e deixar que a vida nos mostre se erramos ou se acertamos. Porém, é preferível que não se desperdice essa chance quando nosso coração nos dá uma brecha. Porque nunca sabemos quando isso acontecerá de novo.
Cantando no Toró/ Grande Hotel
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Cobertor
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Lentes
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Vidro
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Cinco Sentidos
terça-feira, 31 de maio de 2011
Presentes - o pior do mundo
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Cartas (e caixas) de amor
terça-feira, 24 de maio de 2011
Terças-feiras de solidão
domingo, 22 de maio de 2011
tempo
terça-feira, 17 de maio de 2011
Certezas
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Caos
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Sentimentos - para as paredes 009
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Eu não me lembro
Uma tarde gelada estava por terminar naquela pequena cidade. Ela estava visitando os amigos e parentes depois de um longo período fora. Somente seus olhos estavam descobertos, tamanho era o frio que fazia naquelas ruas cinzas. Foi então que ele passou, praticamente um desconhecido, e disse “olá”. Ela parou e ficou olhando para o chão. Na sua cabeça milhões de pensamentos se teciam como um novelo de lã. Ficou levemente tonta. Fechou os olhos e a imagem deles juntos veio à tona. Ela rapidamente se virou e tirou a manta que tapava seu rosto. Ele já estava um pouco distante, mas ela, mesmo assim, gritou:
- Eu não consigo lembrar.
Ele, confuso, retornou lentamente. Cada passo que dava era como se fosse rastejado, doloroso, duvidoso.
- Não entendi.
- Eu não me lembro da última vez que estávamos felizes. Eu não me lembro do nosso último beijo. Eu não me lembro do nosso último “te amo”. Eu só consigo me lembrar do dia em que fiquei sabendo da verdade. Nós fomos felizes? Pelo menos, por um dia?
As lágrimas corriam livremente pelas maças do rosto. Ela não sabia por que isso significava tanto para ela. Mas ficava pensando antes de dormir e não conseguir lembrar, lhe atordoava profundamente. Ela continuou:
- A gente nunca sabe quando vai acabar. Quando vai ser a última palavra. Quando vai poder dizer o que sente naturalmente. A gente simplesmente não sabe quando as coisas vão mudar. Quando a verdade não é bem aquela que imaginamos. E quando isso acontece, a gente não sabe dizer como foi e nem quando foi. É deprimente. E isso me mata por dentro. Isso me mata um pouquinho a cada dia que passa e me mata saber que não há nada que eu possa fazer.
- O nosso tempo passou, Liz. Isso não importa mais agora, tente seguir com a sua vida. Não pense mais nisso. Não tem utilidade nenhuma.
- Realmente? É isso?
Ela pensou estar surpresa, mas sabia, realmente, que ele não sentia as mesmas coisas que ela. Baixou os olhos e viu os velhos sapatos marrons, tão familiares. Não pode deixar de se sentir nostálgica e deprimida. Como havia tudo mudado?
- A gente caminhava pela beira d’água. Tirávamos fotos do céu e do mar. Eu, sem que você percebesse, tirava algumas fotos suas também. Eu não conseguia imaginar alguém mais linda. Seu irmão lhe ligou, nessa hora, e você ficou conversando com ele um tempo. Parecia feliz, parecia estar contando novidades, boas novidades. Esse foi o nosso último momento, pelo menos, o último que ficou registrado na minha memória. Todos os outros que vieram depois parecem ser um grande conjunto de imagens de um drama que inevitavelmente tinha de acabar.
Ele se virou novamente e continuou andando, indo na direção que previamente seguia. Um vazio enorme preencheu o peito de Liz. O ar frio inundou seu corpo, suas veias, seu coração.
domingo, 1 de maio de 2011
Mentiras e Verdades
"Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth."
Thoureau